4 de abril de 2020

As intermitências de um palhaço

O senhor Presidente da República na segunda-feira, próxima, fará uma vídeo-conferência com os presidentes dos cinco maiores bancos de Portugal
[vejo em rodapé na CMTV que «exigirá» (o seu a seu dono disto ninguém o pode acusar) — puxa! Quem pode, pode.].
Parabéns! Entretanto dá a saber — a todos nós, e aos CEO da banca — que, caso necessário, sacará do irrefragável «esforço dos contribuintes para viabilizar o sector financeiro» como apetrecho dissuasor. Porque “é chegada a ocasião de retribuir aos portugueses aquilo que fizeram”.

Ora, o senhor Presidente da República merece que lhe seja respondido, que
1 – a ajuda que os portugueses deram, está paga; e com a remuneração exigida pelas instituições ‘aceitantes’;
2 – a parte que não foi paga é a que respeita aos bancos que foram pilhados e que foram geridos por «ladrões de casaca» que – casualidades da vida compunham (ou compõem!) a sua távola redonda. É mentira? É preciso nomeá-los?!
3 – a ‘ajuda’ à CGD que é do povo tem de ser desconsiderada porque o proprietário jamais ajuda o que a si pertence. Ou aguenta e desespera ou deixa cair, e cala-se!
Mais: avisa que pretende ouvir soluções “para que o dinheiro chegue ao terreno” — espero que esteja capaz de lhes atirar á cara que já têm os «saques especiais» creditados nos respectivos balanços e que, portanto, … — com a maior rapidez, visto que os “processos bancários às vezes são demorados e difíceis.” — em conformidade aguardo que também lhes possa atirar à cara que, a lei da república que os exime de fazerem análise de risco, está aprovada e homologada pelo presidente e, por exemplo, a lei que os proíbe de remunerar créditos, também.

Fora esta intermitência, o normal é o restante contínuo composto pelas demais intermitências. Enfim, a tristeza que a malta gosta.

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