3 de maio de 2020

Quando a virtude é a corrente

que liga todas as imperfeições.
O oposto do que Baltazar Gracián preconiza no Oráculo Manual.

Em tempos
 escrevi que Marcelo Rebelo de Sousa e António Guterres são as duas mais proeminentes personagens portuguesas do que, então, designei por lídimos perfilhados do Concílio Vaticano II. Hoje, é obrigação melhor esclarecimento  na versão burilada durante o pontificado do Papa Paulo VI. Convenhamos, face a Paulo VI, João XXIII foi um ‘anjinho’.

Os perfilhados do Concílio Vaticano II foram , e como o desígnio ainda não foi alcançado, são  os aríetes da Escola de Frankfurt. São os mestres do conceptualismo supostamente integrador e equalizador em que cabe tudo o que não exija, quer na linguagem quer nas práticas, clarificação absoluta. Daí que eu os realize «gelatina» — se bem que, na essência, o que os caracteriza é a pusilanimidade estratégica que instrui e ministra como nada mais, as artes tácticas da dissimulação, da astúcia, da insinuação.

É evidente que, aparentemente, as circunstâncias lhe são favoráveis.
O mês passado, 04.04.2020, escrevi que Marcelo Rebelo de Sousa não passa, de facto e na satisfação exclusiva da sua ambição, de um palhaço’ nas mãos do Partido Socialista. Trinta dias volvidos, há amplas razões para o enxergar como marioneta – palhaço, articulado.
Caiu-lhe, como mel na sopa, um Rui Rio capacitadíssimo para deixar percepcionar o partido que dirige como uma «ala direita» do socialismo gentio — uma mixórdia ideológico-partidária regaço para toda a sorte de conversos  pregressos vencidos, obviamente.

Não há outra ou melhor forma de nomear, nesta perspectiva, o Presidente da República – é o mais proveitoso «idiota útil» que a esquerda portuguesa, independentemente da variegação, mais desejava.

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