terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Já nascem velhos
Desconheço
se está a colher algum entusiasmo a perspectiva do aparecimento de uma «nova»
força política [na minha área político-ideológica] – Nós, cidadãos. A
curiosidade levou-me a ler
1 -- o comunicado que o IDP [Instituto Democracia Portuguesa] fez sobre a expulsão
de Capucho do PSD [algo que não lhes
respeita mas caso respeitasse deveria ser usado para recordar ao sr. Capucho
que exactamente o seu histórico é, na circunstância, agravante ao invés de ser “reclamada”
atenuante],
2 -- aporrinhar as retinas com a extensa
“nota” ínsita no Público, e soçobrei… já não perdi tempo a ouvir a entrevista
do gen. Garcia Leandro a uma rádio.
A
velhice, no sentido de savoir-faire e
sabedoria, deveria ser uma virtude. Ora, com este pessoal, é defeito. Esta
gente propõe-se erigir “coisas” novas e mal começam a assentar os primeiros
tijolos, adivinha-se “como” e “com que” defeitos vai ficar o murete; das
palavras aos actos [por mais prosaicos e irrelevantes que sejam]
estão carregados de vícios.
Nascem
velhos, carregados de vícios e a pigarrear.
Terá
sido perguntado a Mendo Castro Henriques se «Nós,
cidadãos é…?». A resposta foi um eloquente, esclarecedor e original “Não confirmo, nem
desminto”.
Cliché. A langue de bois é uma interminável série de clichés e serve para falar sem nada dizer.
Uma pobreza franciscana.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Fui à "missa"
Para
crises profundas existem, que eu conheça, algumas “soluções”: a schumpeteriana, a redistribuição do
rendimento e riqueza, a “solução” keynesiana, a da frente externa leia-se incremento das exportações e outra
tão medonha que, por isso, não “pronuncio”.
No
transacto fim-de-semana fui à “missa” celebrada pelos “padres” Pierre Pâris e
Charles Wyplosz.
Uma “homilia” gigantesca; uma seca. Maldisse a mania que tenho
de chegar a horas, ouvir de princípio a fim, ler da primeira para a última,
páginas.
…menor
teria sido a estopada, e igual o proveito, acaso me tivesse proposto a “ouvir”
as «conclusões», apenas.
Bastar-me-ia
ouvi-los concluir que «qualquer reestruturação da dívida pode produzir [eu diria,
produz sempre] incentivos
perversos. Os governos “servem” as suas dívidas normalmente apenas, e só, por
temerem as consequências de não o fazer» e sobre a sua “proposta”/mecanismo que
1 – poderá «incentivar a acumulação dívidas
públicas, de novo»;
que
para ser exequível terá de 2 -- «incluir um
Pacto [com força bastante] de disciplina fiscal
comum, e exigente, “emoldurado” pelas disposições constitucionais adequadas»
por forma a 3
– «sancionar», expondo-os às “malfeitorias mercantis”, «governos indisciplinados».
E ainda
que
4 -- «os custos são muito», muito «elevados», reconhecendo que 5 -- «a
mais forte oposição a qualquer reestruturação [no caso, haircut de parte e alisamento do remanescente substituindo as obrigações dos Tesouros por «perpetuidades», obrigações perpétuas, à taxa zero] da dívida é
política».
Ora bolas!
Subscrever:
Mensagens (Atom)