Não há bicho-careta que não saiba já [e ainda bem] que
a Galp e a Ren resolveram testar a força do governo e a autoridade do Estado, fazer
um braço-de-ferro à séria.
A recusa da
Galp e da REN em “apresentar a respectiva declaração fiscal” mereceria uma
resposta mais forte e mais impressiva por parte da sociedade em geral e/ou de
cada um de nós em particular.
No meu ponto de vista mereceria mas não é o que
acontece, todavia.
É um assunto seriíssimo pelo impacto (e repercussões
de índole diversa) que daqui poderá, eventualmente, resultar na medida em que as
empresas energéticas não são as únicas passíveis de contribuição extraordinária;
ao mesmo tem sido sujeita a banca (desde 2011) e as farmacêuticas.
Os partidos que, sem excepção, se atropelam para ver
qual chega primeiro à frente das câmaras das televisões a verberar o pum que o parceiro do lado deu, face a
um “ataque” desta dimensão e natureza "dos" e "aos" relapsos disseram nada.
Mau grado a seriedade, e a importância que atribuo à
recusa contribuitiva, o certo é que a indignação tanto quanto sei restringe-se
à babosa facebookeana e deu aso à
cativação de espaço nos jornais com arrobos púberes inconsequentes como a «carta
aberta» dirigida aos Exmos.
Srs. Presidentes executivos da Galp e da REN
rogando-lhes a divulgação que «dos pareceres que vos levam a não pagar a contribuição extraordinária sobre
o sector energético»
Na minha opinião é uma garotice. Não seria caso o
autor e remetente ao invés de afagar o ego obtendo aplauso generalizado nas
redes sociais, correr pela produção e publicitação de um lastro de cidadania
que o alcandore ao estatuto de desejado pelos partidos «com que mais se
identifique» e olho nas legislativas de 2015, tivesse optado por declarar o
empenho na denúncia, divulgação e implementação de um movimento social de renúncia, boicote, aos serviços da rede
de distribuição de combustíveis da Galp, por exemplo - de forma a fazê-los a ponderar o peso económico-financeiro de 1 - não pagar a CE (contribuição extraordinária), pagando a parecística e 2 - ver ir por água abaixo a rede de distribuição de combustíveis ou uma redução apreciável de consumidores de gás natural na Galp Energia.
Não foi isso que fez nem terá sido a isso que se propôs até porque uma iniciativa dessas talvez representasse
uma instigação a que o patrão o encostasse à parede e, no limite, despedi-lo além de - há que dizê-lo - Portugal desmerece
tamanha dedicação, de facto.





