quarta-feira, 18 de julho de 2018

Tardou, mas não faltou

Mesmo que a serpente se contorça diante de mim, continuo a duvidar da sua seriedade.

Museu «das Descobertas», «dos Descobrimentos», «da Interculturalidade de Origem Portuguesa» ou simplesmente «A Viagem» será o que menos importa. O nome não é uma causa; é um pretexto ― se não fosse a denominação (do futuro museu), outro seria. A ‘pugna’ se não desse agora, dar-se-ia amanhã; se não fosse pela ‘graça’ por qualquer outra ‘coisa’ seria. E, a seu tempo, outros se seguirão.
O ‘dejúrio’ foi feito há 44 anos.
A luta continua!

O museu terá naturalmente uma designação e, decerto, um espólio/acervo digno de ser apreciado, que nos deve(ria) envaidecer – o oposto do que sucede, por exemplo, com a Bélgica, a Holanda ou a Espanha que, por mais que intentem a reescrita da história, não possuem espólio: o que por lá houver não poderá ser classificado senão como esbulho. Ou carcheio.

O resto é debate político-ideológico – interculturalismo, colonialismo, segregacionismo, racismo, … – que, dentro de portas, muito temos de agradecer ao empenho do jornal Público e a bolsas de zarelhos e partisans organizados em associações benfazejas do tipo SOS Racismoos mais falaciosos argumentos podem comprovar um ódio autêntico ― e a colégios de ‘investigadores’ instalados em «covis» pagos directa ou indirectamente pelo erário público – como é o caso do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra – de questionável produção ‘científica’ e parco proveito social.

É por isso que a ‘obra’ de Edward W. Said é um «referencial» como noutras ‘temáticas’ ou ‘enquadramentos’ são os textos de Amílcar Cabral. Ora perguntem-lhes [a título de exemplo] por que são tão desafeiçoados às «lições» de Mário Pinto de Andrade.
A elevação intelectual é como o pó da rua – volta a pousar, inalterado.

De lamentar que o povinho se deixe arrastar para o que resolve nada com excepção dos interesses grupais dos fautores. Enfim, é o que é
― ‘A mediocridade’ até ‘contra a conveniência se insurge’.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Aicmofobia

Entendamo-nos…
1. Que os portugueses vivem o quotidiano, amargurados (!) pelas gigantescas (?) dificuldades que, presumem, há na viabilização desta ‘coisa’ em termos mais ou menos decentes;
2. que as nossas «elites» – sempre que [a nosso propósito] escrevo esta palavra, rio-me sem querer – vivem inquietas com os motivos que amarguram a plebe e aqueloutros que diagnosticam e dos quais a plebe não faz, por razões óbvias, a mais ténue ideia;
3. que a ‘classe política’ enclausurada pelo patriotismo que compulsoriamente os constrange ao sacerdócio, esmagada pela responsabilidade do encargo, mais…

Tudo a minha ingenuidade reconhece e a ignorância atesta mas que existisse, por lá, uma reprimida aicmofobia [medo de objectos pontiagudos – setas, por exemplo] é que, acho, nem ao mais imaginoso dos bípedes passaria pelas pias-máteres.

Ele há cada coisa!
Será [dada a denotação da tingidura (preto, vermelho e laranja) das setas] assim uma coisa tipo ― iogurte ‘sólido’; sem pedaços *?

* leia-se, expunção de todo e qualquer resquício ou reminiscência (ideológico) bernsteiniano.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

A causa e a matéria

Não se trata de omissão. Este é o meu tempo de fruição porque não pode ser de ajudar a corrê-los à pedrada, a eito. Parece-me que o que segue, não é melhor. Ou melhor: são mais refinados em toda a sorte de canastrices e pulhices.
Os ‘gritos de alarme’, dei-os [e mais umas poucas dezenas quiçá, centena, de ‘antecipativos’] a partir de 2006, nas ocasiões apropriadas, no local próprio [blog - Pleitos, Apostilas e Comentários] e da forma que estava capaz [tudo o que escrevi cá continua, disponível]; os ‘gritos de alarme’, dei-os sempre que o aroma me irritava a pituitária e/ou os gestos me impacientavam.
Estou, tal e qual, como alguém que, há décadas, escreveu
somos um povo primário, sem porte, sem nível e sem senso.’
• ―
A ‘arraia-miúda’ e algum ‘patriciado’ com tiques e outras «afecções» – muito frequentemente ‘hereditárias’ – peculiares dos argirocratas e que ‘zumbe’ a seu bel-prazer nas «redes», por imbecilidade, crê que é uma condição fatal. Pois engana-se:
o primarismo, a insensatez e o mais são, também, as características dos nossos letrados e viajados e civilizados. Aprenderam a ser gente pelos livros e pela imitação. A prática não vem nos livros e só se imita com segurança o que se é.
O mais que os (nossos) letrados, homens cultos e informados saberão é «catecismo». A sensatez, o equilíbrio e a maturidade ‘não passam necessariamente pelo alfabeto’ por terem letras a mais para caberem nele.
― •
Há uns tempos que o assunto vital, para mim, deixou de ser os aromas. Em concreto, nesta fase em que brotam pulhas e perpetradores «chocados», «perplexos», «envergonhados», «desonrados»,… estou indisponível para ‘meter a mão’.
Não se trata de coisa de olfacto; trata-se de meter a mão na merda.
Ora quem a fez ou contribuiu de forma activa ou passiva para ‘isto’, que a coma!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Se eu soubesse a palavra...

Creio que perdi o interesse por isto.
Sobra-me


Quantas? e quais? serão as palavras com que se ‘redige’ tão bela ‘peça’.

Se eu soubesse a palavra
a que às vezes se me anuncia
a que está entre as palavras
(...)