domingo, 5 de abril de 2015

Ovinhos de Páscoa

Coisa deliciosa…
«Não devemos dar às pessoas aquilo que pensamos que elas gostam. Devemos dar às pessoas aquilo que elas não sabem que gostam, mas gostam.» 
Júlio Isidro
27/03/2015


não tanto pela forma — é um “ovo” —, mas pelo recheio. No que à degustação concerne, aconselha-se que seja feita de uma só vez, e um belo trago de Porto, de preferência. Afinal, hoje, é Domingo de Páscoa e, provação por provação, por pior passou Cristo na quinta-feira Santa — a Ele obsequiaram-no com uma uma mestela de vinho e bile, segundo Marcos e Mateus.

O presidenciável pleonasmo

Tendo eu, na ocasião, escrito «Sampaio de névoa» é mais do que evidente que subscrevo cada palavra e cada vírgula quanto mais não seja pela 1 - coincidência quanto ao essencial e 2 - pela forma superior com que ela o faz.

Sampaio da Nóvoa não é um candidato qualquer. É um pleonasmo ambulante. (…) não se fez rogado: avançou e naquela prosa misto de Ary dos Santos e jogos florais com ressonâncias de Manuel Alegre, citou a torto e a direito José Gomes Ferreira “penso nos outros logo existo” e atirou-se à austeridade. Os jornalistas mal começaram a ouvir expressões como “demasiados portugais dentro de Portugal”, mais o pedido de um “armistício connosco” acharam que ali havia homem. Sampaio da Nóvoa não desiludia, cada vez mais compunha aquela prosa qual levantados do chão mas agora do chão das palavras. São discursos cheios do tempo urgente, do tempo de invenção, da liberdade livre, da liberdade que não é vazia,… enfim parece aquele momento das sessões de canto livre doutros tempos mas agora com a gravitas universitária. (…) tenho de fazer uma declaração de interesses: nenhum outro candidato me inspira como Sampaio da Nóvoa. Aqueles parágrafos de mote e volta, aquele falar de Abril, aquele tempo que não é tempo despertam em mim uma súbita vontade de escrever. (…) Em Portugal paira no ar (…) a disponibilidade de um milhão de pessoas para votar numa espécie de retórica de peito feito e verbo empolado. Logo não me admira que Sampaio da Nóvoa se veja candidato ou que Helena Roseta manifeste a sua disponibilidade (…)

Helena Matos

sábado, 4 de abril de 2015

Demência exposta

Há ideias, intenções, propostas, ... que extravasam os difusos limites da idiotia; para ser benévolo direi que são do domínio da demência. Há muito quem, por menos, tenha a razoabilidade de procurar ajuda médica — a estes lamento-lhes a condição e respeito-os.


O Rendimento Básico Incondicional  é uma prestação atribuída a cada cidadão, independentemente da sua situação financeira, familiar ou profissional, e suficiente para permitir uma vida com dignidade. O RBI é: 1. Universal; 2. Individual; 3. Incondicional; 4. Suficientemente elevado

Como financiar
«(…) Em Portugal, até hoje a experiência que existe mais próxima dum RBI é o pagamento de um rendimento mínimo garantido, criado durante o Governo socialista de António Guterres. Hoje o rendimento mínimo garantido tem outro nome: chama-se Rendimento Social de Inserção e consiste no pagamento de um rendimento mínimo a todos os indivíduos que não se integrem no circuito do trabalho e da subsistência social. Também existiu durante o governo socialista de José Sócrates a intenção de implementar uma medida de incentivo à natalidade, a “Conta Poupança Futuro”, atribuindo um cheque-bebé de 200 euros por cada criança nascida. (…) Para que o financiamento em Portugal dum RBI seja exequível devemos salientar que o financiamento teria de ser em parte europeu, como por exemplo sugere Philippe Van Parijs na sua recente proposta de financiamento dum euro dividendo. (…)»

sexta-feira, 3 de abril de 2015

O encoberto

O que me apraz observar do expressivo “verbete” sobre a soárica unção bem como da curial e promanada benção é que «quanto menor fôr o rabo do bicho, melhor». Ou que tenha nenhum, de preferência. Além do mais bastar-nos-ão os seis próximos meses de «mastigação das velhas lamúrias da esquerda e da extrema-esquerda» [como escarnece Vasco Pulido Valente, referindo-se a António Costa].

Hoje, à intenção de Henrique Neto, — por quanto faz parecer a imprensa, referência na chafurda — acresceu mais uma razão — e forte —, para prosseguir: a propositura, certa, de Sampaio de névoa. Carecemos —  tanto, quanto de ar para os pulmões  — de gente decente rodeada de outra tanta gente, decente; de pessoas que nos façam esperançosos quanto à plausibilidade de uma pertinaz barrela ao antro.

terça-feira, 31 de março de 2015

Torrar dinheiro

Os municípios, — associados em Comunidade Intermunicipal ou Área Metropolitana —, disporão de 164,4 milhões de euros para apoiar projectos de empreendedorismo [de base local] ou empresas. Os investimentos elegíveis não poderão exceder os 235 mil euros e os apoios poderão ser, — mediante satisfação de critérios, e parcialmente —, a fundo perdido. 

e pouco mais.
Aprendemos nada.