terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sina marcada, a minha!



Na era pré-Constitucional tivemos 
– um vaidosão de monóculo e pingalim, Gen. António de Spínola, que foi substituído por 
– uma vespa-mestra com chip do KGB incorporado, Gen. Francisco da Costa Gomes, o chico-rouquinho. 
Na era Constitucional tivemos 
– um presidente sisudo, armado em mais sério dos sérios sou eu, Gen. Ramalho Eanes, que foi substituído por 
– outro, mais à nossa maneira, Mário Soares, uma corruptela lusa do romanesco dandy tão bem descrito por Alberto Moravia ["putaria", vinho verde, charutos, viagens, cágados gigantes e coqueiros na recepção acompanhado pelos cagados por ele… E haja quem os sustente!], que foi substituído por 
– um outro, Jorge Sampaio, de lágrima fácil e frequente nó no gorgomilo, que foi substituído por 
– outro que faz tudo, ou o contrário, desde que em conformidade com o sítio aonde foi aposta a vírgula no texto, Cavaco Silva.


De facto, em sintonia com os tempos e as formas com que o tempo se conforma, faltava-nos uma “bonequinha” à Presidência, uma PRESIDENTA …uma “bonequinha” com vácuo encintado por astúcia e esperteza na caixa craniana, que adormeça sorrindo para melhor estar no dia seguinte na distribuição de sorrisos. Assim um Marechal Óscar Carmona, em fêmea, que faça por nada fazer, mas que seja popular. Não admira! afinal já contamos no bornal com uma Inês que distribuía – para lhes enganar os estômagos – pães que eram rosas, se questionados. 
Somos um povo de afectos! [esquecem-se sempre das afecções] Não é assim que poetam os poetastros, se esgoelam os líricos, masturbam os “pensadores e elucubram os «fisólofos»?

…só eu sei a “pena” que tenho dos meus netos!

Da bosta, o expectável é bosta



Confronto-me inúmeras vezes com aquilo a que chamo «silêncios agastados» – assim denomino por me sugerirem, esses silêncios, que são forma, à falta de capacidade ou interesse para lhes darem voz, de discordância. Sejam ou não «silêncios agastados», importante são os meus próprios silêncios, as minhas omissões que para serem justificadas apenas carecem de simultaneidade com qualquer acontecimento absolutamente impressivo, tão impressivo que condensem e façam prescindíveis todas as palavras pôdres e gastas que por aí são, amiúde, pespegadas.

Confrontado com o que foi filmado — (…) pisotearam a bandeira com as autoridades, bastões nas manápulas, impavidamente a ver — nada sobrevive. Desmerecem toda e qualquer forma de solidariedade. A bosta faz, com o mesmo à vontade, à bandeira do «nosso Portugal» o mesmo que faz ao cartão de sócio do clube, em caso de insucesso.
  
… o facto de a Ricardo Salgado, e a outros mais, ser permitido a troco de milhões, gozar a restrição e o confinamento no bem-bom, mesa posta, roupinha lavada e cheirosa,… me faz arredar desta gente. Até isso!

Não se acerta doce de merda. Pode acrescentar açúcar, mexer à vontade,…não acertará. Tem que atirar a panela fora e fazer outro doce – sem merda!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Da transumância

Isto anda tudo invertido – nas direcções, talvez; nos sentidos, com certeza.

Existe um manancial de razões, e mais um inumerável rol de factos, que deveriam suscitar profundas dúvidas e desapressar o tropel dos racionais. Não é isso que sucede, porém. Tudo, mas tudo, inspira e promove que a transumância devesse estar a ser feita de norte para sul com múltiplas vantagens quer para os que ficaram quer para os forasteiros; acontece que é feita em sentido inverso – de sul para norte.
A(s) ciência(s) têm um nome para isso – inteligência. Os racionais incham com isso.

Fossem os irracionais dotados de inteligência [se a tivessem seriam racionais!] que lhes filtrasse a orientação e determinasse a oportunidade, há muito se tinham extinguido.
A(s) ciência(s) também uma designação para isto – instinto. Os irracionais, à deriva, sem afectos e com a ambição cerceada pelo estômago, não se importam com isso.

A inteligência atrapalha o(s) instinto(s).

E assim quase se demonstra que os “modernos” são infinitamente mais estúpidos do que os “antigos”. Ou que padecem de um profundo problema de “foco”.