domingo, 14 de setembro de 2014

Com espada, mas sem novelo

O imperador Carlos Magno tentou, sem êxito, aprender a ler e a escrever.


Da mesma maneira se pode fracassar ao tentar aprender um modo de pensar. Nunca se chega a ser fluente nele.
De que vale a espada a Ariadne se, coitada, não tem novelo?
... razão tem Niels Hav ao dizer que «podes passar uma vida inteira acompanhado de palavras sem que encontres a adequada. Tal como um pobre peixe embrulhado num jornal húngaro: primeiro, estás morto; segundo, não entendes húngaro». Há quem diga o mesmo de forma mais chã mas igualmente assertiva «coisas há que são para quem pode; não para quem quer».

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Fernando Pessoa

pranteia carências


Não tinha Facebook, obviamente. Houvesse e Pessoa, lá do seu ascetério, ao invés de se deixar embalar até ao entorpecimento por toda aquela profusão afectiva e de cultura com inúmeras demãos em segunda mão, deploraria os excessos de impudor, lambança, porcaria,…

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Folclore



Eructações de titeriteiros do teclado; “coisas” de fanfarrões do click, fajutas.





domingo, 7 de setembro de 2014

Gaguez societal

Há criaturas que adormecem e acordam para o dia seguinte cientes de que algo, por mais incipiente que seja, mudou/a. Não os lastimo.
De entre gagos e estúpidos, a pouca solidariedade que tenho para disponibilizar está sempre reservada para os gagos -- pressupondo que a “limitação” é somente a que justifica o substantivo; que não extravasa a disfluência fonológica. A razão parece-me óbvia. Não sendo, exemplifico 
__ a constatação/”notícia” abaixo é um [de muitos] resultados da disfluência societal  __



Da lamúria e das carpideiras