Isto anda
tudo invertido – nas direcções, talvez; nos sentidos, com certeza.
Existe um
manancial de razões, e mais um inumerável rol de factos, que deveriam suscitar profundas
dúvidas e desapressar o tropel dos racionais. Não é isso que sucede, porém. Tudo,
mas tudo, inspira e promove que a transumância devesse estar a ser feita de
norte para sul com múltiplas vantagens quer para os que ficaram quer para os
forasteiros; acontece que é feita em sentido inverso – de sul para norte.
A(s)
ciência(s) têm um nome para isso – inteligência. Os racionais incham com isso.
Fossem os
irracionais dotados de inteligência [se a tivessem seriam racionais!] que lhes filtrasse
a orientação e determinasse a oportunidade, há muito se tinham extinguido.
A(s) ciência(s) também uma
designação para isto – instinto. Os irracionais, à deriva, sem afectos e com a
ambição cerceada pelo estômago, não se importam com isso.
A inteligência atrapalha o(s)
instinto(s).
E assim quase se demonstra que
os “modernos” são infinitamente mais estúpidos do que os “antigos”. Ou que
padecem de um profundo problema de “foco”.



