sábado, 31 de agosto de 2013

~ Espelho meu, espelho meu … ~

Enquanto se olharem ao espelho e virem um leão, nada há a fazer. Ou melhor haver, há: partir o espelho. Embora não resolva problema algum sequer o de quem se olha.

É comum ver [por aí] textos da autoria de portugueses [a propósito dos mais comezinhos assuntos, mas não só] em que o que transparece [é o que me parece] é que, para se sentirem social, cívica e … mais burilados, evoluídos enfim mais civilizados, tomam por fasquia [cotejam-se] quer o Brasil quer Angola.
Ora isso [para quem usufrua de uma diminuta que seja porção de inteligência] revela uma de duas ou ambas [em proporções variáveis] as «coisas» i) uma radical e absoluta ignorância sobre o que divagam e/ou ii) outra chapada inexistência de conformidade.
A eventual relação [bem como a sequência] entre elas é, a todos os títulos, irrelevante.

Podiam, ou deviam, fazê-lo tomando por bitola a Dinamarca, a Áustria, a Suíça, a Austrália, …

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Guerra com hora marcada [o meu diabo é melhor do que o teu]

O “ocidente” digamos assim, prepara-se para mais uma vez meter o bedelho onde não é chamado e ensarilhar ainda mais o que os que decidiram ensarilhar-se e assim andam ensarilhados há pelo menos 600 anos sem grandes interregnos, não conseguem desensarilhar.
Obstinadamente, em nome de umas «coisas» [liberdade, democracia, direitos humanos, etc] -- altos e nobilíssimos valores -- que os próprios, em casa, demonstram cada vez mais dificuldades em propiciar aos seus sem dramáticas entorses, e enormes e profundas máculas.

domingo, 25 de agosto de 2013

António Borges


Pessoalmente, conheci-o de forma fugaz. Foi quanto bastou para apreciar que residia ali, com contrato perpétuo, um tipo decente. Que falta me [nos] fazem criaturas decentes, “asseadas”. Quanto mais prevalente é o “besunto” mais estimo o asseio. É assim!

Curvo-me perante a sua memória.

sábado, 24 de agosto de 2013

Sensibilidade social

Um preço da sensibilidade [social, evidentemente] socialista. Na versão bolivariana. O povo ordena, execute-se.
Se antes havia pobres, agora passa a haver um pouco mais.

A vida fica cara. Não interessa. Para isso existe o Estado.
Como os “sensíveis” nunca deixam ninguém para trás ou 1 -- se aumentam os ordenados ou, 2 -- não os aumentando, 3 -- trazem-se para o sistema quantos corram, por aquilo, o risco de ficar pelo caminho. Funcionam, imagino, os estabilizadores automáticos redistribuindo o que há, ou não, nos cofres públicos.  Que, já agora, é uma forma pró-activa de aumentar o rebanho.
Se o que há nos cofres não chega, arranja-se.
Vai-se, faseadamente, 1 -- aos bolsos dos privados e, se a arrecadação não supre as necessidades sociais, 2 -- aos bolsos dos que laboram para e no Estado. Se nem uma nem a outra forem suficientes, não faz mal: fecham-se a contas em défice. Que não tem problema. È défice enquanto, para o cobrir, não entrar o que se pede emprestado. O que chega emprestado é Dívida Pública ou seja, é para ir pagando. E melhor se paga quando se detém petróleo.
… aliás, as questões relacionadas com a pobreza [dos pobres, claro], e dos que reivindicam, só se dá por ela porque ao olharem em redor se notam as diferenças. Quando essas diferenças não forem, ou forem menos, percepcionáveis o problema deixa de se colocar. A pobreza deixa de ser um "estatuto" discriminante e passa a ser a condição. A chatice é que geralmente no “prelúdio” dessas ocasiões, surgem outros aborrecimentos – umas vezes com sangue, outras …

Feito o balanço, mais sangue menos sangue, a esmagadora maioria dos pobres passam por tudo e, restabelecida a normalidade, continuam pobres. Na Venezuela, no Brasil, na Argentina, na Albânia, Roménia ou … em português, castelhano, mandarim ou … acima ou abaixo do Trópico de Câncer.

Não se envergonham?

Os do EXPRESSO, na capa, destacam