sábado, 27 de junho de 2015

Perseu (não) degolou Medusa



Não passava pela cabeça de ninguém — pela minha não passava, com certeza, e dos rastreios à imprensa internacional, nada de nada — que Tsipras resolvesse fazer o que fez – referendar a homologação do “negócio” com os credores. Como o que por aí mais se vê e lê é surpresa, espanto,… a propósito de quase tudo — do terrorismo nalguns dos saguões, e átrios do istmo, às angústias ecológicas de Sua Santidade; da diversidade de mantras instantâneos como o nescafé  às maravilhosas sinapses tsipricas e varoufakianas;…— “divaguei” sobre essa irrefragável forma de expressão dos idiotas. 
Longe de mim que, à noite, duas vagas — uma, de surpresa, por parte dos “exploradores”, financistas, neo-liberais, proto-fascistas,…e outra, de deslumbramento, da parte dos “espezinhados”, «solidários», asseclas e demais turiferários — correrriam o mundo
 
Um golpe num combate épico do tipo «Perseu (1) degolou Medusa (2

Vamos lá ver, então, com que se entretém a toleima. 
1 – Tsipras, o governo grego, encurralado, faz o preconizado nos manuais da guerrilha política, “progressistas”, e inúmeras vezes experienciado noutras geografias e contextos (com consabidos êxitos); 
2 – os dos Eurogrupo que, sem outro remédio, há muito fazem as contas às perdas imediatas com o calote grego o que quer dizer, que fazem contas às formas de as compensar em toda a linha, e tão depressa quanto possível, também – cedem, mas só até valores congruentes com o «momento de deformação» [talvez amasse, mas não desaba]. De forma curta e grossa
 – os “progressistas” gregos querem sair mas não têm coragem de decidir (daí o referendo) para não serem corridos à pedrada, praça Syntagma afora; os dos Eurogrupo estão fartinhos de os aturar, e pagar por isso (tanto mais que já os chuparam até ao tútano mas isso foi antigamente e com outros representantes, democraticamente eleitos, embora menos progressistas que os syrisikos) mas presos aos salamaleques do jurídico-legal, convencionado. Ou seja 
– Perseu degolou Medusa, na mitologia, mas o mundo anda agora pouco virado para floreados e ficcionices!

Haverá ocasião para instigar os portugueses a agradecer aos gregos os benéficos efeitos, supervenientes.

À especializada hoste de «geoestrategas», avençada, que agora se atropela nas televisões a debitar sobre espantalhos, aterradores, vale a pena dedicar a seguinte “entrada” — caso a Turquia saiba, e os turcos queiram, até pode ser que mais cedo do que tarde, a troca seja dez milhões de gregos por mais de 70 milhões de turcos.
Eu como não sou especializado, geoestratega, avençado,… devo acrescentar, apenas
– Creio saber de coisas piores!

Por ora, por aqui me fico. Isto, é como as cerejas… fervilhavam conjecturas,  congeminações e adivinhações, outras, com Jean-Christophe Rufin, J.Keane, a ditadura liberal, morte da democracia, democracia monitorial,…, pelo meio e mais o H.P.Minsky que os economistas pouco ou nada referem, e, por conseguinte, chega.


(1)    Tsipras, Varoufakis, Syrisa, ..., esquerda
(2)    UEM, FMI, Merkel, Bundesbank, ..., direita

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Além do trabalho que dá, tirar a areia dos ouvidos e das narinas


O espanto é uma das mais comuns formas de expressão dos idiotas. E tanto quanto percebo o que por aí mais vai são “espantos” – na forma de admiração ou espavento. Não é o pior. Há pior – há quem promova e venda espantos, abalos, comoções e perplexidades – por haver quem os compre, evidentemente. Uns e outros, escrevem, ou espantam-se, com isto ou aquilo; espantam-se com tudo e suponho muitas vezes pasmam-se com eles próprios – só que desses “espantos” não dão “pública forma”. 

Hoje, inopinadamente (?!), o mundo é varrido por uma vagalhão de espanto (!), comoção e indignação, que comungo, gerado pelos atentados quase simultâneos em França, Tunísia e Kuwait.

Emerso (jamais imerso) em tantos pasmos e tamanhas perplexidades até fica mal afirmar a ausência dessas “concussões”! Há segredo? Não. É só não obliterar, e ajustar ao presente, a desconformidade de exemplos que nos foram legados pela história da humanidade; é só não presumir e fazer como faz qualquer bom e precatado marinheiro. 

Foi ou não verdade que Incitatus chegou a cônsul? Foi ou não verdade que Marco Aurélio Antonino (Heliogábalo), por ser um zelota, fanático, se castrou em público? Foi ou não verdade que, em certos banquetes, Cláudio, promovia entre os comensais o «livre-trânsito» ao peido? Foi ou não verdade que o “imperador” Bokassa se banqueteava com uns bípedes, que mandava catar lá pela “reserva”, com o mesmo à vontade com que subia os degraus do Palácio do Eliseu, em Paris?...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A autotomia do “bicho”



Comentário, nenhum; a haver Apostila, seria sobre «indecência» e, por razões adventícias, mais injustificado é Pleitear
Porquê?! Porque toda a “solução” que escape à perda automática das licenciaturas fraudulentas, encerramento da “universidade” e demais consequências legais para professores coniventes, etc…espezinham os mínimos da decência.



Sugestão da casa


terça-feira, 23 de junho de 2015

DesACORDandO

https://referendoao90.wordpress.com/



Caro Amigo, Cidadão Português,

O “Acordo Ortográfico” de 1990 (AO90) não é, em rigor, um “Acordo”, uma vez que, internamente, não tem consistência ao nível da “unificação” da ortografia; e, externamente, não foi ratificado por todos os Países de Língua oficial portuguesa; nem é “Ortográfico”, pois o seu texto prevê a existência de facultatividades.

1.  Não foram produzidos quaisquer estudos prévios para justificar as relações de custo-benefício advenientes da adopção do AO90. Não houve qualquer discussão pública sobre o AO90, nos seus vários momentos. (…) entre 2005 e 2008, durante o processo de aprovação do 2.º Protocolo Modificativo ao AO90, foram emitidos 27 Pareceres, dos quais 25 foram negativos em relação à ratificação. Tais Pareceres negativos de Especialistas e das entidades consultadas não foram minimamente tidos em conta pelos governantes, que aprovaram e ratificaram o Protocolo, ao mesmo tempo que corria uma Petição-manifesto contra o mesmo, subscrita por 113.000 cidadãos. Ou seja, quer a opinião negativa da maioria das entidades consultadas, quer a movimentação da contra a sociedade civil foram totalmente escamoteadas, por parte dos decisores políticos.
2.  Não há nenhum argumento de carácter linguístico, pedagógico ou cultural que justifique a adopção de mais uma reforma ortográfica em Portugal. Bem pelo contrário.(…) O caos ortográfico grassa nos vários dicionários, correctores e conversores, gerando, amiúde, erros ortográficos anteriormente inexistentes. Os efeitos do AO90 reflectem-se também na linguagem falada, adulterando a forma como os Portugueses pronunciam as palavras alteradas pelo “Acordo”.(…) A situação actual, de anarquia gráfica, é insustentável e lesa inapelavelmente a Língua Portuguesa bem como a estabilidade ortográfica. A riqueza de uma Língua está na sua diversidade. O AO90 não corresponde a uma “evolução natural” da língua, mas a uma alteração forçada (…).
3.   (…) a maioria dos Portugueses vê como indispensável um Referendo Nacional, de modo a dar a voz ao Povo nesta matéria. (…) a Constituição permite justamente a submissão a Referendo das questões de relevante interesse nacional que sejam objecto de Tratado internacional (…)
4.    Antes da realização de eleições, os agentes políticos deverão dizer qual o seu sentido de voto, na AR, em relação à presente Iniciativa de Referendo: se votarão a favor; ou se, no mínimo, viabilizarão esta Iniciativa, através da abstenção na AR.
5.   Convocado o Referendo Nacional, faremos campanha. Os resultados reflectirão o modo como todos os utentes da Língua pensam acerca da ortografia que melhor corresponde a um uso sustentado da mesma (…).

6.    Apelamos a cada Português para que assine esta Iniciativa de Referendo (…)

sábado, 20 de junho de 2015

Dos que só não relincham por modéstia



O José Pacheco Pereira é mais um dos que, com maior frequência, só não relincha por modéstia. Hoje deu-lhe para vaguear pelos peristilos da retórica lusa, contemporânea, como se ele não fizesse um frenético uso da facúndia. E o pior é que sem que disso extraia a sociedade a mais pequena vantagem. 
Isto apesar de, com rigor, 1 - concordarmos quanto à substância e 2 - discordamos quanto ao(s) sujeito(s) – é que também acho, como escreve Pacheco Pereira, que «enquanto isto não for varrido pelo bom vento fresco do mar alto, os lampeiros vão sempre ganhar». A “questão” é que, para mim, Pacheco Pereira é um dos átomos [admito, dada a “diversidade”, a possibilidade da sua estrutura molecular] que perfaz a «mole dos lampeiros»… a começar pelo vício tão vezo quanto filho-da-puta de pleitear(em) por meter(em) as patas na esterqueira e, simultaneamente, armar(em) em «grilo(s) falante(s)». 

Qual é para a sociedade o «valor acrescentado» quer das munificentes darandinas pachequianas quer dos pereiricos pigarreios televisivos, semanais? Nenhum. 
Mas de que autoridade se arroga Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas feitas de pau carunchoso, e estabelecido na sua «zona de conforto» por méritos, duvidosos, vir (generalizandoembora saiba, e disso dá conta e repudia quando é feita pelos outros) correr imensa gente que presenteia mais a sociedade dando uma mal-cheirosa bufa do que presentearão o(s) Pachecos Pereira(s) uma vida inteira mergulhados em resmas de Obras e Tratados, alheios, e a banhos com sais de pétalas de rosa? 
Mas de que autoridade se arroga Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas armar em “pastor” se, factualmente, não é senão um dos mais activos, ubérrimos e reconhecidos perpetradores do «estado a que isto chegou»? 
Quem se julga?!