segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Transparência?! Alguma…

Se há “virtude” que o governo [este e todos os outros] não pode nem deve reclamar, é [entre outras] a transparência. Mas não é mentira afirmar que bastante do que é esgoelado ser desconhecido, o é, de facto, porque saber dá trabalho. Bem menos trabalhoso é sorver, acriticamente, o que a media [com ou sem intuitos furtivos] vende e, sobre isso, pespegar com uns quantos cáusticos ou agastados monossílabos nas redes.
Das onerosas Parcerias Público Privadas (PPP) pode saber-se alguma coisa, por exemplo, aí -- http://www.utap.pt/.
Se isso resolve alguma coisa? não resolve porém, certo é que o desconhecimento, resolverá menos. A não ser que continue a valer que «eles, estão lá para tratar disso» e nós «estamos cá para comer, ou passar fome, berrando».


sábado, 3 de agosto de 2013

A [alva] exortação [foi] maculada

Ah, bem me parecia… É velha [tanto quanto a minha idade permite descontando o tempo em que por cá andei sem que esses assuntos, digamos supimpas, ocupassem um avo das minhas sinapses] a interrogação. Sempre me pareceu que o “sistema” apresentava falhas de materialização, promanadas ou não de erros de concepção; sempre houve “coisas”, mais terrenas do que lunares, que me “diziam” que, perfeição, não podia ser isto. Suscitaram-me, no mínimo, muitas apreensões e ainda mais dúvidas relativamente a uma certa «dogmática “científica”» [filosoficamente uma impossibilidade, mas existe].

Os que olham o longe celeste pelo buraco do tubo dão-nos a conhecer, agora, saber que a nossa Lua, afinal foram duas
«a segunda lua terá durado apenas alguns milhões de anos, depois terá colidido com a Lua, dando origem ao grande corpo que hoje vemos […] ocorreu uma grande colisão, que afectou uma das faces e que, embora tenha causado a fusão de toda a superfície do satélite, causou uma assimetria».
Terá sido pois assim que se debotou um primevo brocado da mecânica do equilíbrio [dito seja que mais valor, e importância, dá a Newton]. Da colisão restou-nos a que inspira líricos e “resmas” de cínicos, justifica nefelibatas,… e é o bálsamo dos que a olham para ver a ponta do dedo. A dos outros, a dos absimelhantes, escafedeu-se.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Prevenir para não ter que remediar

É da natureza que «quem faz um cesto, faz um cento» e é consabido que «mais vale prevenir do que remediar». Prevenir é a ministra das finanças chamar o dito e apresentar-lhe a carta de demissão. Garantir a prevenção será exigir nada menos do que isso.
Em 2005, quando o primeiro governo de Sócrates tomou posse, uma das maiores instituições financeiras mundiais, Citigroup, tentou oferecer uma "solução para melhorar o ratio dívida/PIB em cerca de 370 M€ em 2005 e 450 M€ em 2006". A “solução” passaria pela aquisição de três contratos de swap  baseados em "derivados".«Os Estados geralmente não providenciam [ao Eurostat] informação sobre o uso de derivados. (...) os swap serão, efetivamente, mantidos fora do balanço» assim industriava o Citigroup quer o IGCP, quer o ministério das Finanças, quer o gabinete do primeiro-ministro. A proposta foi entregue ao gabinete de José Sócrates por Paulo Gray [director-executivo para Portugal do Citi e no presente responsável pela consultora Stormharbour contratada por Maria Luís Albuquerque para analisar os swaps das empresas públicas] e Joaquim Pais Jorge [diretor do Citibank Coverage Portugal] actual de secretário de Estado do Tesouro.

Histórias de cá *

A única vez que opinei sobre swaps e sobre a provável, e eventual, responsabilidade de Maria Luis Albuquerque, ministra das finanças,  terminei o texto “dizendo” «o resto é guerrilha». Quando o escrevi ainda não tinha ocorrido a audição [que ouvi, quase, de fio a pavio] efectuada em 30.07 [o meu texto é de 26.07].
Do decurso desses procedimentos parlamentares tive ocasião de ver pela 1ª vez, uma fantochada: uma fantochada de que se pode queixar ninguém. O que vi e ouvi foi uma emulação mal enjambrada do que deveria ser de facto um exercício de fiscalização: desde logo porque na melhor das hipóteses o que dali pode resultar é -- de tão indefinida em termos jurídicos e consequentemente em termos práticos -- nada: sequer o constrangimento dos [políticos] "fiscalizados". É afinal parte substancial do múnus de toda essa gente [que passa, incólume, de geração em geração] e, simultaneamente, parte do húmus que caracteriza os lusos. Ora, ao invés do comummente suposto, enquanto não mudar em “baixo” jamais mudará em cima.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O bombo da festa

O que menos importa são as ventosidades por aí expelidas em forma de verbo. Pondo isso de lado está visto que Maria Luis Albuquerque foi “arvorada” em bombo da festa. Não se conclua que tomo as dores da senhora porque a políticos, de entre outros “agentes” de qualidade similar, raramente lhes fico reconhecido e nunca agradecido.


Em primeiro lugar porquê ventosidades? por uma razão, básica: na melhor das hipóteses, benevolamente, a noção que essa gente tem desses labirínticos contratos financeiros é a que lhes é propiciada pela Wikipedia ou seja, nenhuma portanto, por este lado, assunto resolvido.
Sobejam os que sabem um pouco mais do que isso. Destes há
1 -- os que não têm absolutamente nada a ver com o assunto excepcionando serem chamados a arcar com as consequências e 2 – os que por integrarem esse “corpo” administrativo e/ou político têm responsabilidades por acção ou omissão. Interessam os que possuem responsabilidade política porque i) são estes os que por um lado têm deveres e obrigações de fiscalização e por outro porque ii) por táctica, e na ausência de fiscalização ou de fiscalização deficiente, são os mesmos que esbravejam e dardejam e sempre com um fito, único: apagar o rasto, arranjar expiatório(s), manobrar politicamente.