
Jorge Tomé, ex-presidente do
Banif, diz que “a venda foi um processo
desastroso” e reclama “uma auditoria independente às contas, à (sua) gestão, …”; o Ministério Público
encontra-se a analisar, no âmbito das suas competências, os elementos que têm
vindo a público; “O Banif é um assunto chocante e tem que ser explicado",
defende Horta Osório, reconhecidíssimo banqueiro da City; perante notícias que
dão conta de divisões no seio da administração do BdP, Carlos Costa, esclarece que
a decisão foi tomada por unanimidade; António Costa, primeiro-ministro,
responsabiliza o anterior Governo pelo arrastar do processo; o anterior primeiro-ministro,
Pedro Passos Coelho, admitiu que “não
teria uma solução muito diferente”; o PS, o PCP, o BE e a "melancia do PC" (Verdes) exigiram, à vez [só
deve falar um de cada vez], uma comissão parlamentar de inquérito; o PSD, por
sua vez, anunciou que “está disponível” e pretende mais: pretende que “as averiguações vão até às razões que
justificaram a capitalização do banco, em 2012”; o CDS-PP apressou-se a
dizer que “natural e absolutamente a
favor de uma comissão de inquérito” e que, obviamente, “quanto mais se souber e mais depressa se
souber, melhor”; os avençados da opinião e comentarismo escrito e/ou falado
engasgam-se de indignação e empurram-se para chegar à frente; os tempos de antena
das rádios e das televisões em que os «indiferenciados» podem vociferar e
sugerir soluções radicais [eu, cá por mim faria...] é o que se imagina; nas “redes
(as)sociais” "esgoelam-se" e são mais os pontos de exclamação do que as letras;…
É espantoso como Portugal se levanta
num só [sem exagero] quando deseja que haja chinfrim, nada se apure [isento de “mas” e/ou "ses"]
e ninguém seja penalizado. Igual só no jantar da Consoada – bacalhau
cozido com batatas e couves,…, sonhos. E está feito.