9 de maio de 2022

Para iniciar

a semana com as melhores das expectativas, não podia ser melhor.
      A parada militar na Praça Vermelha, em Moscovo, e o ‘decepcionante’ discurso de Putin aos mujiques. Porque, lá no fundo, o que a rapaziada paisanaespecializada em geopolítica, relações internacionais, artes de guerra, … que despontou como cogumelos e enxameia a comunicação social — mais ansiava era ouvi-lo ‘decretar’ guerra, e a consequente mobilização geral. Não o fez; ficou-se pela «operação especial», desnazificadora. Lástima, isso é o que temos há dois meses e picos.

      De fora, mas do lado de cá, multiplicam-se os devaneios, e a ‘afirmação’, de gente que se contenta em servir de estopim (1) ‒ não trazem à humanidade um ‘milavo’ de utilidade —, e nada mais que isso.

      Cá dentro, o perfume (2) que nos inebria é o mesmo. Mudar o(s) perfumista(s) não é solução não por frouxidão da fantasia ou destreino dos olfactos deles mas, por uma lado, a maestria de «cristais de massa» * e, pelo outro, narizes embrutecidos demais para distinguirem um aroma râncido de uma água-de-colónia.


(1) F.J. Viegas
(2) Joana Petiz
* designação atribuída por Elias Canetti a “grupos rígidos, firmemente delimitados, estáveis e visíveis, de pessoas que servem para desencadear massas”






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