Nestes
dias de júbilo e desvelo democrático [tem a sua
graça assistir a uma “festa” em que os folgazões exibem carrancas, dentes e
punhos cerrados, espuma nos cantos dos lábios e apelo à luta] as redes sociais foram encharcadas de citações __ umas, a
maioria, de Marcelo Caetano; outras de Oliveira Salazar.
A
mais papagueada [ou regougada, não
sei] «em
poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras
nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional.
Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suiça, o golpe de
Estado foi o princípio do fim. Resta o sol, o turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa» de Marcelo Caetano.
O(s) disseminador(es) com propósito, óbvio,
“trabalharam-na” em conformidade com os seus escopos.
A citação correcta é
«Sem o Ultramar
em poucas
décadas estamos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade das nações ricas,
pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação
que estava em vésperas de se transformar numa pequena Suiça, a revolução foi o
princípio do fim. Restam-nos o sol, o turismo, a pobreza crónica e as divisas da emigração, mas só
enquanto durarem.
As
matérias-primas vamos agora adquiri-las às potências que delas se apossaram, ao
preço que os lautos vendedores houverem por bem fixar. Tal é o preço por que os
portugueses terão de pagar as suas ilusões de Liberdade!»
num dia de 1978 em que MC, depois de visitar
e proferir uma “palestra” no Liceu Literário Português / Rio de Janeiro, foi visitar
as obras de restauração e modernização no Convento de Sto. António.
Independentemente
de pontos de vista e/ou origem, a isso chamo «elidir a má consciência».

