quinta-feira, 10 de maio de 2018

A causa e a matéria

Não se trata de omissão. Este é o meu tempo de fruição porque não pode ser de ajudar a corrê-los à pedrada, a eito. Parece-me que o que segue, não é melhor. Ou melhor: são mais refinados em toda a sorte de canastrices e pulhices.
Os ‘gritos de alarme’, dei-os [e mais umas poucas dezenas quiçá, centena, de ‘antecipativos’] a partir de 2006, nas ocasiões apropriadas, no local próprio [blog - Pleitos, Apostilas e Comentários] e da forma que estava capaz [tudo o que escrevi cá continua, disponível]; os ‘gritos de alarme’, dei-os sempre que o aroma me irritava a pituitária e/ou os gestos me impacientavam.
Estou, tal e qual, como alguém que, há décadas, escreveu
somos um povo primário, sem porte, sem nível e sem senso.’
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A ‘arraia-miúda’ e algum ‘patriciado’ com tiques e outras «afecções» – muito frequentemente ‘hereditárias’ – peculiares dos argirocratas e que ‘zumbe’ a seu bel-prazer nas «redes», por imbecilidade, crê que é uma condição fatal. Pois engana-se:
o primarismo, a insensatez e o mais são, também, as características dos nossos letrados e viajados e civilizados. Aprenderam a ser gente pelos livros e pela imitação. A prática não vem nos livros e só se imita com segurança o que se é.
O mais que os (nossos) letrados, homens cultos e informados saberão é «catecismo». A sensatez, o equilíbrio e a maturidade ‘não passam necessariamente pelo alfabeto’ por terem letras a mais para caberem nele.
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Há uns tempos que o assunto vital, para mim, deixou de ser os aromas. Em concreto, nesta fase em que brotam pulhas e perpetradores «chocados», «perplexos», «envergonhados», «desonrados»,… estou indisponível para ‘meter a mão’.
Não se trata de coisa de olfacto; trata-se de meter a mão na merda.
Ora quem a fez ou contribuiu de forma activa ou passiva para ‘isto’, que a coma!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Se eu soubesse a palavra...

Creio que perdi o interesse por isto.
Sobra-me


Quantas? e quais? serão as palavras com que se ‘redige’ tão bela ‘peça’.

Se eu soubesse a palavra
a que às vezes se me anuncia
a que está entre as palavras
(...)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Liturgia

É o dia da difusão do ‘Evangelho’ – indispensável para o hastear da bandeira e soltar a voz com a peã nacional.
Quero, naturalmente, registar a efeméride.
É o dia da difusão do ‘Evangelho’ em que ‘padres’, ‘freiras’ e ‘professores’ ajudam a proteger e a ‘santificar’ o poder. O que é preciso é que as coisas não pareçam aquilo que são ― para isso servem as tácticas, as manhas, as habilidades e, às vezes, alguma estratégia.
Disse Ésquilo que ‘o saber’ quisesse o homem ou não, procurava-o. Errou – no que concerne a este ‘culto’, à multitude de hierarcas e, mormente, ao rebanho é um erro supor sequer que a ciência mata a religião. Uma religião apenas se liquida com outra religião.
O resto como dizia Monteiro Lobato, é ‘a consciência do homem comum’ que ‘mora no bolso’.
Ámen!

sábado, 21 de abril de 2018

Banditismo

A comunicação social vem-nos presenteando com reportagens (investigações) sobre
1 – os (pretéritos) casos das adopções ilegais que envolve(ram) membros de uma seita cristã (IURD);
2 – as suspeitas sobre o (s) grandes incêndios rurais em 2017 e o cúmulo de indícios de crime na ‘pira’ de Leiria;
3 – as andanças dos milhões de euros que, saltando de favinho em favinho, chega(ra)m sempre às mesmas colmeias e dos zangãos que se deleit(ar)am com a ‘rainha’;
4 – os milhões de euros surripiados ao erário público pelo grupo GPS que, patrioticamente, se prontificou a adjuvar o Estado no desígnio instrutivo;
5 – as engenhosas compensações CMEC (Custos para a manutenção do equilíbrio contratualurdidas ao mais alto nível da administração pública para compensar a EDP, e as respectivas alvíssaras;
6 – o custo real do exercício ministerial de Manuel Pinho (por enquanto)
[saber-se-á ou não, à frente, a quem correspondem as denominações Pluto, Batman,…];
descartando as já ‘obliteradas’ (da memória colectiva)
7 – mal explicada opção pelos helicópteros Kamov;
8 – mal explicada opção pela rede SIRESP;
9 – rede de malfeitores que levaram o BPN, o Banif,…, à falência
(…)
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Realmente, em sentido literal, “quanto maior a sabedoria, maior o sofrimento; e quanto maior o conhecimento, maior do desgosto.
~ Eclesiastes ~
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Se, porventura, houver quem presuma não estarmos nas mãos de uma miríade de quadrilhas, se não é uma sociedade onde prepondera o banditismo, mudo-me para o «complexo do alemão» ou «cidade de Deus» – ao menos aí, consta, quem é bandido é bandido, e não aspira a ser coisa diferente!

domingo, 15 de abril de 2018

Provas de afeição, deferência,...

Andou o Presidente da República, acolitado pelo primeiro-ministro, de trás para a frente, num alvoroço, a comemorar um dos maiores [se não o maior] crimes cometidos contra os portugueses – a soldadesca que, os ‘democratas’ da Iª República, enviaram a esmo e sem apelo para os matadouros da Flandres.
Não houve palrador de domingo que não os louvasse!
Que o tenham feito não me aquenta nem arrefenta – interessa-me, sim, os sacripantas andarem a dizer-se orgulhosos da heroicidade dos ‘coitados’, celebrando-os, e, simultaneamente, decorra a trasladação dos restos mortais de um cabo do exército português [morto em combate, em 1963, em Angola] custeada com donativos.
No lugar de onde veio este português – Caxito – jazem outros vinte a quem o Estado por omissão e esta gente reles por desinteresse, responde
Aos que ficaram para trás, os felinos e as ratazanas, as doninhas e as aves de rapina, etc…cumpram com esmero a função que a natureza lhes destinou!’

Do que me ‘queixo’? Apenas não ter ouvido ou lido que alguém, podendo, os confrontasse «Como concilia(m) o júbilo, orgulho e a alta consideração propaladas com esta permanente e absoluta inexistência de Estado
... sobre esses [os da comunicação social], salvo raríssimas e honrosas excepções, as minhas expectativas estão pelo ‘salto de formiga’ – negam de graça nas páginas da frente o que defendem nas páginas de trás a troco de dinheiro.