10 de Novembro de 2009
Epítome
«As escutas feitas ao primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito do caso Face Oculta são nulas»
Supremo Tribunal da Justiça
Tradução (vernáculo [genuíno-correcto-puro]) – ... ao ponto a que toda esta merda chegou!
Antes que perguntem - porquê? ficou chateado?! - Eu respondo - Fiquei! e muito. Gostava de os ver presos; fiquei assim desde que o Carlos Melancia foi o único excluído da festa.
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Escrito por David Oliveira em 10.11.09 0 comentários
Marcadores: como se muda o que não quer ser mudado?
O Zé Paulo, o Tó ... e o primo deles safou-se!
O José Paulo e o António Manuel (Tó) são ambos "gordos". São irmãos entre si, e primos direitos do Zé Carvalho Pinto de Sousa - primeiro-ministro da estrumeira. O José Paulo esteve, ontem, a prestar declarações no âmbito das investigações ao processo Freeport. Tanto quanto é noticiado, disse (com grande probabilidade) a verdade. Disse que o "gordo", o "Bernardo" em epígrafe não é a sua pessoa – é o irmão.
Tenho múltiplas razões* para suspeitar que o Freeport já deu o que tinha a dar. Atascou-se! e não há guincho que o puxe. Para o caso o relevante é que, não conseguindo a justiça fazer prova que o "gordo", o "Bernardo" é o José Paulo e é absolutamente razoável (e provável) que seja o Tó, existe uma diferença entre os dois que a comunicação social não refere mas que, a confirmar-se, assina a certidão de óbito ao processo: o Tó, se não estou equivocado, não é cidadão português. Chapeau! É angolano! ao contrário do José Paulo.Convenhamos que sabem fazê-las. Convenhamos que, o nosso primeiro, é tudo o que eu já escrevi dele mas na arte da sobrevivência, dá cartas. Foi/é tudo visto e revisto à lupa ... de planta aberta em cima do estirador.
Há um pormenor (não estou capaz de avaliar o seu significado ou relevância) que se mantém (o que é no mínimo curioso): já vi publicadas fotografias do Tó, do pai do Tó ... do José Paulo é que ainda não vi. A foto associada a José Paulo é a que está ao lado mas, o fotografado, é o Tó.
* - uma das quais é a de ter privado, anos a fio, com o Tó e mais: na idade em que e consolidam os traços das nossas personalidades e se afirma o carácter.
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8 de Novembro de 2009
«Nas últimas semanas, tivemos dois sinais implacáveis sobre o destino do País. Em Ponte de Sor, os empregados de uma fábrica de componentes de automóvel preferiram o desemprego a aceitar a redução de regalias que poderia viabilizar a empresa. No PSD, vimos sucessivas notabilidades declararem não ser candidatos à chefia do partido e até acharem muito mal que alguém fosse.
Estes dois factos não deixam dúvidas: para os trabalhadores, nem sempre vale a pena trabalhar; para os políticos dos grandes partidos, quase nunca vale a pena, quando fora do poder, arriscar os seus confortos e interesses em luta política aberta.É melhor o subsídio do que um salário; e é melhor jogar nos bastidores da política, à espera da rotação no poder e tentando impedir que outros se consolidem na liderança do partido, do que dar a cara e mostrar convicções à frente da Oposição.
Portugal tornou-se um país em que o rendimento está dissociado do trabalho, e em que a influência política está dissociada da responsabilidade da liderança. O problema é este: conseguem imaginar o país diferente enquanto o trabalho não for a melhor maneira de ganhar a vida, ou enquanto a disputa franca, com propostas alternativas, não for o caminho para o poder? Sem isso, o que não vale mesmo a pena é esperar que alguma coisa mude.»
Rui Ramos
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7 de Novembro de 2009
Resposta a duas perguntas que coloco, e para as quais ainda não encontrei explicação, que me satisfaça a curiosidade. As perguntas:
- por que é que, a generalidade dos homossexuais, exibem (como se de coisa louvável se tratasse), fazem gala, dizem sentir orgulho* (se não é verdade pelo menos é o que proclamam) dessa sua condição ou opção?
- por que é que os ateus (os agnósticos também, mas menos) se apresentam sempre tão exuberantes? Nesta perspectiva:
um "crente", um gnóstico geralmente diz sê-lo se, ou quando numa conversa, sente obrigatoriedade em fazer uma prévia declaração de interesses;
um ateu, um "descrente" apresenta-se sempre ansioso em, com propósito ou despropositadamente, declarar/proclamar a fé na sua "descrença" ou seja, a sua crença na "inexistência de".
Quer no que concerne à primeira quer à segunda questões cabe registar que há, em termos comportamentais, um denominador comum – são sempre pessoas nada atreitas à condescendência e prenhes de certezas. Comparativamente, enquanto os heterossexuais podem ser contemporizadores, condescendentes e muitos cheios de dúvidas sobre o reconhecimento e legalização respectiva dessas uniões (casamento é que não!), os próprios só conhecem duas poses/atitudes: enquanto não prospectivam ganhos (substantivos) de causa aninham-se, vitimizam-se porém, logo que sentem a mais pequena consistência nos ganhos emproam-se, catalogam (os diferentes), e tornam-se tão surdos quanto impositivos.Porquê?
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6 de Novembro de 2009
Uma, das que pode ser, boa notícia. Esta. Devidamente sopesados os prejuízos pessoais de alguns colaboradores. A lástima é que, como sempre, os prejudicados serão os que menos contribuíram para a situação.
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As moscas
As questões de natureza só se alteram mediante intervenções ao nível manipulação genética. Há alguma maneira de fazer com que, as moscas, não estejam onde exista esterco? Não! ... haverá se, ou quando, a engenharia genética lhes conseguir subtrair ou modificar alguns genes identificadores.
Estejamos ou não a falar de moscas facto é que Sócrates, pouse ou não, está sempre, invariavelmente, lá. Onde exista o mais pequeno indício de esterco. Se pousa, se aproveita, isso, é pormenor que, os tribunais, no-lo deveriam dizer. Mais cedo que tarde.
Sabemos também, todos, por experiência própria que, as moscas, por mais que se sacuda, não estão capacitadas para contrariar a sua natureza. O esterco é o fundamento, a essência da sua existência.
É pelo meu convencimento na sua natureza que, esta - ele disse, voltou a dizer e jurou, que não teve nada a ver com isso - notícia (?!), não é notícia. Onde há esterco estão as moscas. Naturalmente! O pior é que não se pode ignorar uma outra coisa: o homem é, como todos os animais, um bicho de hábitos. O meu receio é que, o esterco, está tão disseminado, é tão constante no nosso seio que, a esmagadora maioria dos bichos, já pouco mais faz do que enxotá-las. Habituou-se! É o que fazem os mansos nos pastos. Para isso têm rabo: para os rabejadores, e para enxotar as moscas.
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Estejamos ou não a falar de moscas facto é que Sócrates, pouse ou não, está sempre, invariavelmente, lá. Onde exista o mais pequeno indício de esterco. Se pousa, se aproveita, isso, é pormenor que, os tribunais, no-lo deveriam dizer. Mais cedo que tarde.
Sabemos também, todos, por experiência própria que, as moscas, por mais que se sacuda, não estão capacitadas para contrariar a sua natureza. O esterco é o fundamento, a essência da sua existência.
É pelo meu convencimento na sua natureza que, esta - ele disse, voltou a dizer e jurou, que não teve nada a ver com isso - notícia (?!), não é notícia. Onde há esterco estão as moscas. Naturalmente! O pior é que não se pode ignorar uma outra coisa: o homem é, como todos os animais, um bicho de hábitos. O meu receio é que, o esterco, está tão disseminado, é tão constante no nosso seio que, a esmagadora maioria dos bichos, já pouco mais faz do que enxotá-las. Habituou-se! É o que fazem os mansos nos pastos. Para isso têm rabo: para os rabejadores, e para enxotar as moscas.
É o que há!
Bernard Kouchner, ministro dos negócios estrangeiros francês, diz que "Karzaï est corrompu (...)" mas "les Occidentaux doivent le légitimer" já que por enquanto "il est notre homme". Uma expressão magnânima, e insuperável, de demonstrar a superioridade moralque os europeus tanto gostam de ostentar, e apregoar. Quanto a isso, pensando bem, não há novidade e se houvesse, de qualquer modo, não seria por aí que eu iria. Estou mais interessado na seguinte divagação:
ora se Kouchner o sabe, já o constatou, etc ... então é lícito supôr que a administração Obama o saiba, não?! Claro! acontece que - não sendo eu especialista de coisa alguma e menos de foreign affairs evidentemente que o Obama e a Hillary só vêm ao caso, aqui, não por eles próprios mas - éo que me interessa para dar conta, rememoriar a cáfila de apóstolos que, Obama (sem rogar e sem nisso ter algum interesse), tem por cá: a começar pelo Papa da IIª República, Mário Soares, secundado por uma senhora dada a assuntos exteriores - Teresa de Sousa - que, de cada vez que invocava o santo nome dele até as faces se lhe enrubesciam, e tantos outros que andaram para aí a vender jardas como se de um Messias se tratasse. O mundo seria diferente "por" e "por" e "porque".
ora se Kouchner o sabe, já o constatou, etc ... então é lícito supôr que a administração Obama o saiba, não?! Claro! acontece que - não sendo eu especialista de coisa alguma e menos de foreign affairs evidentemente que o Obama e a Hillary só vêm ao caso, aqui, não por eles próprios mas - éo que me interessa para dar conta, rememoriar a cáfila de apóstolos que, Obama (sem rogar e sem nisso ter algum interesse), tem por cá: a começar pelo Papa da IIª República, Mário Soares, secundado por uma senhora dada a assuntos exteriores - Teresa de Sousa - que, de cada vez que invocava o santo nome dele até as faces se lhe enrubesciam, e tantos outros que andaram para aí a vender jardas como se de um Messias se tratasse. O mundo seria diferente "por" e "por" e "porque".
Em quê?
fosse Kissinger o protagonista seria de virar o mundo de pernas para o ar ou Alexander Haig ou Condolezza Rice quer dizer: fossem, os cegos e surdos, republicanos! é que, quando se trata de política administrada por republicanos -águias, falcões, milhafres ... - é imperialismo; quando se trata da acção ou inacção política de democratas, são as retorcidas necessidades da realpolitik - acompanhada daquela coeva (nisso, crêem muitos) justificação de que "a política é a arte do possível".
Mais disse Kouchner na referida entrevista. Quanto à qualidade da tralha política grosso modo, a que a União Europeia está entregue, se dúvidas houvesse, disse-as assim:
"En Europe, nous agissons, nous nous battons, nous allons à la guerre, mais nous ne nous parlons pas, et cela est bien dommage".
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Escrito por David Oliveira em 6.11.09 1 comentários
Marcadores: ... ou inventam outro (mundo) que este está gasto
4 de Novembro de 2009
Diferenças quase imperceptíveis, né?!
Uma, de uma miríade delas, diferença está aqui espelhada. Foi disto que se fez, no decurso dos dois últimos séculos e meio, o abismo que separa a Europa dos EUA.
Em nove anos, os EUA, sofreram o mais vil e destruidor ataque, desmantelaram o ground zero, limparam-no, fizeram por merecer e homenagear o sacrifício dos seus concidadãos, reciclaram e construíram. O que menos interessa é saber se podiam ter utilizado o aço para construir uma ponte ou um hospital ou se, como fizeram, para construir um vaso de guerra. Há explicações para justificar cada uma delas: imensas, se a opção tivesse sido uma ponte; muitas, e fundamentais, para a opção que tomaram. Ou não fosse, desde sempre, uma condição incontornável que, a melhor prevenção, um bom dissuasor de eventuais conflitos armados é sentirem, os potenciais beligerantes, a "disponibilidade para" e os "paióis" do inimigo. O que me interessa anotar - em tempo de aparente e contida paz (ou não o fosse) - e enfatizar, é a intrínseca capacidade de acção de uma sociedade. Isso, sim!
Legítimo, propositado é comparar este exemplo com um outro e que nos respeita:
há muitos, muitos mais anos, aconteceu uma "pequena" tragédia no Chiado, em Lisboa e, depois de tantos anos, ainda não fomos capazes de sarar as feridas todas, não fomos capazes de cuidar de todos os afectados ... não fomos sequer, capazes de reconstruir o que ficou queimado. Porém, sem a mais pequena noção da dimensão das coisas, muitos infelizes se fartaram de verberar a insuficiente, atrasada e atabalhoada ajuda da Administração Federal e Estadual aos desalojados aquando do furacão Katrina.
São estas diferenças para as quais, por mais que se esforcem alguns/muitos, não há retórica que valha, filosofia que baste, tretas que as disfarcem. Ainda assim há no mundo, que se me apresentou quando cá cheguei, lugar para este tipo de pessoas, sociedades, países: por exemplo, o de consubstanciarem a utilidade dos idiotas ou no extremo oposto, a sua absoluta inutilidade. Ou há colonizadores sem colonizados? ou há mecenas sem necessitados? ou há quem compre sem que haja quem se venda?
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Em nove anos, os EUA, sofreram o mais vil e destruidor ataque, desmantelaram o ground zero, limparam-no, fizeram por merecer e homenagear o sacrifício dos seus concidadãos, reciclaram e construíram. O que menos interessa é saber se podiam ter utilizado o aço para construir uma ponte ou um hospital ou se, como fizeram, para construir um vaso de guerra. Há explicações para justificar cada uma delas: imensas, se a opção tivesse sido uma ponte; muitas, e fundamentais, para a opção que tomaram. Ou não fosse, desde sempre, uma condição incontornável que, a melhor prevenção, um bom dissuasor de eventuais conflitos armados é sentirem, os potenciais beligerantes, a "disponibilidade para" e os "paióis" do inimigo. O que me interessa anotar - em tempo de aparente e contida paz (ou não o fosse) - e enfatizar, é a intrínseca capacidade de acção de uma sociedade. Isso, sim!

Legítimo, propositado é comparar este exemplo com um outro e que nos respeita:
há muitos, muitos mais anos, aconteceu uma "pequena" tragédia no Chiado, em Lisboa e, depois de tantos anos, ainda não fomos capazes de sarar as feridas todas, não fomos capazes de cuidar de todos os afectados ... não fomos sequer, capazes de reconstruir o que ficou queimado. Porém, sem a mais pequena noção da dimensão das coisas, muitos infelizes se fartaram de verberar a insuficiente, atrasada e atabalhoada ajuda da Administração Federal e Estadual aos desalojados aquando do furacão Katrina.
São estas diferenças para as quais, por mais que se esforcem alguns/muitos, não há retórica que valha, filosofia que baste, tretas que as disfarcem. Ainda assim há no mundo, que se me apresentou quando cá cheguei, lugar para este tipo de pessoas, sociedades, países: por exemplo, o de consubstanciarem a utilidade dos idiotas ou no extremo oposto, a sua absoluta inutilidade. Ou há colonizadores sem colonizados? ou há mecenas sem necessitados? ou há quem compre sem que haja quem se venda?
Escrito por David Oliveira em 4.11.09 0 comentários
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Quando o destaque da notícia é
"Armando Vara deixa de receber 34.000 euros por mês por ter pedido a suspensão do seu mandato no Conselho de Administração do Millenium", isso, quer dizer o quê? ignorar, para iludir, que o fez à força? simular tê-lo feito de livre e espontânea vontade? contrapôr argumentativamente, e em sua defesa, a quantia ridícula de 10.000 euros em luvas às dezenas de milhar, que auferia mensalmente?
Ora, ora ... isso é "folclore trasmontano" (na feliz apropriação que JPP fez do spot publicitário)
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"Armando Vara deixa de receber 34.000 euros por mês por ter pedido a suspensão do seu mandato no Conselho de Administração do Millenium", isso, quer dizer o quê? ignorar, para iludir, que o fez à força? simular tê-lo feito de livre e espontânea vontade? contrapôr argumentativamente, e em sua defesa, a quantia ridícula de 10.000 euros em luvas às dezenas de milhar, que auferia mensalmente?
Ora, ora ... isso é "folclore trasmontano" (na feliz apropriação que JPP fez do spot publicitário)
2 de Novembro de 2009
A partitura
Coisas que acontecem, mas das quais não é à primeira, não é assim de sopetão - de sopetão, posso dizê-lo, é como se dão as associações de ideias - que sei explicá-las. Desta ainda não sei! sei que, quando me decidi a ler isto, me veio à memória esta (música). Será porque o tipo diz que é ingenheiro? ou porque é, mesmo, música? ou porque somos nós que todos os dias vamos cavando com pundonor a nossa tumba, e assobiamos?
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