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16/07/2023

Desafios de fácil resolução

todavia incompatíveis com as omnipresentes redes de narcisismo insatisfeito. Quando deparamos com uma curva sigmóide é bom não ignorar que a única variável é o comprimento da curva. Deduz-se pois que, quaisquer tentativas de encurtamento, implicam irremediáveis alterações do ponto médio, centro e inclinação da curva. Resultado: uma outra sigmóide. Por mais curvas que haja sempre serão (funções) sigmoide. Tal e qual como as ponderações económicas sob perspectivas ideológicas e/ou sociológicas. Citando (J.K.) Galbraith (um perigoso tecnocrata):
"Sob o capitalismo, o homem explora o homem; sob o socialismo sucede pura e simplesmente o oposto"


24/04/2023

Pagará à mesma, mas

quanto menos souber melhor - não desinquieta a (D.) 'esperança'.  



26/03/2023

Exclamação I

Gilles Lipovetsky
* esteve cá e um jornal pô-lo a discretear em redor dos corolários do seu último livro, A Sagração da Autenticidade, no qual nada há de inédito à excepção de alterações de 'consciências colectivas', ponderáveis e factuais, que a minha inteligência e as minhas percepções impedem vislumbrar. 
Quem antes detectou e explicou o individualismo contemporâneo em A era do Vazio e Tempos Hipermodernos, oco em A Era do Vazio, efémero em O Império do Efémero e Plaire et Toucher - essai sur la société de la séduction, principal componente da mundialização do ocidente ou ocidentalização do mundo em L’Occident mondialisé, fica ‘manietado’ – não vislumbro, mas .. posso estar equivocado ou saber pouco, mas à mole vazia, seduzida por uma felicidade, paradoxal, fascinada pelo efémero, etc… nada faz prova de uma alteração qualitativa. Nem uma mais aparente que real consciência ambiental, colectiva – para já e por enquanto parece-me serem poucos os que, com impacto expresso e significativo, abdicaram de parcela de comodismo, consumismo, … e por aí vai em favor do 'calhau gravitante' e benefício do futuro da humanidade, com excepção de um charivari politicamente orientado. Ora, disto à consciencialização vai uma regeneração - que, para Lipovetsky é já mensurável (ler excerto) mas, para mim, permanece um desiderato. Em que mundo viverá ele?! - que suscita um universo de dúvidas e muito poucas certezas. 

" (...) O autêntico passou a ser o new cool. (...) a autenticidade exibe todo o seu esplendor, afirmando-se como um objecto de desejo de massas. (...) Cada vez mais, a comunicação das empresas procura denunciar a insignificância espetacular, jurando não fazer greenwashing ou socialwashing. Sai a ganhar aquele que for mais honesto, mais autêntico: trata-se, em todos os quadrantes, de promover as «verdadeiras» necessidades e valores (...) Depois do «chique radical», hoje em dia, exige-se autenticidade em tudo: nos pratos, nos locais que se visitam, em nossa casa, em nós, na educação, no universo das marcas comerciais, na liderança das empresas, na vida política e religiosa. E, acima de tudo, mais do que nunca, na vida pessoal, familiar, sexual, profissional. (...) Ao contrário dos momentos anteriores, a nova fase de modernidade em que entrámos promove a consagração social da ética da autenticidade individual. (...)"

Homem de Fé! Não me importava de coabitar a bolha dele.

* pensador que sigo com muito interesse

18/11/2022

Sobre assuntos sérios e, pelo caminho, "de alguns borregos que são

o nosso melhor esteio e o melhor símbolo do país" *
    
           “Quando desafio Inês Sousa Real para um debate ela desaparece 

Luís Guimarães, físico nuclear, critica os ministros do Ambiente e partidos como PAN, Verdes e organizações que não se baseiam na ciência. Defende que a energia nuclear é mais segura e limpa e que temos de derrubar os preconceitos.
Atirar sopa a quadros, pedir combustíveis mais baratos ao mesmo tempo que se quer diminuir o consumo e viver com energia 100% renovável são erros, que os ambientalistas tradicionais cometem.
Luís Guimarães trabalha como Data Scientist numa empresa de telecomunicações, é um dos co-fundadores da RePlanet Portugal. A organização defende um ambientalismo com  base na ciência, sem crenças ou preconceitosProfessor convidado numa universidade pública considera que, para conseguirmos uma descarbonização, temos de apostar no nuclear - é uma opção segura.

Há uma pergunta na cabeça das pessoas desde o começo da guerra na Ucrânia, quando os russos se aproximaram da central nuclear de Zaporizhzhia: quais são os riscos que nós corremos?
Zero. A central de Zaporizhzhia são seis reactores soviéticos, dentro de um edifício de contenção que está desenhado para resistir ao impacto de um avião de passageiros, grande. São paredes de betão reforçado de 1,20 m. O combustível nuclear, do tamanho de gomas, são pellets cerâmicos e apenas ficam radioactivos depois de estarem no reactor. Não são solúveis em água e só derretem a temperaturas muito elevadas, bastante acima das temperaturas de operação de 300ºC de um reactor convencional. Não há um mecanismo eficaz de espalhar combustível nuclear sem que este seja fortemente diluído na atmosfera, deixando de ser perigoso ao fim de alguns quilómetros. Explosivos convencionais não são suficientes para pulverizar estes pellets. Portanto, o alcance do pior evento possível em Zaporizhzhia, estaria circunscrito à zona da central, algo como um raio de 20 km. As áreas de protecção destas centrais são de 30 km, por motivos de segurança. Mesmo a pior explosão convencional, independentemente de serem seis reactores como em Zaporizhzhia, ou apenas um, teria impacto na área circundante da central num raio pequeno. O pior que poderá acontecer em Zaporizhzhia através de métodos convencionais de sabotagem terá efeitos muito localizados. E uma central nuclear não explode.
É uma ideia que se tem.
Não é uma explosão nuclear. Todos os acidentes até agora, e foram três, vivem no nosso colectivo, mas não foram tão graves como se pensa. Esta informação é pública.

15/08/2021

Apologia do 'diabo' *


Parece-me que, a divulgação do Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, obteve um impacto apreciável
mais do que qualquer outro, anterior. As razões são manifestamente óbvias e, por isso, não desperdiço tempo o(s) comportamento(s) dos néscios, dos gansos e dos porcos é, hoje, em tudo, idêntico ao dos seus ancestrais. Albrecht Dürer ‘retratou-os’. 
O relatório em apreço está aqui

‘Desperdiço’ tempo, sim, com as alternativas. E de entre elas, a menos lírica leia-se, a mais repelida a nuclear.
Se pensássemos por nossa conta, teríamos muitos mais livros bons.”, G. Lichtenberg.

Dois dias depois da divulgação daquele relatório, a
UNECE (Comissão Económica da ONU para a Europa) publicou outro que pode ser consultado, aqui

“(…) a energia nuclear é uma importante fonte de eletricidade e calor com baixo teor de carbono que pode contribuir para alcançar a neutralidade carbónica e, por conseguinte, ajudar a mitigar as alterações climáticas e alcançar os objectivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030”
~ Olga Algayerova, secretária-executiva da UNECE

Como convém ‒ conveio. Convirá ainda? ‒ praticamente não foi divulgado. Prescindo de acusar as hordas de turiferários e mercenários que enxameiam a comunicação social porque, quem nessa avaliação estiver interessado, não lhes faltará imenso por onde esgaravatar…pode começar por Eliseo Verón (Os meios de comunicação social e o acidente da central nuclear de Three Mile Island).

Pelo caminho, recomendo que leiam o que segue
https://ionline.sapo.pt/artigo/743455/a-quem-serve-o-p-nico-climatico-?seccao=Opiniao_i
Menos esclarecidos não ficam.

* de um ensaio de Johann B. Erhard (1795) traduzido por Benedetto Croce