Mais ou menos de há mês e meio
para cá muito se tem ortografado nos jornais sobre jornais, jornalismo,
jornalistas e assuntos correlatos. Há, jornalisticamente falando, algo em
perigo? Não. Está alguma coisa das nossas vidas em perigo? Também não.De nada de importante se trata, considerando-se que o que há, afinal, não passam de aflições e dores de barriga
de uns tantos profissionais que agora recebem a recompensa de uma década a
desenrascar-se sem se terem preocupado com mais/outra ou diferente coisa senão escarafunchar.
Nunca em sarar o que fosse. É em variadíssimos domínios o que melhor sabemos
fazer; não pedimos meças a ninguém. Antecipo pois que, na defesa das suas “guaritas”,
hão-de suscitar o espantalho de subtis ataques às liberdades fundamentais – no
caso a liberdade de informação.
Já dei para esse “peditório”. Pouco
falta para completar uma década – 29 de Março de 2006 – garatujei «As coisas simples em que se enrodilham os portugueses»
— poucas palavras sobre uma localizada inquietude que por aí circulava com “as razões por que os jornais perdiam audiência — menos 26 mil exemplares/edição”. Na
ocasião assestei nas «económicas» e na «credibilidade jornalística» — as que me
pareciam preponderantes [mais estas do que aquelas].
“Para que me serve ler uma crónica
ou comentário de António José Teixeira? O
mesmo que ouvir comentários de Paulo Portas. E um escrito de Mário
Mesquita? Menos do que ouvir Marcelo Rebelo de Sousa.”, questionava. Saudades, tenho-as de Vítor da Cunha Rego e de Helena
Sanches Osório. “O senso
crítico e a isenção do jornalista não é nem melhor nem maior do que a do
político. E o
pior é que os interesses também vão sendo cada vez menos dissemelhantes”.
Agora não passaria sem anotar
a minha aversão ao ridículo, à bizarria, ao caricato enfim, ao grotesco que nos
é propiciado pelos desempenhos e “expertise” de uma turma de descamisados do
teclado e da língua, cada qual de seu peronismo,
como Pedro Marques Lopes, Fernanda Câncio, Paulo Baldaia,… Com excepção de uma
dezena de opinadores/cronistas/comentadores, o resto são “capelas” de
colectores e respigadores de informação/matéria alheia. Preletores é que não
são. E não sendo ao menos escrevessem bem. O “papel impresso” naturalmente está
condenado à extinção. O exercício destas turmas redundam numa “servidão” –
abreviam-lhes o fim.
De passagem bicava nas têvês
«Qual a contrapartida em pagar esses pouco
atilados acometimentos dos (nossos)
repórteres “algures no deserto da Arábia Saudita” a armar em
gente graúda? Saloiice!»
“Quem não percebe
isto é tolo; acredita no Pai Natal. Mais tarde verão que não há prenda.”