Um preço da sensibilidade [social, evidentemente] socialista. Na versão bolivariana. O povo ordena,
execute-se.
Se
antes havia pobres, agora passa a haver um pouco mais.
A
vida fica cara. Não interessa. Para isso existe o Estado.
Como
os “sensíveis” nunca deixam ninguém para trás ou 1 -- se aumentam os ordenados
ou, 2 -- não os aumentando, 3 -- trazem-se para o sistema quantos corram, por
aquilo, o risco de ficar pelo caminho. Funcionam, imagino, os estabilizadores
automáticos redistribuindo o que há, ou não, nos cofres públicos. Que, já agora, é uma forma pró-activa de
aumentar o rebanho.
Se
o que há nos cofres não chega, arranja-se.
Vai-se,
faseadamente, 1 -- aos bolsos dos privados e, se a arrecadação não supre as
necessidades sociais, 2 -- aos bolsos dos que laboram para e no Estado. Se nem
uma nem a outra forem suficientes, não faz mal: fecham-se a contas em défice.
Que não tem problema. È défice enquanto, para o cobrir, não entrar o que se
pede emprestado. O que chega emprestado é Dívida Pública ou seja, é para ir
pagando. E melhor se paga quando se detém petróleo.
…
aliás, as questões relacionadas com a pobreza [dos pobres, claro], e dos que
reivindicam, só se dá por ela porque ao olharem em redor se notam as diferenças.
Quando essas diferenças não forem, ou forem menos, percepcionáveis o problema
deixa de se colocar. A pobreza deixa de ser um "estatuto" discriminante e passa a ser a
condição. A chatice é que geralmente no “prelúdio” dessas ocasiões, surgem
outros aborrecimentos – umas vezes com sangue, outras …
Feito o balanço, mais
sangue menos sangue, a esmagadora maioria dos pobres passam por tudo e, restabelecida
a normalidade, continuam pobres. Na Venezuela, no Brasil, na Argentina, na
Albânia, Roménia ou … em português, castelhano, mandarim ou … acima ou abaixo
do Trópico de Câncer.