domingo, 29 de março de 2015

Nove



Se o coração não transborda de amor ou cólera, nada se faz no mundo

domingo, 22 de março de 2015

Há pechisbeque que reluz

O raciocínio dos alquimistas desenvolveu-se, obstinadamente, visando um objectivo —transformar o chumbo em ouro [para uma vida rica] e o Elixir da Imortalidade [para nunca acabar]. Jamais se deram ao trabalho de parar para pensar
[seriam as propriedades do chumbo de molde a permitir a sua transformação em ouro?]
Pouco lhes interessou quer os meios quer os materiais — produzir(iam) ouro e os meios e os materiais a isso teriam de adaptar-se. O fim era absoluto — caso a química não bastasse recorr(er)iam à astrologia, magia,..., misticismo e religião.

O resto permanece, mais ou menos, entre
«parecer fanático é extremamente cómodo. Dá direito à pesporrência, à galhofa, ao fazer crer que se dorme com a História, à justificação da imbecilidade (porque a explicamos, a justificamos), a amigalhaços porreiríssimos, à automática posição de juiz e automática situação de réus dos outros, com o direito de julgar — aquele»
e
«o progressismo é a grande carreira. E é uma carreira fácil. Assinam-se protestos. Colabora-se apenas nos jornais autorizados. E uma carreira faz-se não com o que se é, mas com o que se exibe ser-se. Da superfície para baixo todos os lodos são permitidos» e o país é do tamanho de um papel higiénico.Tal e qual como Virgílio Ferreira o(s) via. Nem mais nem menos.


quarta-feira, 11 de março de 2015

Noves fora, nada



Neste mundo, parece, não há medida ou proporção.
Traídos, traidores, todos a fazer pontaria de olhos vendados, em toda a parte.


Em breve, sob o signo da indecisão, este sítio perfará o nono ano de existência [29.03]. Prossigo ou delicio-me vendo sem aplauso ou vaia, aquiescência ou rejeição, a banda a passar?

domingo, 1 de março de 2015

Malandro é o gato

«Ordenados que não se recorda, exclusividade na AR que não se lembra, documentos da Tecnoforma que desapareceram e calote à Segurança Social alegando que não foi notificado»

André Figueiredo (deputado do PS)

Não há mas nem meio mas; nada a acrescentar…
a não ser, como diz o outro, "Embrulha".
É como escreveu Nadir Afonso em «A chave e a porta»

Quando abres algumas portasCom a mesma chaveNão penses que essa chave Abre todas as portas



sábado, 28 de fevereiro de 2015

O ethos [dele(s)] é nutrido pelo [nosso] logos

traduz-se por «moléstia e ausência de remédio».

                 "Where everything is bad it must be good to know the worst" *
F.H.Bradley

Digamos que é, pelo menos, divertida [nos dias que correm não é pouco - e ainda por cima gratuito - «a cavalo dado não se olham os dentes»] a sucessão de cariz hermenêutico, imparável e partenogénica,  instalada com as vocalizadas “chinesices” de António Costa.
…mais divertidos são certos e determinados “exercícios” da autoria de quem tropeça a cada instante na dificuldade de articular um raciocínio que envolva mais do que uma constante [a forma verbal ou a(s) proposição proferida(s)] e outra variável [a forma não-verbal ou (alegados e eventuais) pressupostos - isto para dispensar os populares hermeneutas de calcar o desengraçado e agreste terreno da semiótica e, simultaneamente, livrar-me de ter de gramar com as mais do que certinhas divagações sobre o ethos e o pathos do “emissor” enfim, levar com a imperecível empáfia de trafulhas e outras mais “eructações” de cabotinos].

Os meeiros e comensais do tribuno oferecem a justificação como embelezamento complementar
~ foi caraterizada pelo sentido de Estado  ~


 Onde tudo é mau, isso deve ser bom para saber o pior