domingo, 18 de agosto de 2013

A minha geração (mais sete e picos ou menos oito e coisa)

Constatações avulsas
 
«As competências da nova raça que ultimamente chegou ao poder (com ou sem uma licenciatura reconhecida e “normal”) não vão além de um certo talento para a intriga e as relações públicas, do servilismo indispensável à sua promoção e de uma raiva indiscriminada e automática a quem lhes pede um módico de responsabilidade ou lhes põe um obstáculo incómodo. A iliteracia é a sua qualidade comum», VPV

«[há um par de meses, a Sábado revelou que] a presidente da Assembleia da República mandou apagar da Wikipédia a referência à profissão do pai (alfaiate). E, em larga medida, é isto a nossa direita: gente orgulhosa do berço dourado e gente envergonhada das origens humildes. No fundo, trata-se de uma contrapartida adequada aos preconceitos da esquerda, que tanto odeia os que nasceram ricos quanto os que se fizeram ricos (o velho derby "fascistas" versus "arrivistas"). E trata-se de um retrato fiel do país que somos.», AG

«os jovens do nosso tempo incultos, ignorantes, vegetam "em frente ao computador" vivem  no estado animal de comer, dormir e ler dois parágrafos no Facebook», RV

A solução
 
«Ser empreendedor era começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós, e virem para a rua e tornar esta política ingovernável.»
Raquel Varela

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Desfaçatez [de uns] e cinismo [de outros]. Burrice dos restantes.

Aguarda promulgação [pelo PR] para posterior publicação [em Diário da República] o Decreto nº 166/XII, que resultou da  Proposta de Lei 150/XII, aprovada em 24.07.13 com os votos da maioria [PSD+CDS/PP].


A  Lei regulará  a a obrigatoriedade de publicitação dos benefícios concedidos pela Administração Pública a todos os particulares. Mas convém denunciar que aquele quantificador – todos -- é, sem qualquer novidade, o «engana-tolos-e-apressados»  -- todos, de facto são os que sobram, consideradas as excepções. As excepções são os corpos dos distintos, e imprescindíveis, comensais. O que digamos também não deverá ser motivo para ficar de boca aberta.

Se a desfaçatez de quem a escreveu, propôs e aprovou é óbvia, o cinismo de quantos a rejeitaram é absoluto. Alguém viu, leu ou ouviu conferência de imprensa de qualquer partido da oposição a denunciar o que haviam rejeitado no plenário? Não!

E porquê? 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Checklist


Que assim é melhor do que o contrário, é evidente; que assim a probabilidade de não nos estatelarmos contra o penhasco seguinte é maior, também; que assim garantimos mais um tempo suplementar de vôo ao invés de nos entregarem um pára-quedas, idem;…
mesmo considerando o efeito da refinação de hidrocarbonetos e exportação de refinados no índice; mesmo considerando o efeito do definhamento das importações no saldo da balança de transacções.

Preocupo-me tanto em proteger-me dos estampidos dos petardos e em evitar deixar-me encandear pelo brilho dos artefactos pirotécnicos que por aí estão sendo lançados a esmo quanto me preocupo em perceber o efeito das correntes ascensionais neste vôo de pára-pente. O que mais quero é ver-me dentro de um avião e não pendurado num pára-pente dependente de correntes ascensionais.