26 de janeiro de 2014

É da praxe

Sobre praxes e praxados nada tenho a escrever. Ou tenho, mas pouco e por praxe.
A minha opinião passa, mais detalhe menos pormenor, por aqui
 
«pouco, ou nada, haverá que resista incólume à porcaria»
 
mas como para detalhar e estatuir «porcaria» teria de cuidar mais das causas do que das consequências, das praxes direi mais ou menos o mesmo que escrevi sobre as claques desportivas que por sua vez, e na essência, não difere do que por mim foi escrito sobre a mortandade nas estradas,…

Pretendendo saber que aspecto tinha enquanto dormia, um imbecil pôs-se à frente de um espelho com os olhos fechados.
Se a matula entende que a(s) responsabilidade(s) da(s) desgraça(s) é/são, à vez ou por atacado, a qualidade da estrada, a intempérie que desabou, o granizo, o gelo, as falhas de fiscalização ou, no limite, o raio que os parta pois então que seja.

25 de janeiro de 2014

Um “crepúsculo” arrebatador

Na Arménia, do outro lado do rio Akhurian, fronteira oriental da Turquia, os vestígios da outrora grande metrópole, Ani -- "a cidade das mil e uma igrejas".
Há mais de 1.600 anos, Ani, encruzilhada de várias rotas comerciais, foi cidade muralhada com mais de 100.000 habitantes. Nos séculos seguintes, a região foi invadida, inúmeras vezes, por imperadores [bizantinos], otomanos, arménios, curdos [nómadas], georgianos e russos.
…definitivamente abandonada por volta de 1700, desintegrou-se às mãos de saqueadores, vândalos,…, dos turcos que sempre tentaram obliterar a Arménia da história e a “ajuda” da natureza, implacável.
 

Não há pachorra para Calimeros

24 de janeiro de 2014

A ira dos dendritos

               Andam indignados os “cientistas”, agora. Me parece que os cientistas, esses, nem tanto assim ou se andam, dão a saber a sua indignação a quem de direito por formas menos folclóricas e histéricas [o facto de à cabeça da luta se ter erigido uma “cientista” social, D. Raquel Varela, é suficiente para saber com uma pouco provável e dispicienda margem de erro de onde vêm e o que pretendem].
Há um exemplo de quem lidou bem com um “movimento” de características semelhantes e com o mesmo objectivo e que, na ocasião, mereceu da parte de proeminentes “intelectuais da cançoneta” acorrentarem-se ao gradeamento de uma casa de espectáculos -- refiro-me, claro, ao movimento de “indignados da culturae ofícios afins”, no Porto, face à expedita resolução de Rui Rio. Que o município deixou de sustentar uma dúzia e meia de inúteis “proxenetas culturais”, deixou; que a cultura portuense tenha perdido alguma coisa, não perdeu.

Parto do princípio de que as derradeiras decisões não estejam isentas de erros, máculas de vária índole ou mesmo propósitos mas, depois do que tive oportunidade de verificar, fico sem dúvidas quanto á necessidade de «fazer a poda». «É preciso podar, e estaria talvez na altura de o fazer»
Maria Mota
 
 
Concurso de Projetos Exploratórios de IC&DT - 2013
(em todos os Domínios Científicos)

EXPL/NEU-SCC/1193/2013 -- A sabedoria do faminto: modulação por ghrelina da neurogénese e da sua relação com a memória. Jorge Valero Gómez-Lobo, Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNBC/UC). €49.980
EXPL/ECM-TRA/2416/2013 -- Indicadores de Acessibilidade e Atratividade Pedonal: Ferramenta de avaliação e gestão da caminhabilidade urbana. Filipe Manuel Mercier Vilaça e Moura, Associação do Instituto Superior Técnico para a Investigação e o Desenvolvimento (IST-ID). €44.575
EXPL/ECM-HID/1663/2013 -- Estudo numérico e experimental do escoamento em torno de pilares complexos. João Pedro Gomes Moreira Pêgo, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FE/UP). €48.024
EXPL/EEI-ESS/2542/2013 -- Estudo Exploratório de Falhas em Aplicações Distribuídas na Cloud. Raul André Brajczewski Barbosa, Universidade de Coimbra (UC). €37.858
EXPL/FIS-AST/1608/2013 -- Testes cosmologicos da gravitacao. Nelson Jose Godinho Nunes, Fundação da Faculdade de Ciências (FFC/FC/UL). €35.164
EXPL/MAT-NAN/1761/2013 -- Roteamento e gestão de stocks. Agostinho Miguel Mendes Agra, Universidade de Aveiro (UA). €21.750
EXPL/MAT-STA/0622/2013 -- Desenvolvimento de Extremos no Tempo e no Espaço. Cláudia Margarida Pedrosa Neves, Fundação da Faculdade de Ciências (FFC/FC/UL). €34.500
EXPL/GEO-GEO/0714/2013 -- Modelação da ligação tectónica chave entre a falha da Gloria e o sistema de falhas SWIM ao longo fronteira de placas Eurásia-Nubia (NW Atlantico). Filipe Medeiros Rosas, Universidade de Lisboa (UL). €49.936
EXPL/GEO-GEO/1253/2013 -- Proveniência e potencial económico dos arenitos Triásicos em Portugal. Cristina Maria Pinto Gama de Castro Pereira, Universidade de Évora (UE). €41.040
EXPL/IIM-ECO/0817/2013 -- Concorrência Cambial: Líderes e Guerras. Alexandra Maria do Nascimento Ferreira Lopes, ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). €28.080
EXPL/IIM-ECO/1207/2013 -- Por dentro da crise: (dis)funções e desempenho do mercado de trabalho. Priscila A. M. Ferreira, Universidade do Minho (UM). €14.939
EXPL/IIM-ECO/1615/2013 -- Discriminação de preços com base no comportamento de compra dos consumidores em mercados multiproduto. Rosa Branca da Silva Vilas-Boas Esteves, Universidade do Minho (UM). €14.680
EXPL/IIM-ECO/1787/2013 -- Governância local, selecção de candidatos e agência política. Susana Maria Fernandes Peralta Perelman, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (FE/UNL). €34.158
EXPL/IVC-SOC/2340/2013 -- Rotinas, reflexividade e mudança no consumo de energia associado ao uso dos media eletrónicos pelos adolescentes em tempo de escassez. Ana Maria do Rosário Rei Silva Horta, Instituto de Ciências Sociais (ICS/UL). €49.726
EXPL/IVC-COM/2191/2013 -- Activismo juvenil em rede: media digitais, movimentos sociais e cultura participativa entre jovens activistas. José Alberto de Vasconcelos Simões, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/UNL). €30.196
(…)

23 de janeiro de 2014

Cronicar em dia soalheiro


          «O que não tem remédio, remediado está» embora, para o caso, a questão não seja propriamente de remédios, mas de opção: deixar ou não deixar, andar.
 
          Sempre ouvi dizer [por quem pode] que, a existirem, serão x vezes elevado a n mais inteligentes e evoluídos do que os terráqueos. Nunca duvidei; parece-me óbvio.
          Os serviços de inteligência russos possuem provas irrefutáveis da existência de vida inteligente noutros planetas e, pior [desagradou-me imenso], os Estados Unidos da América são, desde meados do século passado, governados por extraterrestres. Ora se Edward Snowden, que viu e sabe o que eu só de ler fico com suores frios, quem sou eu p’ra duvidar?
Se “eles” cá estão e “nós” ‘inda agora suspeitamos se o «erro» do cartaginês Aníbal Barca terá sido a proveniência dos elefantes [como pôde um general crer no que quer que seja originário do corno de África! Era um tótó] mais do que as adversidades [as precárias condições e a exiguidade dos caminhos não terão sido irrelevantes], a invernia, o peso dos mastodontes e…
Isto, por um “lado” [como chegámos até aqui]; por outro -- como serão os assuntos resolvidos --, faça-se fé na “premonitória” de Bill Gates «até 2035 nenhuma nação será tão pobre quanto qualquer uma das 35 que o Banco Mundial classifica actualmente como de baixos recursos, mesmo ajustando a inflação (…) existem "três mitos" que bloqueiam o progresso dos pobres: os países pobres estão condenados a ficar pobres; a ajuda externa é um grande desperdício e salvar vidas leva ao excesso de população (…) Acreditar que o mundo está a ficar pior, que não podemos resolver a extrema pobreza e a doença, não é apenas um erro. É prejudicial (…) O mundo está melhor do que nunca. Em duas décadas, será melhor ainda»
Se Bill Gates o diz quem sou eu p’ra duvidar?
          Como «não há bela sem senão» encontrei, na profecia, uma “incongruência” «a maioria dos países terá um PIB per capita em 2035 maior do que tem hoje a China». Deduzo que terá sido problema na folha de cálculo e que não esmiuçarei por se tratar de aritmética, algo incompatível com o presumido timbre, engraçadístico, da croniqueta. Se não fôr, será birra ou capricho meu [o José Rodrigues dos Santos também se despede de mim, quando o vejo, com um suspeito piscar de olho e por mais que eu desgoste toda a gente lhe acha muita gracinha, porra].
          Que o dia vai bonito, vai.

18 de janeiro de 2014

Rapidinhas

A matula interiorizou que a escolaridade obrigatória em Portugal é o 12º ano.
A Lei que «estabelece o regime de escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontrem em idade escolar» é a Lei nº 85/2009 de 27 de Agosto que, no nº1 do art. 2º, diz «consideram-se em idade escolar as crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos de idade» e no nº4 que «a escolaridade obrigatória cessa, independentemente da obtenção de diploma de qualquer ciclo ou nível de ensino, no momento do ano escolar em que o aluno perfaça 18 anos».
A escolaridade obrigatória não é o 12º ano mas se a matula entende que é, pois então que seja.
ي
«A partir de 2015 o programa de português mudará e voltará* ao paradigma dos anos 1980: literatura e autores em detrimento das "competências"»
               *os do Expresso escrevem «vai mudar e vai voltar»
                [pavor ao futuro, deduzo]
Esta, com auxiliar ou no futuro, a matula entende. Abreviando
 
 

11 de janeiro de 2014

A essência do "sangue"

da “aristocracia” [socialista ou não, mas republicana e laica] e, bom de ver, daquela parte do “proletariado” que os primeiros procuram não deixar pelo caminho [imagino que as razões serão do domínio do «utilitarismo»]
Não são sempre os mesmos? Claro que, mais apêndice * menos nódulo, são sempre os mesmos
Admirado?! Não; isto, sem preciosismos, vem sendo assim pelo menos desde D. João III.


* no caso o(s) apêndice(s) são as nobilíssimas cinco famílias de Coimbra da SANFIL das quais se destaca, para o comum dos mortais e por razões óbvias, a «Amaral Dias» da inteligentérrima e empertigada ex-bloquista Joan(inh)a... tudo gente de uma rara e indiscutível sensibilidade social ou não teriam sido, em devido tempo, “cooptados” por essa imarcescível "linhagem" soarista.

10 de janeiro de 2014

Verberaria a "nacionalização" do meu ente querido

Do parecimento de Eusébio ninguém leu uma palavra minha além dessas [5.1.14] instigadas pela repulsa que me causou o obnóxio depoimento de Soares.
 

A trasladação de Eusébio para o Panteão nacional, mais do que merecido, não é assunto [alguém -- pessoa singular, colectiva, instituição,… -- o sugeriu e obteve consentimento da família?]. Fosse meu familiar e até ao limite, opôr-me-ia a que quaisquer hordas de fanáticos e outras trupes pudessem usá-lo. Jamais consentiria que servisse de terapia a taras da mais variada índole e natureza e/ou sublimação ao intrínseco complexo de inferioridade colectivo.
Como estou convencido que a propriedade dos restos mortais de Eusébio é da família tudo o que anda por aí a ser propalado, é um abuso.
Claro que de essas apreciações fariam parte “juízos” sobre o familiar
[Eusébio «um génio de profissão» rodearem-no de «mediocridades» alguns dos quais «nunca se distinguiram por terem ajudado a humanidade ou os portugueses»]corroborados por VPV

 

4 de janeiro de 2014

Deslocar o centro do mundo


 
«O desejo de medir a China sobretudo, e muitas vezes exclusivamente, pelo padrão ocidental é falacioso. Na melhor das hipóteses, expressa uma estreiteza de espírito algo inocente; na pior, reflecte uma omnipresente arrogância ocidental, uma crença de que a experiência é universal em todas as matérias importantes. Tal poderá tornar-se uma desculpa para não nos darmos ao trabalho de compreender nem de respeitar a sabedoria e as especificidades das outras culturas, histórias e tradições. O problema, conforme Paul A. Cohen observou, é que a mentalidade ocidental – nutrida e moldada pela sua longa ascendência --, longe de estar imbuída de uma perspectiva cosmopolita é, na realidade, altamente provinciana, acreditando no seu próprio universalismo ou, para dizê-lo de outra forma, na sua rectidão e eterna relevância. Se já temos as respostas, e se estas são universalmente aplicáveis então pouca coisa, ou nada, temos a prender com os outros.(…)» p.p.706
 
«Um útil correctivo para os que acham que as superpotências emergentes, entre as quais a China, se recriarão à imagem da América»
Financial Times


 
 

3 de janeiro de 2014

A favor ou contra?


O bolso é o algeroz por onde escorrem as ideias, as opções políticas e a consciência social

«A consciência do homem comum mora no bolso»
Monteiro Lobato
 
 
É tudo. Mais do que isto é esbanjamento. Ou proselitismo.