sexta-feira, 18 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
O desabrochar dos carpelos
Poucos deram por isso [se foram mais do que uns poucos, as minhas
desculpas: andei distraído].
A preocupação desses poucos com a ajuda do 1 -- desinteresse da comunicação social [não era assunto que vendesse papel ou garantisse shares de audiência], 2 – com o sequaz, criminoso, silêncio dos partidos,... [tudo que não produza resultados imediatos não ganha votos], 3 – a oposição passiva dos eventuais “candidatos” [a procriar], 4 – o respaldo de uma determinada «euforia perpétua» que privilegia o lema, “epicurista”, «carpe diem quam minimum credula postero» [aproveite o dia de hoje e desconfie do amanhã] acima de todas as “coisas” e 5 – a circunstância de entretanto ter surgido a «crise» [um aliado imprevisto(!) que logo foi instituída como alibi e sossega consciências], valeram nada.
A preocupação desses poucos com a ajuda do 1 -- desinteresse da comunicação social [não era assunto que vendesse papel ou garantisse shares de audiência], 2 – com o sequaz, criminoso, silêncio dos partidos,... [tudo que não produza resultados imediatos não ganha votos], 3 – a oposição passiva dos eventuais “candidatos” [a procriar], 4 – o respaldo de uma determinada «euforia perpétua» que privilegia o lema, “epicurista”, «carpe diem quam minimum credula postero» [aproveite o dia de hoje e desconfie do amanhã] acima de todas as “coisas” e 5 – a circunstância de entretanto ter surgido a «crise» [um aliado imprevisto(!) que logo foi instituída como alibi e sossega consciências], valeram nada.
Foi o que, até à data, sucedeu com o problemão demográfico.
Há oito/sete anos, despretensiosamente, dediquei algumas linhas ao
assunto e num desses textos, recordo, escrevi que íamos a caminho de nos
reduzirmos a uma diminuta «tribo» [com
as inevitáveis consequências].
Se há meia-dúzia de meses só se dedicava ao assunto quem
profissional ou academicamente o tinha de fazer, agora parece estar no topo das
agendas de qualquer bicho-careta. Sugere que não há fome que não dê em fartura.
Sugere e bem… de que são muitas as vontades subjugadas pelos parcos pecúlios, de
boas intenções e melhores palavras. Querem
lá ver que daqui a dois ou três anos terão de reabrir as maternidades
encerradas?!
domingo, 13 de julho de 2014
Do abadágio neste abadengo
Se há assunto sobre o qual os rapagões e as dulcineias do BE estão bem informados é que António
José Seguro não está, nunca esteve muito virado para aggiornamentos gramscianos e se as palavras ainda contam alguma
coisa, António Costa não morre de
amores por eles a não ser que politicamente designar o próximo de «parasita»
seja uma labareda de paixão. Por
outro lado, política de mesa de café, tertúlias líricas, assembleias de
condóminos, palmilhar avenidas debaixo de um calor sufocante para levar a
passear t-shirts guevarianas e boinas
bascas, goelas abertas a entoar slogans de resistência e luta é “coisa” mais
para púberes do que para dandies por
maior que seja o empenho cívico reclamado.
Ora se teoricamente as premissas gramscianas são muito respeitáveis na prática o jesuítico-maquiavélico preceito «o fim
justifica os meios» vem ajoujado de seis séculos
de comprovação falsificacionista
«Na sua génese,o Bloco assumepois, como compromisso matricial,o papel da construção de pontese dofomento do diálogoentre as esquerdas,procurandonesses termosestimular um processocomumde renovaçãoprogramática, capaz de superar os bloqueios gerados pela crise da social-democracia e pela queda do muro de Berlim.Passada quase década e meiada sua existência,constata-seporémo abandonoconsciente e reiteradamenteafirmadonos últimos anosda missãopolítica em que assentou a criaçãodo Bloco de Esquerda»
A primeira, Penélope, a deixar de estar disposta para
continuar a misturar o seu Channel com o cheiro a sovaco do povo foi a Joan(inh)a Amaral Dias,
e mais a mais há o pedigree; o
segundo, Narciso, que quebrou as grilhetas que o constrangiam à pequenez do
Bloco foi Louçã
que, qual Pigmalião, anda agora esculpindo a estátua de si; o terceiro, Dionísio,…
depois de provar os aveludados assentos do anfiteatro de Estrasburgo foi Rui Tavares
e, porque não há quatro sem três, adivinhava-se que aquela Alice, leia-se Ana Drago,
não suportaria cultuar aquelas personagens
enigmáticas, daquele povoamento de
criaturas esquisitas que vivem aprisionadas a paradoxos lógicos e argumentos
circulares por muito mais tempo mais a mais sabendo que o que vivia era o que corria do
outro lado do espelho, abandonada que tinha sido já pelo Coelho Branco.
Não se resiste aos ares do tempo e o mundo não está, aliás nunca esteve para exaltações, utopias e dislates oníricos. Tudo tem seu tempo e uma coisa é
aceder à mesa, convidado, outra é vigiar
os comensais.
António Costa, bom republicano e (socialista) «fabiano»
que é, necessita de quem, passada a refrega, desenrole a passadeira vermelha e
vá de libré testemunhar e nobilitar a
posse.
Quem porfia alcança e quer
a vontade de comer quer a fome aguçam o engenho.sábado, 12 de julho de 2014
“Coisas” extraordinárias,
de um país extraordinário, habitado por gente extraordinária.
Em vôo, caíram peças de um avião da TAP. Julgo ser um incidente extraordinário;
julgo também que, soltarem-se peças de um avião, seja pouco
recomendável e inconveniente.
As “peças” que despencaram do aparelho, escreve a “jornalista”,… «SÓ»… Se a falência dos materiais tivesse causado um buraco na fuselagem e a acção da gravidade feito com que por lá saísse um passageiro, afivelado ou não ao assento, suponho que a Filipa, a “jornalista”, sossegar-nos-ia escrevendo que «SÓ» tinha caído um passageiro.
Um, entre duzentos e tantos, dá para aí …% (façam as contas).
Há mais [por atacado dói menos]
--
as “peças” causaram feridos, sim, mas MATERIAIS. Acaso ocorressem em animais
independentemente do modo de locomoção, imagino, seriam DANOS.
Espero, sinceramente, que a Filipa faça parte do “lote” dos 140 a quem a Controlinveste
se prepara para pôr uns patins. Há tanta gente competente, desempregada. E que
quer trabalhar.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O "inimigo" somos nós
Anteontem, ao editar Combater
o “inimigo, se havia “coisa” inimaginável seria ver as minhas palavras “corroboradas” por Mário Soares
“Estamos a fazer tudo para arrasar o nosso próprio país e isso é inaceitável, de maneira nenhuma aceitável”.
Corroboradas
com aspas já que a homologação é mais pela forma do que pelo conteúdo. Soares, por razões ideológicas e
político-partidárias, tem na ideia um preciso e determinado rol de
personalidades e eu, garanto, por razões de mera cidadania, tenho na ideia
outro rol mais abrangente onde estão inclusas parte, reconheço, das
personalidades a que Mário Soares se
refere.
Mário Soares não inclui no seu rol de perpetradores, Francisco Louçã e um
rebanho de acólitos de menor relevância que em seu redor balem e que, intermitentemente, procedem como autênticos “terroristas”.
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