sábado, 23 de novembro de 2013
A lucidez nunca me desampare
Vasco
Pulido Valente inicia a “crónica”, hoje publicada, verberando, sim, os mais recentes eflúvios soáricos. Mas não sem que o incense, lhe conceda uma caritativa atenuante, difusa numa
presuntiva dúvida [que Mário Soares não percebe ou deixou de ter “condições”
para perceber]
«O dr. Mário
Soares não percebe, ou não quer
perceber, que prevenir contra a violência é ao mesmo tempo um
incitamento à violência. E pior do que isso nunca explica em que espécie de
violência está a pensar.»
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
[Poder] levar a mão ao pote
Soares,
e alguns outros que o acolitam, sabe bem o que está a fazer.
O
“problema” dele(s) não é propriamente o dos «zés-ninguém» ou sequer, os
«ataques miseráveis» à Constituição e aos direitos nela consignados.
O
“problema” é que estão negociados e foram homologados, por parte das
instituições europeias, os pacotes legislativos
e financeiros da Política de Coesão para o período 2014-2020. E são mais de
20MM €.
Em política não se toma partido sobre «algo» baseado em
valores ou ideias. Não é disso que se trata em política. Política é igual a
poder e poder é a capacidade que alguém tem de determinar as acções dos outros
ou seja, fazer com que os outros [por ameaça, manipulação, coacção ou
“comissão”] façam o que ele quer que seja feito. A política trata de pessoas e
meios; não de valores ou fins. O que trata de valores e fins é a filosofia, a
religião,…
ou seja, o âmago [silenciado] do “problema” deles,
quer dos que estão no governo [PSD/CDS] quer dos que estão nas escadarias de
acesso [PS], é o de quem acede directamente ao pote. Daí a
pressa. Seguro não
lobrigou mas Soares, que tem oitenta e tantos anos de sabedoria na arte de
perscrutar, de farejar o bom-bom,…
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Conferências patrioteiras
![]() |
| propositadamente "roubada" ao Abrupto/JPP |
Pondo de lado a natureza das razões para tamanho desespero há que questionar os porquês do “desespero”.
Das razões com que os “desesperados” justificam o toque a reunir das tropas e usam como lastro tanto em conferências patrioteiras como na lufa-lufa de entrevistas, etc., as sequelas nos atropelados pela crise são as que menos lhes ocupam as meninges. As [razões] proclamadas não são as fundamentais. O mesmo não digo destas
1, 2 e 3 (é bom não esquecer, nada garantidas)
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Manuel Caldeira de Pinho e Cabral
No
DN, duas criaturas Manuel Caldeira Cabral *, professor na
Universidade do Minho e Manuel Pinho **, ex-ministro da Economia e da Inovação,
professor na Universidade de Columbia publicam um panfleto, Uma entrada desastrada para o euro,
onde se lêem passagens, nunca antes
tão desassombradamente escritas, como «há na Europa um país onde os responsáveis pelas maiores
falências bancárias do último século aguardam tranquilamente por julgamento há
anos», «o desenvolvimento do País requer mais investimento, mais
qualificações, melhores instituições e sensibilidade social» e
outras mais [do género]… encerrando de forma brilhante [tão refulgente que não me
importaria poder reivindicar-lhe autoria] «uma vez que todos colaboraram no problema, todos devem
participar na solução».
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