28/04/2026
04/06/2025
17/02/2025
Sem paciência para divagações
«Andas
caladito», disse-me.
― É
verdade! Nesta caminhada há ocasiões para tudo: presumindo que
temos voz, opinião e proposta audível, umas vezes peroram os
desconfiados, os cépticos, os ‘pessimistas’, e, outras há em
que devem saltar para a ribalta os que ―
pelas mais variadas razões ou motivos ―
descobrem o mundo, os indefectíveis idealistas, os
descritores da pedra filosofal, os líricos enfim, os optimistas. Há,
por ora, uma montanha de factos para que falem os ‘optimistas’.
Chegou a vez desses, de cima a baixo, provarem com resultados que os
rezingões estiveram, e continuam, equivocados. Há uma ‘coisa’ ―
é a única ― que tenho por certa: revolvam-se, esperneiem,
estrebuchem, façam o que lhes der na gana, mas ‘isto’ como
está(va) não ficará. Soluções haverá, mas doerão! Na Europa as
dores começarão ainda antes que 2025 finde.
Os ‘parâmetros’ do
croquis da solução para o presente cúmulo de cisões,
desafectos, anomalisas, falências, impotências, ‘roteiros’
incumpridos, ‘mapas’ falsificados e fantasiosos, foram 'trucidados' no decurso
das derradeiras quatro décadas. Isso, e apenas isso, sei com
fundamento. Pretendes começar ―
estou disponível ― por
onde? pelo quê? desde quando?
Fiquei
sem resposta, e ainda bem. Afinal Sören Kierkegaard já se finou há cento
e setenta anos, os gansos continuam gansos, e eu já li as parábolas
que desejava ler.
Escrito/Editado por
David R. Oliveira
08/01/2025
Temos de os encostar à(s) parede(s)
É mesmo necessário encostá-los à parede! A uns, sempre que mijarem fora do penico, com devolução à procedência; aos outros, aos perpetradores, um longo período sabático nos calabouços. Temos de continuar a encostá-los à parede.
Escrito/Editado por
David R. Oliveira
07/01/2025
A descer todos os santos ajudam
Passei
pela RTP2 porque é a estação que ainda transmite umas
«séries» que retêm a minha atenção, e estava o bispo Américo
Aguiar a palavrear vacuidades fugindo como o diabo foge
da cruz de qualquer ‘coisa’ que os comprometa – a
ele e à ‘Madre’. O senhor, em pouco menos de três
minutos de conversa fiada, proferiu as expressões «aquilo que é»
e/ou «aqueles que são» ― contei-as! ― 11 vezes;
proferiu-as três vezes na mesma frase. Um bispo!…
Esvai(em)-se
a(s) «narrativa(s)», mas arriba(m) vigorosa(s) a(s)
«percepção(ões)». Até nisto, melhor, também nisto somos uma
sociedade medíocre. «Aquilo que é», como muito bem
escreveu a directora do jornal «regional» ― os parolos ‘de
Lisboa’ preferem dizer «província» ―, O Alcoa, “é
uma metáfora do país”. Há umas dezenas de anos, Joaquim
Manuel Magalhães*,
tal-qualmente Ramalho Ortigão (prescindo nomear o
«mais-que-tudo») há um século, esfregava-lhes o nas trombas
“ (…)
se a colectividade de esterco que é este país do ponto de vista
cultural assim continuar continuarão a subsistir os vendedores de
banha de cobra, os papagaios, os escritorzecos que tudo fazem para
aparecerem com as trombas nos jornais, (…) certos
‘inteligentes’ dispostos a tudo para ganharem umas coroas e se
firmarem como vultos em lugares iníquos adquiridos por manobra.”
Povera miseria!
*
in Os prosadores de centro comercial
Escrito/Editado por
David R. Oliveira
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