domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
A dificuldade em descer ao VAL é o outro VAL
Parece ser cada vez mais
consensual que há um gravíssimo problema de financiamento da segurança social e
parece-me que, à esquerda – do Livre ao PS, passando pelo AGIR, BE e CDU – se
espalha como óleo em água a ideia de que há um “campo” (índice) aonde é possível
ir “sacar” esse financiamento. Ao Valor Acrescentado Líquido das empresas.
Em teoria não é de difícil
compreensão e em tese não causa engulhos por aí além, pelo contrário. Em teoria
e em tese porque, na prática, pode ser um aborrecimento para não afirmar que, ceteris paribus, seria uma eficaz forma
de travar o investimento.
É exacto que o que mais vai
havendo por aí é “negócios” que exigem investimento financeiro ridículo, geram emprego
rasteiro e que apresentam VAL (Valor Acrescentado Líquido) enormes que passam
incólumes ao crivo tributário. Explico
— o inimigo do bicanço no VAL
(Valor Acrescentado Líquido) é o ponderável peso que o VAL (Valor Actual
Líquido) tem para o investidor —
Isto enquanto o critério do
«Valor Actual Líquido» fôr um critério analítico para investimentos. Há outros,
alternativos, como sejam 1 – o do Payback
(período de recuperação), 2 – o da Rendibilidade média do investimento, 3 – o
da Taxa interna de Rendibilidade e 4 – o do Índice de Rendibilidade.
Sucede que não há indícios de que tenha deixado de ser
ou que para aí se encaminhe. E eu sou dos que desconfio da nossa proximidade à
Idade de Ouro, quer dizer, tenho dificuldades em ver as pombas a tornarem-se as
companheiras favoritas das águias.
terça-feira, 26 de maio de 2015
A vida fabulosa dos tugas
Agora que o tempo aquece é que
discutem a exiguidade e o péssimo estado do «cobertor» *,
imagine-se. Atendendo a que a última vez que “reclamei” do estado e da
exiguidade do dito foi em Janeiro de 2010 chegou a hora de ficar placidamente a
ouvi-los falar imenso, dizer pouco e a rebelarem-se contra a necessidade de
terem de fazer qualquer coisa – qualquer coisa que por mais voltas que dêem
será comprimir os acobertados.
Na retórica até se invoca(m) ou
convoca(m) legitimidade(s) como se a legitimidade, qualitativamente, fosse algo
mais do que a caução que 1 – a mole de zombies
dá de quatro em quatro anos ou 2 – pelo ruído que a grunhagem espalha pelas «redes
sociais» ou 3 – pela junção da esclarecida e esclarecedora opinião publicada ou
4 – todas elas por junto, na mais onírica das hipóteses.
Sobre «legitimidades» podem os
menos entusiastas com amálgamas, os cerebrais ou mais instruídos começar por questionar
alguns dos «guardiões do fogo» v.g.
juízes do Tribunal Constitucional, por exemplo.
Pelos indícios, a «pendência» promete. Uma das mais iridescentes e refulgentes mentes do aprisco, Vital Moreira, diz a propósito
* sistema
previdencial da Segurança Social e sistemas complementares
Pelos indícios, a «pendência» promete. Uma das mais iridescentes e refulgentes mentes do aprisco, Vital Moreira, diz a propósito
“uma
(impossível) reforma geral dos sistema de
pensões, que não está na agenda política”
Agendamento político. Extraordinário!
Quem a estabelece? A necessidade, a rua ou os prosélitos que se arrastam pelos
corredores da AR? ou pior os incumbentes cuja legitimidade é naturalmente delegada?
“a eliminação das pensões douradas do Banco
de Portugal e da CGD, dos juízes e diplomatas? Além da poupança na segurança
social, uma tal reforma eliminaria um gritante privilégio corporativo, que
escandalosamente passou incólume o programa de austeridade. E em vez de
suscitar problemas de constitucionalidade, eliminaria uma óbvia
inconstitucionalidade”
que subscrevo lastimando (como
o percebo!) que, já agora, no rol não tenha incluído os militares.
domingo, 10 de maio de 2015
O fungágá dessa bicharada
«À saída da Sociedade Portuguesa de Geografia, António Nóvoa, foi abordado por um desconhecido que já o tratou por “senhor Presidente”. Ele, que se diz “muito tímido”, lá foi, ouvir o que tinha para lhe dizer aquele português – porque diz que gosta de ouvir. (…) Ainda sem o apoio oficial de nenhum partido, e depois de ter renunciado ao salário de professor»
Assim é feita a apresentação
do entrevistado, Sampaio da Nóvoa.
Este palavreio, em termos
jornalísticos, é de quilate semelhante ao ínsito na “biografia” «Somos
o que escolhemos» [não li nem tenciono
ler] e que coube a uma correligionária, Sofia Aureliano, garatujar [pelo que se lê e ouve].
Diferenças entre uma coisa e a
outra há no “meio” e na forma, apenas. E ambos se indiferenciam no concernente ao
conteúdo e função do que foi
feito a partir de 1933, décadas a fio, por tabeliões, escrivães e copistas do Secretariado
de Propaganda Nacional, acrónimo – SNI, por cá, ou pelos do Pravda, a leste, ou pelos Der Angriff, a oeste que era igual ao promovido
pelos do Il Popolo d'Italia, a
sul. Baah!
Se nada há a acrescentar
quanto às “características” supra também nada há a acrescentar quanto à “substância”
«José Barata Moura dizia que eu era um transportador de desassossegos (…) revejo-me (…) luto até ao último minuto por uma coisa, mas ainda ela não está acabada, eu já estou a pensar noutra»
[com jeitinho, e um módico de malquerença, chamar-se-ia «inconstância» – na maioridade não é o melhor cartão de apresentação, convenhamos]
A “catedrática” criatura não
vai, linha sim linha sim, além da caixa
de ressonância de floreados alheios.
Não resisti a mais do que à
segunda resposta – a curiosidade, a paciência e a boa-vontade, foram-se-me; não
há arcaboiço para mais.
Faça o melhor dos proveitos, a
vós outros que o apreciais. É meu desejo, sincero.
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