5 de janeiro de 2019

Da (minha) faunística, uma nótula e uma indagação


Entre o bugio fascistóide de braço no ar, punho cerrado, a trautear a «Internacional», o paspalho paramentado com uma t-shirt estampada com a efígie do facínora Che e o grunho de suástica tatuada – no peito, na vulva ou no olho do cu –, a diferença é nenhuma.
É tudo escória social; escumalha.
À semelhança do que disse Vergílio Ferreira a propósito da escumalha ― ‘ser malcriado sem estudos ou sê-lo citando autores é igual’ — digo eu daquele compósito sócio-político.
Dito isto, resta-me acrescentar:
se todos os dias me pespegam — quase compulsivamente, tal a profusão ― com toda a sorte de párias políticos como Catarinas, Louçãs, Ferreiras, Césares, … por que não Mário Machado?
É que numa coisa (para começar) são iguais – estimam a democracia enquanto instrumento.

Mas, muito sinceramente, não sei do que se queixam – as aranhas vivem do que tecem.

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