Na era pré-Constitucional
tivemos
– um vaidosão de monóculo e
pingalim, Gen. António de Spínola,
que foi substituído por
– uma vespa-mestra com chip do KGB incorporado, Gen. Francisco da Costa Gomes, o chico-rouquinho.
Na era Constitucional tivemos
– um presidente sisudo, armado
em mais sério dos sérios sou eu, Gen. Ramalho
Eanes, que foi substituído por
– outro, mais à nossa maneira,
Mário Soares, uma corruptela
lusa do romanesco dandy tão bem descrito por Alberto Moravia ["putaria", vinho verde, charutos, viagens, cágados gigantes e coqueiros na
recepção acompanhado pelos cagados por ele… E haja quem os sustente!], que
foi substituído por
– um outro, Jorge Sampaio, de lágrima fácil
e frequente nó no gorgomilo, que foi substituído por
– outro que faz tudo, ou o
contrário, desde que em conformidade com o sítio aonde foi aposta a vírgula no
texto, Cavaco Silva.
De facto, em sintonia com os
tempos e as formas com que o tempo se conforma, faltava-nos uma “bonequinha” à
Presidência, uma PRESIDENTA …uma “bonequinha”
com vácuo encintado por astúcia e esperteza na caixa craniana, que adormeça
sorrindo para melhor estar no dia seguinte na distribuição de sorrisos. Assim
um Marechal Óscar Carmona, em
fêmea, que faça por nada fazer, mas que seja popular. Não admira! afinal já
contamos no bornal com uma Inês que distribuía
– para lhes enganar os estômagos – pães que eram rosas, se questionados.
Somos um povo de afectos! [esquecem-se
sempre das afecções] Não é assim que poetam os
poetastros, se esgoelam os líricos, masturbam os “pensadores e elucubram os «fisólofos»?
…só eu sei a “pena” que tenho dos meus netos!