Parece ser cada vez mais
consensual que há um gravíssimo problema de financiamento da segurança social e
parece-me que, à esquerda – do Livre ao PS, passando pelo AGIR, BE e CDU – se
espalha como óleo em água a ideia de que há um “campo” (índice) aonde é possível
ir “sacar” esse financiamento. Ao Valor Acrescentado Líquido das empresas.
Em teoria não é de difícil
compreensão e em tese não causa engulhos por aí além, pelo contrário. Em teoria
e em tese porque, na prática, pode ser um aborrecimento para não afirmar que, ceteris paribus, seria uma eficaz forma
de travar o investimento.
É exacto que o que mais vai
havendo por aí é “negócios” que exigem investimento financeiro ridículo, geram emprego
rasteiro e que apresentam VAL (Valor Acrescentado Líquido) enormes que passam
incólumes ao crivo tributário. Explico
— o inimigo do bicanço no VAL
(Valor Acrescentado Líquido) é o ponderável peso que o VAL (Valor Actual
Líquido) tem para o investidor —
Isto enquanto o critério do
«Valor Actual Líquido» fôr um critério analítico para investimentos. Há outros,
alternativos, como sejam 1 – o do Payback
(período de recuperação), 2 – o da Rendibilidade média do investimento, 3 – o
da Taxa interna de Rendibilidade e 4 – o do Índice de Rendibilidade.
Sucede que não há indícios de que tenha deixado de ser
ou que para aí se encaminhe. E eu sou dos que desconfio da nossa proximidade à
Idade de Ouro, quer dizer, tenho dificuldades em ver as pombas a tornarem-se as
companheiras favoritas das águias.



