Hoje, está determinado, é «Dia
de Reflexão» e eu, cidadão respeitador da Lei, cumprirei.
Cumprirei porque, em termos “profanos”,
«hoje é sábado» e «há» como poetou Vinicius de Moraes «a perspectiva do domingo», e, em
termos “litúrgicos”, é “Dia de Reflexão” — algo muito característico e que nos
diferencia das demais corruptelas democráticas existentes mundo afora tais como
a inglesa, a americana, etc…
Mas isso
não interessa já que sendo, de facto, uma certidão de capitis deminutio questiono menos a “consagração” e mais a
inteligência dos “acomodados”.
O «Dia de Reflexão» tem, apesar
de tudo, uma virtude e outro benefício — não ouvir as lengas-lenga dos “políticos”
e turiferários. São 24 horas de acrisolamento, purgação.
Amanhã, lá irei, cumprir a “obrigação”.
No que me respeita a opção é entre o mal e o pior.
Quem temeu, e escreveu-o em 24 de Agosto de 2014, que «no saguão de um promissor,
fecundo e florescente período político em que o PS detém 1 – a maioria dos municípios, 2 –
a presidência da ANM, 3 –
a maioria e a presidência de uma
(de duas) Juntas
Metropolitanas; se prepara para obter em 2015 4 – a maioria (relativa ou absoluta) no parlamento ou
seja, formar e formatar governo e acrescentar, em 2016, 5 – um(a) dos seus (ou
um incumbente)
na Presidência da República» há-de convir que já teve opções
bem mais difíceis de tomar.
Trata-se de engolir um sapo, agora, para não ter de
andar a cuspir fogo, depois.