30 de novembro de 2013
28 de novembro de 2013
24 de novembro de 2013
A fava
«Enquanto a polícia procurava o psicopata que andou
aos tiros por Paris (e pelo jornal de esquerda Libération), inúmeros
jornalistas preparavam os teclados para uma história-tipo do solitário de
extrema-direita que abomina imigrantes em geral e árabes em particular, além de
manter conversas no Facebook com organizações protonazis. Acrescentavam-se dois
parágrafos acerca do perigo dos nacionalismos e o artigo estaria pronto.
Azar.
Saiu-lhes Abdelhakim Dekhar, com um interessante
dinamismo em grupos de extrema-esquerda e participação em acções de
"okupas", aliás já envolvido em diversos homicídios nos anos 1990.
Para cúmulo, é árabe. E, surpresa das surpresas, muçulmano. Não se faz.»
Alberto Gonçalves
23 de novembro de 2013
A lucidez nunca me desampare
Vasco
Pulido Valente inicia a “crónica”, hoje publicada, verberando, sim, os mais recentes eflúvios soáricos. Mas não sem que o incense, lhe conceda uma caritativa atenuante, difusa numa
presuntiva dúvida [que Mário Soares não percebe ou deixou de ter “condições”
para perceber]
«O dr. Mário
Soares não percebe, ou não quer
perceber, que prevenir contra a violência é ao mesmo tempo um
incitamento à violência. E pior do que isso nunca explica em que espécie de
violência está a pensar.»
22 de novembro de 2013
[Poder] levar a mão ao pote
Soares,
e alguns outros que o acolitam, sabe bem o que está a fazer.
O
“problema” dele(s) não é propriamente o dos «zés-ninguém» ou sequer, os
«ataques miseráveis» à Constituição e aos direitos nela consignados.
O
“problema” é que estão negociados e foram homologados, por parte das
instituições europeias, os pacotes legislativos
e financeiros da Política de Coesão para o período 2014-2020. E são mais de
20MM €.
Em política não se toma partido sobre «algo» baseado em
valores ou ideias. Não é disso que se trata em política. Política é igual a
poder e poder é a capacidade que alguém tem de determinar as acções dos outros
ou seja, fazer com que os outros [por ameaça, manipulação, coacção ou
“comissão”] façam o que ele quer que seja feito. A política trata de pessoas e
meios; não de valores ou fins. O que trata de valores e fins é a filosofia, a
religião,…
ou seja, o âmago [silenciado] do “problema” deles,
quer dos que estão no governo [PSD/CDS] quer dos que estão nas escadarias de
acesso [PS], é o de quem acede directamente ao pote. Daí a
pressa. Seguro não
lobrigou mas Soares, que tem oitenta e tantos anos de sabedoria na arte de
perscrutar, de farejar o bom-bom,…
21 de novembro de 2013
Conferências patrioteiras
![]() |
| propositadamente "roubada" ao Abrupto/JPP |
Pondo de lado a natureza das razões para tamanho desespero há que questionar os porquês do “desespero”.
Das razões com que os “desesperados” justificam o toque a reunir das tropas e usam como lastro tanto em conferências patrioteiras como na lufa-lufa de entrevistas, etc., as sequelas nos atropelados pela crise são as que menos lhes ocupam as meninges. As [razões] proclamadas não são as fundamentais. O mesmo não digo destas
1, 2 e 3 (é bom não esquecer, nada garantidas)
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
18 de novembro de 2013
Manuel Caldeira de Pinho e Cabral
No
DN, duas criaturas Manuel Caldeira Cabral *, professor na
Universidade do Minho e Manuel Pinho **, ex-ministro da Economia e da Inovação,
professor na Universidade de Columbia publicam um panfleto, Uma entrada desastrada para o euro,
onde se lêem passagens, nunca antes
tão desassombradamente escritas, como «há na Europa um país onde os responsáveis pelas maiores
falências bancárias do último século aguardam tranquilamente por julgamento há
anos», «o desenvolvimento do País requer mais investimento, mais
qualificações, melhores instituições e sensibilidade social» e
outras mais [do género]… encerrando de forma brilhante [tão refulgente que não me
importaria poder reivindicar-lhe autoria] «uma vez que todos colaboraram no problema, todos devem
participar na solução».
17 de novembro de 2013
De um "pio", incomum,
em fim de tarde.
Há palavras, panóplias de mil armas, pistolas, espadas,... O prazer é desarmá-las ante tias abestalhadas.
Entre o
sim e o não
vai o risco do fósforo, o instante
da decisão.
O resto é redundante.
[…]
Nenhum cais tem a forma
do navio,
nenhum navio a forma das marés.
Fecha a janela, por favor.
Hoje,
Vasco Pulido Valente, inicia a “prosa”
assim
«[Nunca gostei d] o mundo da blogosfera e das “redes
sociais”, que é um repositório de iliteracia e
de irresponsabilidade, sem direcção e sem lei» contextualizando
o uso dado por uma quadrilha de sipaios
de Passos Coelho, aqui há uns anos atrás.
Ora o «mundo da blogosfera e das “redes sociais”» não é o que Pulido Valente diz, mas contém imenso
do que Pulido Valente diz; o «mundo da blogosfera e das “redes sociais”»,
o mundo do jornalismo, da política, do futebol, … as comunidades, as sociedades
são o repositório [palavras do próprio, ontem]
de «um bando
de estúpidos, desesperado e analfabeto» acrescido de doses
apreciáveis [porções que tenho por importantes, mas
que não consigo determinar] de velhacaria, imanente, e que provém na maior
parte das vezes de um difuso, e tramado, complexo de inferioridade.
Ontem,
Pacheco Pereira, iniciou a prosápia [deveras
percuciente!], assim
«Já que por aí há
abundantes “pressões” para que o TC não aplique a Constituição, venho aqui
pressioná-lo para que a aplique»
Gostei!
é disto que gosto: pão pão, queijo queijo; não há mas nem meios mas…
[apesar de supôr que a opinião de Pacheco Pereira valha,
para os juízes, o que vale a minha: …a ponta de um chavo ou menos]
a desgraça vem a seguir: a racionalidade do Pereira deixa-se "apanhar" pelo
onirismo, a realidade percepcionada pelo Pacheco é tomada pela poesia e, como [que eu saiba] não é poeta e a sua "cissiparidade" é
defeituosa, a “coisa” sai mal.
«(…)
pela Constituição escrita e pela não escrita, aquela que
consiste no pacto que a identidade nacional e a democracia
significam para os portugueses como comunidade (…)»
o resto, li. E li sem ser por inércia: li por interesse e convicção.
Ora
como o assunto versado não é da esfera do Divino, não trata de crenças mas
apenas, e só, crendices e/ou querenças -- seja dito, a(s) do Pacheco acomodadas pela exacta, e imarcescível, langue de bois comum -- é língua
de palha.
É, Pacheco… isso é, sem tirar nem pôr, o equivalente ao que chama de «a “narrativa”, a interpretação propagandística»: a sua (ou a vossa, atendendo o género).
[já que, reconheço-lhe a autoridade, afirma que a do governo é «pseudo-propagandística»]
É, Pacheco… isso é, sem tirar nem pôr, o equivalente ao que chama de «a “narrativa”, a interpretação propagandística»: a sua (ou a vossa, atendendo o género).
[já que, reconheço-lhe a autoridade, afirma que a do governo é «pseudo-propagandística»]
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