para uma tão grande vastidão de desejos.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
Data venia
Da medíocre porém incensada pústula é sempre oportuno, por mais desacompanhado que se esteja, dizer-se o que deve ser dito. Faço-o sempre que tenho ocasião, acho oportunidade e replico as alheias - sempre por razões profilácticas.
Shakespeare, n' A Tempestade, põe Caliban (escravo) a dizer a Prospero (legítimo duque de Milão, homem justo e recto, obrigado a abandonar a sua cidade natal pelo pérfido usurpador António, seu irmão)
«Tu ensinaste-me a tua língua, mas tudo quanto dela retirei foi a possibilidade de te amaldiçoar»
que faço minhas.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Também faz falta um tiquinho de vergonha
«Uma gaiola andava à procura do seu pássaro»
Franz Kafka
“Dura a mentira enquanto não
chega a verdade” assim reza o aforismo. A verdade por estes dias tem sido dura,
de facto. A percepção que dela há, comum, nem por isso. É o que me sugere a
hucharia opinativa que se me depara…tanto que me faz citar, outro, “as cadelas
apressadas parem filhos cegos”.
Não foi por acaso que por cá,
no ergástulo, um dos “postulados” mais esgrimido [função
atribuida a, tiro de partida, mote imediatamente tweetado pela desequilibrada Ana Gomes] tem sido a ladaínha
do «caldo de cultura» - um conceito tão ambíguo que dá para tudo e para o seu
contrário. Há, efectivamente, um resultado de um determinado caldo de cultura:
um caldo de cultura que, do mal o menos, faz com que uns quantos, apressados em
botar esclarecimento, corram a adejar Pascal Bruckner [um
espanto] e, dele, a agitar o seu extraordinário, poído e amarelecido «O
remorso do Homem Branco»; um caldo de cultura que é dedicado a cegos e é
erigido com paciência, intransigência e tempo - claro que a paciência e o tempo
não são condições com que o(s) gado(s) lida(m) bem.
«É
com as mentiras da manhã que as mulheres constroem as verdades da noite»
Jean Giraudoux
É pena que os “pedagogos” ou melhor,
amestradores, não vão mais fundo, aos ingredientes do caldo. Ir aos “ingredientes”
é trazer à colação, por exemplo, um crápula [que
teve olhos para apreciar e apurado senso crítico para verberar tudo com excepção
do que convinha ao estalinismo para as massas ocidentalizadas, do maoismo para as massas africanas e sul-americanas e uma 3ª via, abrangente, que coligia e adaptava o que fosse de Giap a Gandhi, de Juan Zamora a Enver Hoxa, de Fidel a Abu Saïd, do hinduismo ao salafismo,... dedicada a "rebentos"/debutantes "inquietos" e irrequietos], intelectual de vasta bibliografia, da
filosofia, francês e que deu à estampa o celebérrimo «Para um Diálogo das
Civilizações» - Roger Garaudy.
Como sempre a ciscar, à
superfície. Arrotear será para quem não tenha receio de arcar com a vergonha.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Imoderado “infiel”
H(aver)á, neste momento, por
todo o mundo, nas ruas, multidões de muçulmanos - moderados -, deprecantes e silenciosos, a verberar
a animalidade, em protesto pela chacina em Paris, a condenar a barbárie, a ranger
os dentes contra o terrorismo,…
A comunicação social - a estipêndio ou sob sequestro das forças sionistas - é que oculta, não divulga. Ou será porque os muçulmanos não têm esse feliz – imageticamente falando - hábito de acender círios [a propósito de tudo. Se os pensamentos soprassem: acende-te velinha!]
A comunicação social - a estipêndio ou sob sequestro das forças sionistas - é que oculta, não divulga. Ou será porque os muçulmanos não têm esse feliz – imageticamente falando - hábito de acender círios [a propósito de tudo. Se os pensamentos soprassem: acende-te velinha!]
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
[Algumas] excogitações e [outras tantas] impressões
que, entre outros, me foram instigadas por Cioran e que
adopto, adaptando.
Encontramos subtileza
— nos ociosos, nos mundanos,
nas raças indolentes e em todos aqueles que se alimentam de palavras
[a conversa(ção) é o regaço da
subtileza - por
serem insensíveis a ela é que os alemães foram engolidos pela metafísica. Ao contrário,
os povos faladores - os [antigos] gregos, os franceses,… -, peritos nos “encantos
do espírito” sobressaíram nas técnicas das ninharias];
— nos perseguidos - obrigados
à mentira, ao ardil, à tramóia, levam uma vida dupla e falsa
[o fingimento, por necessidade, excita a
inteligência. Seguros de si, os ingleses são enfadonhos - pagam dessa maneira
os séculos de liberdade em que puderam viver sem recorrer à astúcia, ao sorriso
dissimulado, às artimanhas; no pólo oposto, os judeus possuem o
privilégio de ser o mais desperto povo do mundo];
— nas mulheres - nas
quais a Natureza inscreveu que, independentemente do resto, devem embuçar desejos
e mentir
[mais a mais considerando que
o outro sexo geralmente faz gala da sua incompetência 1 – antigamente, por imposição
e 2 – modernamente, por exibição. A mentira é um[a forma de] talento
enquanto o respeito pela verdade anda de par com a falta de finura e, imensas
vezes, com a grosseria];
— nos tarados - que não estão internados.
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