terça-feira, 1 de setembro de 2015

Pior do que um cretino, só dois debilóides

 

Há meia-dúzia de anos uma debilóide, presidenta do Município de Vila de Rei, ludibriou uma dúzia de brasileiros de Maringá. Agora aparece este cerebrino imaginando meter Vila Velha de Ródão na rota do futuro como se o futuro estivesse à espera de Vila Velha para acontecer.
Ora, se os refugiados carecem de algo, não é, com certeza, que os gozem.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sina marcada, a minha!



Na era pré-Constitucional tivemos 
– um vaidosão de monóculo e pingalim, Gen. António de Spínola, que foi substituído por 
– uma vespa-mestra com chip do KGB incorporado, Gen. Francisco da Costa Gomes, o chico-rouquinho. 
Na era Constitucional tivemos 
– um presidente sisudo, armado em mais sério dos sérios sou eu, Gen. Ramalho Eanes, que foi substituído por 
– outro, mais à nossa maneira, Mário Soares, uma corruptela lusa do romanesco dandy tão bem descrito por Alberto Moravia ["putaria", vinho verde, charutos, viagens, cágados gigantes e coqueiros na recepção acompanhado pelos cagados por ele… E haja quem os sustente!], que foi substituído por 
– um outro, Jorge Sampaio, de lágrima fácil e frequente nó no gorgomilo, que foi substituído por 
– outro que faz tudo, ou o contrário, desde que em conformidade com o sítio aonde foi aposta a vírgula no texto, Cavaco Silva.


De facto, em sintonia com os tempos e as formas com que o tempo se conforma, faltava-nos uma “bonequinha” à Presidência, uma PRESIDENTA …uma “bonequinha” com vácuo encintado por astúcia e esperteza na caixa craniana, que adormeça sorrindo para melhor estar no dia seguinte na distribuição de sorrisos. Assim um Marechal Óscar Carmona, em fêmea, que faça por nada fazer, mas que seja popular. Não admira! afinal já contamos no bornal com uma Inês que distribuía – para lhes enganar os estômagos – pães que eram rosas, se questionados. 
Somos um povo de afectos! [esquecem-se sempre das afecções] Não é assim que poetam os poetastros, se esgoelam os líricos, masturbam os “pensadores e elucubram os «fisólofos»?

…só eu sei a “pena” que tenho dos meus netos!

Da bosta, o expectável é bosta



Confronto-me inúmeras vezes com aquilo a que chamo «silêncios agastados» – assim denomino por me sugerirem, esses silêncios, que são forma, à falta de capacidade ou interesse para lhes darem voz, de discordância. Sejam ou não «silêncios agastados», importante são os meus próprios silêncios, as minhas omissões que para serem justificadas apenas carecem de simultaneidade com qualquer acontecimento absolutamente impressivo, tão impressivo que condensem e façam prescindíveis todas as palavras pôdres e gastas que por aí são, amiúde, pespegadas.

Confrontado com o que foi filmado — (…) pisotearam a bandeira com as autoridades, bastões nas manápulas, impavidamente a ver — nada sobrevive. Desmerecem toda e qualquer forma de solidariedade. A bosta faz, com o mesmo à vontade, à bandeira do «nosso Portugal» o mesmo que faz ao cartão de sócio do clube, em caso de insucesso.
  
… o facto de a Ricardo Salgado, e a outros mais, ser permitido a troco de milhões, gozar a restrição e o confinamento no bem-bom, mesa posta, roupinha lavada e cheirosa,… me faz arredar desta gente. Até isso!

Não se acerta doce de merda. Pode acrescentar açúcar, mexer à vontade,…não acertará. Tem que atirar a panela fora e fazer outro doce – sem merda!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Da transumância

Isto anda tudo invertido – nas direcções, talvez; nos sentidos, com certeza.

Existe um manancial de razões, e mais um inumerável rol de factos, que deveriam suscitar profundas dúvidas e desapressar o tropel dos racionais. Não é isso que sucede, porém. Tudo, mas tudo, inspira e promove que a transumância devesse estar a ser feita de norte para sul com múltiplas vantagens quer para os que ficaram quer para os forasteiros; acontece que é feita em sentido inverso – de sul para norte.
A(s) ciência(s) têm um nome para isso – inteligência. Os racionais incham com isso.

Fossem os irracionais dotados de inteligência [se a tivessem seriam racionais!] que lhes filtrasse a orientação e determinasse a oportunidade, há muito se tinham extinguido.
A(s) ciência(s) também uma designação para isto – instinto. Os irracionais, à deriva, sem afectos e com a ambição cerceada pelo estômago, não se importam com isso.

A inteligência atrapalha o(s) instinto(s).

E assim quase se demonstra que os “modernos” são infinitamente mais estúpidos do que os “antigos”. Ou que padecem de um profundo problema de “foco”.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Por vezes a democracia é um incómodo



Foi grande o burburinho causado pela comunicação [com que marcou a data das eleições legislativas] do PR. Disse a criatura algo inusitado? Não. Propõe-se fazer algo que desrespeite a Lei Fundamental? Não. Então porque ficaram tão irritadiços, os partidos? ou melhor, porque ficaram os socialistas [mais a fileira de escoliastas e intérpretes perfilhados pela comunicação social] tão ásperos, tão amargos? Porque o PR os entalou, forte e feio.
Entalanço que só não será efectivo se das eleições sair uma maioria absoluta. À excepção de maioria absoluta a rapaziada vai ter de – a gosto ou contragosto – negociar e, consequentemente, mandar às malvas um rol de promessas, eleitorais, e outros tantas negociatas, intrapartidárias.
Um aborrecimento do tamanho da legitimidade política do PR para assim decidir. E do tamanho do escrupuloso cumprimento dos preceitos constitucionais.

sábado, 18 de julho de 2015

O samba-enredo



Se vão propulsionados a «Jato», hélice ou à vela, é o que menos interessa – o Brasil colhe os frutos do “milagre” sócio-económico [PIB a contrair mais de 1% - inflação (oficial) nos 10% enfim, recessão à vista] a que convictamente apelaram e que prontamente lhes foi amanhado pelas esclarecidas vanguardas do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), PT (Partido dos Trabalhadores),... com uma “descontinuidade”, aparente – Fernando Collor de Melo (de 1990 até à cassação do mandato) e Itamar Franco (de 1992 a 1995), ambos do Partido da Reconstrução Nacional (PRN)…andam nisto (lá como cá) –, a saltar da frigideira para o fogo ora do fogo para a frigideira, há trinta anos – desde Março de 1985, com José Sarney.


O Brasil é, há gerações, um colossal e riquíssimo legado disputado entre hordas de trapaceiros, cangaceiros e salteadores. E se o povo 1 – se mobiliza para levar às ruas a contestação, e a depredação de bens públicos e privados, a aumentos de centavos nos passes dos transportes públicos, mas 2 – assiste de forma impávida, e fazem disso um complemento de vida, a uma “guerra civil” que vai ao ponto de “sequestrar”, periodicamente, populações equivalentes às de uma cidade europeia, média, e  3 – segue o percurso da interminável enxurrada de imundície que jorra do Palácio do Planalto até à mais remota e esconsa prefeitura, como se se tratasse de uma novela,
merece o preço que paga pelo estacionamento – devem ser-lhe proporcionadas as condições para saborear o prato
— para as gerações mais antigas – muito samba, futebol e mais cachaça
— para as gerações mais novas – mais funk, futebol, muito crack, shots e chats
até lamberem o fundo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Leónidas Mátyás Tsipras e os “persas”



Hoje, na sequência da referendada «nega» grega, Aléxis Tsípras, sinónimo de resistência, heroísmo, abnegação e glória, essa reencarnação de Leónidas (1), trouxe-me à ideia uma deliciosa estória de alfarrábio, contada e publicada por Michel Chrestien na então famosíssima «Le rire rouge» [de Lenine a Khrouchtchev, 1961]









Em 1946, Mátyás Rákosi (2), encontrou-se com Harry Truman em Washington.
Quanto ganha um operário americano? 
– Entre 20 e 100 dólares por semana. 
E quanto é que gasta? 
– … 40 e 50 dólares. 
Que fazem da diferença? 
– Não temos nada com isso; somos um país livre. E na Hungria, quanto ganha um operário médio? 
1000 florins por mês. 
– E quanto é que gasta? 
Entre 1200 e 1400 florins. 
– E aonde vão buscar a diferença? 
Ah! — explica Rákosi —, não temos nada com isso. Somos um país livre.



(1) Leónidas –, imortalizado por Simónides de Ceos – que, no desfiladeiro das Termópilas, à frente dos míticos trezentos espartanos, enfrentou o exército persa de Xerxes.

(2) Rákosi (1892/1971) foi secretario-geral do Partido Comunista Húngaro entre 1945 e 1956. Participou no governo bolchevique de Béla Kun. Na sequência da queda de Béla Kun, fugiu e refugiou-se na União Soviética. Regressou à Hungría com o Exército Vermelho. Instalado o governo, Rákosi, foi designado Secretário-Geral do PCH. De si próprio dizia ser «o melhor discípulo de Estaline na Hungria». Lidou com a “oposição” aplicando a célebre "táctica do salame" (eliminá-la fatia a fatia).