Eis aqui este sambinha
Feito numa nota só,
Outras notas vão entrar
Mas a base é uma só.
(…)
Quanta gente existe por aí
Que fala fala e não diz nada,
Ou quase nada.
Já me utilizei de toda escala
E no final não sobrou nada,
Não deu em nada.
(…)
Tom Jobim
Escrevi que “nada de
estratégico ficaria solucionado”. Não está; não ficará.
Acrescento agora sem risco de
erro que, táctico, pouco será alcançado: na perspectiva de quantos desejam
arredar o(s) bando(s) da designada «base aliada»/Dilma/Lula/CUT/…; na
perspectiva dos detentores do poder [federal] afianço que, logrando suster a
“vaga” ou a prazo inverter o “jogo”, necessitarão apenas de [à semelhança da «base aliada» lusitana] satisfazer
mínimos ou seja ter forma de distribuir “mortadela”, aguardando que a inversão
de ciclo (económico) se opere. Essa «operação» — a
proximidade dos Jogos Olímpicos, para-Olímpicos, a responsabilidade da Nação, a
imagem que repassa, etecétera e tal…—
está em marcha, naturalmente. Se não bastar, paciência. Será mau sinal para
todos.
Do muito que li e ouvi da
parte de “especialistas” e entusiastas concluo que estarão desolados. Não
admira — sabendo-se que i) as elites (assim designadas) são na maioria das
vezes, e independentemente da localização geográfica, como nenúfares – pelam-se "por", vicejam em
águas estagnadas e pútridas; ii) a “intelectualidade”, isto é os produtores
de palavras, é a primeira a corromper-se e por fim, iii) que esperar de uma população que
se mobiliza e vem para a rua bradar, promover desordens, partir montras,…contra
o encarecimento de dois cêntimos nos passes dos transportes públicos e, face a
um saque contínuo desta dimensão, vacila e propõe-se encontrar alternativa com Marina Silva (a
ecologista ganha nos quatro cenários propostos pelo Datafolha/Presidenciais de
2018)?


