27 de setembro de 2013

Flagrantes da vida de um rude e solerte trambiqueiro




de coutos e coureleiros

Divirta-se

Câmara Municipal de Cascais
[uma apreciável coutada. Em comandita]


«No ano de 2010 existiam 212 trabalhadores do Município em situação de acumulação com funções privadas (…) 21 eram dirigentes da autarquia. Em 2011 houve um decréscimo de 65% do número total de acumulações, que passou para 76 […] Em 2010, os onze membros do órgão executivo usufruíram de telemóvel, 10 usufruíram ainda de viatura, combustível e via verde e oito dispuseram ainda de cartão de crédito. Os dirigentes da autarquia usufruíram de todos os benefícios com exceção do cartão de crédito.
Cartão de crédito

25 de setembro de 2013

Sobre as tuas ruínas edificarei meu reinado

Este é dos posts que dedico a inúmeros lettreferits e outros tantos líricos [uns, bem intencionados*; outros, nem por isso] que colimam o pipilo, gorjeio ou chilro [consoante a taxonomia e/ou intenção inerente] presuntivamente indignado da blogosfera e redes sociais;
aos atrevidos que se propõem  opinar sobre matérias de que fazem uma espúria e piquena ideia [a noção que têm será idêntica à que possuo em relação à fissão nuclear ou à tecnologia usada no ciclotrão do CERN]
Sobre o assunto apenas uma observação. Não encontro ponta de mal por onde se possa pegar com a excepção da «ladainha-anti-mercado-porque-sim». Em primeiro lugar por que 1 – não consta que existam à revelia da legalidade e 2 – não me consta que os investidores, as subscrevam sob coacção.


*a questão [perene] é que o inferno é um "compósito" de bem intencionados


15 de setembro de 2013

Portugal Europeu. E agora?


Com propósito, mérito * e utilidade inquestionáveis, a Fundação Francisco Manuel dos Santos realizou um ciclo de conferências e debates, «Presente no Futuro / Portugal Europeu. E agora?». Oportunidade para [sem pressa] ouvir, questionar, confrontar gente que vale a pena ser ouvida [quaisquer que sejam as perspectivas] como  Maria João Rodrigues, José Manuel Félix Ribeiro, D. Manuel Clemente, Wolfgang Münchau, Reinhard Naumann já que outros do tipo «arroz-de-quinze»/«vou-a-todas-gosto-de-me-ver-e-ouvir» como Manuel Villaverde Cabral, António Vitorino, Augusto Mateus, João Cravinho, Ana Gomes, Pacheco Pereira, … por natureza estão por terem de estar, por atavismo e muito por não haver coragem para os ignorar até porque nunca dizem sim e/ou não. Administram-no [coisa rigorosamente diversa], e usualmente ficam pelo “talvez”.
A dizerem, no mínimo, seria para se desdizerem ou voltar a enganar quem os ouve.

13 de setembro de 2013

A sevandija que se mostra na passerelle


«O Homem é humano quase tanto como voa a galinha. Quando apanha uma traulitada, quando um carro a obriga a bailar, lá vai ela pelos ares até ao telhado, mas logo de seguida aterra no lodo e desata a debicar na bosta. É a natureza, a ambição dela. Entre nós, na sociedade dá-se exactamente o mesmo. Deixa-se de ser tratante sob a acção de uma catástrofe. Quando tudo volta ao normal, a natureza retorna logo ao que era. Por isso mesmo é que, de uma Revolução, só vinte anos depois se pode ajuizar.»
-- Céline, «Mea culpa» --

              Por atacado desfila(ra)m nas têvês alguns dos que antes loquazes e empertigados turiferários se apresentam, agora, hipocritamente modestos e circunstancialmente eficientes usuários do repúdio. Alguns, estou em crer, até lobrigam a oportunidade para passar por canifrazes. São porém, todos [uns por omissão, outros por acção], perpetradores encartados. Aliás, foram sempre um vulcão de coisa nenhuma, meio-alucinados com as diversas ordens de enfezados roedores que o montículo pariu, zumbem e debicam sem pausa ou fastio rodeados por enxames de jornalistas, comentaristas,…, cardumes de politólogos, sociólogos e outras excelsas tricotadeiras da palha e mais as respectivas eructações, babas e decantações.

11 de setembro de 2013

A vaca, salva-se?

 

Eu sabia. Certo e sabido era que, um post a dar nota de isso [coisa que não tem, de facto, novidade alguma nem agora nem nunca] seria um sucesso, garantido. Bem… até se ouve o ranger de dentes. Mas esse ranger de dentes é para ser levado a sério? Não porque no fundo, no fundo, o que causa o ranger de dentes e a saliva seca nos cantos dos lábios, é mais invejinha do que qualquer outra coisa ou seja, é muito de por-que-não-sou-eu-um-João-Carlos-Montenegro?!
 
Muitas outras observações, apropriadas, podem ser feitas sobre o presente como podem ser adiantadas sobre o futuro, próximo. Por exemplo
-- com a alegada * fome que por aí anda, imagine-se ao que se terá de sujeitar a vaca quando, em 2015 com a economia fora dos cuidados intensivos, em recobro, fôr o PS a dirigir o centro hospitalar e o albergue adjacente.