O raciocínio dos alquimistas
desenvolveu-se, obstinadamente, visando um objectivo —transformar o chumbo em
ouro [para uma vida rica] e o Elixir da
Imortalidade [para nunca acabar]. Jamais se
deram ao trabalho de parar para pensar
[seriam as
propriedades do chumbo de molde a permitir a sua transformação em ouro?]
Pouco lhes interessou quer os
meios quer os materiais — produzir(iam) ouro e os meios e os materiais a isso
teriam de adaptar-se. O fim era absoluto — caso a química não bastasse recorr(er)iam
à astrologia, magia,..., misticismo e religião.
O resto permanece, mais ou
menos, entre
«parecer fanático
é extremamente cómodo. Dá direito à pesporrência, à galhofa, ao fazer crer que
se dorme com a História, à justificação da imbecilidade (porque a explicamos, a justificamos), a amigalhaços
porreiríssimos, à automática posição de juiz e automática situação de réus dos
outros, com o direito de julgar — aquele»
e
«o progressismo é
a grande carreira. E é uma carreira fácil. Assinam-se protestos. Colabora-se
apenas nos jornais autorizados. E uma carreira faz-se não com o que se é, mas com o que se exibe ser-se.
Da superfície para
baixo todos os lodos são permitidos» e o país é do tamanho de um
papel higiénico.Tal e qual como Virgílio Ferreira o(s) via. Nem mais
nem menos.