quarta-feira, 6 de junho de 2018

Aicmofobia

Entendamo-nos…
1. Que os portugueses vivem o quotidiano, amargurados (!) pelas gigantescas (?) dificuldades que, presumem, há na viabilização desta ‘coisa’ em termos mais ou menos decentes;
2. que as nossas «elites» – sempre que [a nosso propósito] escrevo esta palavra, rio-me sem querer – vivem inquietas com os motivos que amarguram a plebe e aqueloutros que diagnosticam e dos quais a plebe não faz, por razões óbvias, a mais ténue ideia;
3. que a ‘classe política’ enclausurada pelo patriotismo que compulsoriamente os constrange ao sacerdócio, esmagada pela responsabilidade do encargo, mais…

Tudo a minha ingenuidade reconhece e a ignorância atesta mas que existisse, por lá, uma reprimida aicmofobia [medo de objectos pontiagudos – setas, por exemplo] é que, acho, nem ao mais imaginoso dos bípedes passaria pelas pias-máteres.

Ele há cada coisa!
Será [dada a denotação da tingidura (preto, vermelho e laranja) das setas] assim uma coisa tipo ― iogurte ‘sólido’; sem pedaços *?

* leia-se, expunção de todo e qualquer resquício ou reminiscência (ideológico) bernsteiniano.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A causa e a matéria

Não se trata de omissão. Este é o meu tempo de fruição porque não pode ser de ajudar a corrê-los à pedrada, a eito. Parece-me que o que segue, não é melhor. Ou melhor: são mais refinados em toda a sorte de canastrices e pulhices.
Os ‘gritos de alarme’, dei-os [e mais umas poucas dezenas quiçá, centena, de ‘antecipativos’] a partir de 2006, nas ocasiões apropriadas, no local próprio [blog - Pleitos, Apostilas e Comentários] e da forma que estava capaz [tudo o que escrevi cá continua, disponível]; os ‘gritos de alarme’, dei-os sempre que o aroma me irritava a pituitária e/ou os gestos me impacientavam.
Estou, tal e qual, como alguém que, há décadas, escreveu
somos um povo primário, sem porte, sem nível e sem senso.’
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A ‘arraia-miúda’ e algum ‘patriciado’ com tiques e outras «afecções» – muito frequentemente ‘hereditárias’ – peculiares dos argirocratas e que ‘zumbe’ a seu bel-prazer nas «redes», por imbecilidade, crê que é uma condição fatal. Pois engana-se:
o primarismo, a insensatez e o mais são, também, as características dos nossos letrados e viajados e civilizados. Aprenderam a ser gente pelos livros e pela imitação. A prática não vem nos livros e só se imita com segurança o que se é.
O mais que os (nossos) letrados, homens cultos e informados saberão é «catecismo». A sensatez, o equilíbrio e a maturidade ‘não passam necessariamente pelo alfabeto’ por terem letras a mais para caberem nele.
― •
Há uns tempos que o assunto vital, para mim, deixou de ser os aromas. Em concreto, nesta fase em que brotam pulhas e perpetradores «chocados», «perplexos», «envergonhados», «desonrados»,… estou indisponível para ‘meter a mão’.
Não se trata de coisa de olfacto; trata-se de meter a mão na merda.
Ora quem a fez ou contribuiu de forma activa ou passiva para ‘isto’, que a coma!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Se eu soubesse a palavra...

Creio que perdi o interesse por isto.
Sobra-me


Quantas? e quais? serão as palavras com que se ‘redige’ tão bela ‘peça’.

Se eu soubesse a palavra
a que às vezes se me anuncia
a que está entre as palavras
(...)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Liturgia

É o dia da difusão do ‘Evangelho’ – indispensável para o hastear da bandeira e soltar a voz com a peã nacional.
Quero, naturalmente, registar a efeméride.
É o dia da difusão do ‘Evangelho’ em que ‘padres’, ‘freiras’ e ‘professores’ ajudam a proteger e a ‘santificar’ o poder. O que é preciso é que as coisas não pareçam aquilo que são ― para isso servem as tácticas, as manhas, as habilidades e, às vezes, alguma estratégia.
Disse Ésquilo que ‘o saber’ quisesse o homem ou não, procurava-o. Errou – no que concerne a este ‘culto’, à multitude de hierarcas e, mormente, ao rebanho é um erro supor sequer que a ciência mata a religião. Uma religião apenas se liquida com outra religião.
O resto como dizia Monteiro Lobato, é ‘a consciência do homem comum’ que ‘mora no bolso’.
Ámen!