quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Fui à "missa"
Para
crises profundas existem, que eu conheça, algumas “soluções”: a schumpeteriana, a redistribuição do
rendimento e riqueza, a “solução” keynesiana, a da frente externa leia-se incremento das exportações e outra
tão medonha que, por isso, não “pronuncio”.
No
transacto fim-de-semana fui à “missa” celebrada pelos “padres” Pierre Pâris e
Charles Wyplosz.
Uma “homilia” gigantesca; uma seca. Maldisse a mania que tenho
de chegar a horas, ouvir de princípio a fim, ler da primeira para a última,
páginas.
…menor
teria sido a estopada, e igual o proveito, acaso me tivesse proposto a “ouvir”
as «conclusões», apenas.
Bastar-me-ia
ouvi-los concluir que «qualquer reestruturação da dívida pode produzir [eu diria,
produz sempre] incentivos
perversos. Os governos “servem” as suas dívidas normalmente apenas, e só, por
temerem as consequências de não o fazer» e sobre a sua “proposta”/mecanismo que
1 – poderá «incentivar a acumulação dívidas
públicas, de novo»;
que
para ser exequível terá de 2 -- «incluir um
Pacto [com força bastante] de disciplina fiscal
comum, e exigente, “emoldurado” pelas disposições constitucionais adequadas»
por forma a 3
– «sancionar», expondo-os às “malfeitorias mercantis”, «governos indisciplinados».
E ainda
que
4 -- «os custos são muito», muito «elevados», reconhecendo que 5 -- «a
mais forte oposição a qualquer reestruturação [no caso, haircut de parte e alisamento do remanescente substituindo as obrigações dos Tesouros por «perpetuidades», obrigações perpétuas, à taxa zero] da dívida é
política».
Ora bolas!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Não levantem a alcatifa

Quem
me conhece sabe [os que me desconhecem podem
aquilatá-lo pelas palavras editadas] que pouco há, ou nada, que mais me fundo
me toque, me ponha pele de galinha ao ponto de me dar vontade de correr p’rá
rua a bradar o Hino Nacional do que confissões e proclamações de indulgência,
filantropia, complacência, comiseração, piedade, solidariedade e outras de
índole caritativa para com a desgraça alheia.
Por
maioria de razões mais me tocam as de carácter institucional -- suspeito que pela
solenidade inerente.
Se
o afirmado é a mais pura das verdades também é verdade que são muitas as vezes em
que lastimo a falta de imaginação dos “preocupados”, dos “condoídos”, “solidários”,
etc…
A
Sra. D. Assunção Esteves, dra., presidente da AR, consta, está empenhadíssima
em comemorar com um programa ambicioso o quadragésimo aniversário do putsch.
Do
“programa” [idealizado e desejado pela sra.]
parece constar um
desfile [presumo misto, meio militar/meio paisano –
o povo saiu à rua!] no qual participarão chaimites ornamentadas com
cravos [também presumo que serão vermelhos] criados
pela artista plástica Joana Vasconcelos [este é o
tique saloio ou toque regimental], um ciclo de cinema sobre Direitos
Humanos e uma conferência [lá vão fazer prova de vida, ouvir-se] "Os
paradigmas do futuro".
Nada
mais apropriado do que a ênfase nos Direitos Humanos sobretudo se lhe forem
apensos com particular esmero e importância [tipo
anverso da moeda] os «Deveres» e as «Obrigações» de todos os dignitários.
Lamento
pois que à sra., não tenha lembrado enobrecer a verdade, fazer jus à realidade,
rememorar os democratas e os desenvolvimentistas,… promover em Lisboa [e no Porto] um desfile de sem-abrigo por exemplo, atrás das chaimites engalanadas ou no
palco onde falarão, do futuro, os holísticos e outros profissionais do salsifré.
E,
já agora, entro nas comemorações dessa merda com este vídeo
Uma mão lava a outra
A
Sra. D. Assunção Esteves, dra., presidente da AR, propôs recorrer ao mecenato para
suportar as manifestações de regozijo no próximo 25 de Abril.
A
reacção imediata é uma descarga de bílis – ora
essa! – mas, refeito da surpresa e pensando melhor, acho que tem muitas e boas
razões para o propôr.
Patrocínio
dá quem quer e pode. Não sou eu certamente que está em condições de o dar -- por
não poder e caso pudesse, sob pretexto algum me prontificaria a dar.
Estou convicto que podem,
e "devem", os “gigantes” domésticos e uma legião de gigantones, satélites, que,
da sua natureza aos dividendos, devem imenso ao regime, ao "sistema" e outro tanto
a toda a espécie de incumbidos -- electivamente
instituídos ou nomeados.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Warning
«[…] não existem activos sem risco, pelo que [a dívida
dos países] soberanos não são activos sem risco. Isso já está demonstrado;
agora temos que agir. Temos que permitir que alguns [bancos]
desapareçam de uma maneira ordeira […]»
Danièle
Nouy
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