
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Ontem foi amanhã
uma
bela crónica, esta, «a crise do euro tem um responsável claro, os sacanas dos bancos», de Ricardo Reis.
É
evidente que nos bancos há (muitos) sacanas. Não será esse o problema, todavia.
Talvez seja que a sociedade está pejada de sacanas e, antes dos bancos vem a
política, pejada de sacanas da mais variada índole e de todas as cores. Ou
deixou de ser verdade que «numa sociedade sã» [segundo os meus critérios] «é a
“política” que comanda a finança»?... partindo do princípio que os sacanas
sejam estes e as sacanices sejam tão contemporâneas quanto eles. Sucede que não
é verdade uma coisa nem outra.
Como
rémora, de par com essa arenga corre sempre uma outra, vocalizada pelos
imarcescíveis quiçá imprescindíveis arlequins de teor justicialista [nas perspectivas aristocrática e da fina flor do entulho], justiceira [na
perspectiva brega], ético-moralista [na
perspectiva lírico-filosófica], etc…
em que é verberada a dita promiscuidade.
Fazer
um varrimento à intemporalidade
da sacanice, dos sacanas da política e da finança, à promiscuidade e às esterqueiras onde uns e outros
viceja(ra)m, etc e tal… está à
disposição de quem queira -- à disposição e para todos os gostos e "sensibilidades".
Se
há assuntos fascinantes, a «história da moeda» [uma
sucessão de “episódios” de “génios” da finança, falidos e monumentais golpadas
instigadas por políticos, não sancionadas ou melhor, sugeridas pelos Estados
que ilustram de forma vivida o comportamento e a loucura humanas] é um
deles.
Charles
Keating, John Law, Luis XV, Tommaso Contarini, Robert Morris, Esquema do
Mississipi, Bubble Acts, Companhia das Índias Orientais,… serão boas
“entradas”.
Se fôr parvo, deslumbre-se; se não fôr, tampone os ouvidos.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
les beaux et grands esprits se rencontrent
«(…)
a parte visível, ostentatória, do sussurro que por aí vai e já me chegou aos
ouvidos -- o de que os tribunais estão a ser muito severos com os Varas e as
Maria de Lurdes»
JMF
sábado, 11 de outubro de 2014
Semo cagai *
"A história da PT há-de ser devidamente contada… não por mim, mas pelos jornalistas. Se eu nunca disse o que se passou, não é agora que vou dizer. Os jornalistas têm matéria mais do que suficiente para pegar na história"
Belmiro de Azevedo
Em
2006 Belmiro de Azevedo leia-se Sonaecom, lançou uma Oferta
Pública de Aquisição à PT -- 11 MM€. Entre 2006 e
2007, entre o lançamento e o insucesso [da
OPA], Zeinal Bava destacou-se na oposição à “aquisição”. Em Março de
2007, após um processo que durou mais de um ano [consultar aqui ] a maioria dos accionistas
votou contra a desblindagem dos
estatutos
[condição essencial para o sucesso], fazendo cair a OPA.
Henrique Granadeiro
Nessa
ocasião, finos como um alho, sagazes e ladinos como são diziam que «quem
não pode como quer, quer como pode».
A vitória ribombou. Semos danados; ninguém nos come.
A
circunstancial “aliança” [opiniática e não vinculativa
porém…] entre proeminentes e putativos liberais e empedernidos inimigos do
«grande capital e da finança» pode ler-se aqui, por exemplo.
Oito anos passados,
muitos abusos, relaxe e vigarices pelo meio, a PT vale “a ponta de um corno”, talvez.
Equivale
por dizer que «quem não sabe nem aprende, por asno se vende».
* «estamos na merda»,«estamos lixados»
em triestino, dialecto falado na região de Trieste
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