quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Para uma novel «metafísica dos costumes»

«Todas as coisas têm uma moral, desde que se saiba encontrá-la»
Alice no país das maravilhas”, Lewis Carroll


Considerando a anterior e costumeira frequência pode dizer-se que, a criatura há muito, pouco ou nada dizia. Tardou. Mais a mais se se considerar que o outro “marreta”, “escreve” semanalmente e pigarreia bitaites a torto e a direito.



Freitas do Amaral terá dito que o Governo está «a agravar aceleradamente a tomada destas medidas [do OE], que são todas inconstitucionais, para criar um conflito grave com o Tribunal Constitucional e, a partir daí, poder demitir-se e exigir eleições» e que a nova tabela salarial para os funcionários públicos é «discriminatória, injusta e ofensiva, por impor maiores reduções de salários ao funcionalismo intermédio do que aos escalões superiores» visando «aprofundar a destruição das classes médias (…) sem classes médias fortes e com boas perspectivas de futuro, é a própria democracia que fica em perigo (…)» pelo que  «é altura de dizer basta e de fazer este governo recuar (…) a continuar por este caminho, qualquer dia temos aí uma ditadura», etc, etcE tal, acrescento eu.
Da babosa da criatura nada, absolutamente nada, me interessa. Da ascendência de todos estes lídimos filhos da pátria se ocuparam, e bem, alguns contemporâneos. E de entre eles Guerra Junqueiro, debuxou-os assim

"Quem paga, encomenda a música"
provérbio russo

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Por lhe ser suave o jugo e leve o fardo

«Se a criatura está por natureza corrompida, como pode ela crer, seja qual for o seu esforço, fazer de si, como pretende, uma criatura nova? e se, consciente das transgressões de que até aqui se tornou culpável, não depara em si com nenhuma faculdade suficiente para de futuro melhor o fazer» *
* adaptação de uma passagem de «A religião nos limites da simples razão» de I.Kant 


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ó Luis…assim estou bem?

A partir de agora terei de [vos] começar a falar [à cautela, para evitar futuros choques de expectativas] como futuro [putativo] primeiro-ministro.
O tempo urge e a realidade impõe-se.

«[…] No realismo desta via de sustentabilidade, é preciso que haja consciência que Portugal não pode regressar ao passado, ao passado de há dez anos, 20 ou 30 anos. Todas as opções políticas devem passar pelo crivo da sustentabilidade, seja na saúde, na educação, na segurança social ou nos investimentos […] Precisamos de um compromisso entre gerações e entre políticas públicas. Os direitos são fundamentais numa democracia, mas esses direitos têm de corresponder a uma sustentabilidade das políticas públicas. Não podemos pôr de lado o rigor e a disciplina a que deve obedecer a gestão dos dinheiros públicos. Propomos um limite para a despesa corrente primária, porque é fundamental, sobretudo no período de ajustamento […] É necessário que o país tenha voz firme, pensamento próprio e que tenha uma estratégia, com uma visão. Essa visão deve estar assente numa nova economia mais sustentável, sem esquecer os constrangimentos financeiros […] Tem de haver um amplo apoio político e social - e não podem ser apenas os partidos a contribuir para que isso aconteça. […]»
 
António José Seguro
«O Estado e a Economia - Um Orçamento Pós-Troika»
Conferência  Antena 1/Económico
 
Obs.: caso exista(m) parte(s) do discurso menos perceptíveis [mais ininteligíveis] aguardem que, quando chegar, explico nas “aulas” práticas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lobotomizada

Rita Rato Araújo Fonseca. Deputada da República. Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais.

«[…]
- Foi a partir daí, e nas aulas de História, que começou a formar a sua identidade política?
- Sim. Mas não apenas nas aulas de História. Lembro-me de ser muito pequenina e festejar o 25 de Abril com muita alegria.
- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?
- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.
- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...