e Educação Cívica
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Bons auspícios
Quiçá enxertos da América- latina, ou de uma certa África, na Europa. Mas afinal quem é que determinou que uma efectiva regressão não seja, de facto, uma evolução?
terça-feira, 11 de junho de 2013
De insígnes «bichos da terra tão pequenos *»
Deparei
na web com um vídeo da RTP1 em que o
PR, entrevistado pela Fatinha [Campos
Ferreira], diz a dado passo «Tudo o que se diz no Conselho de Estado fica gravado. As
gravações neste momento não são conhecidas mas, quando o forem […], quem fizer a
comparação entre o que está gravado e o que foi escrito, há-de ter uma grande
surpresa»
Surpreendido
ficaria eu se cresse que Cavaco Silva supõe que alguém se surpreenda com essas alegadas
“discrepâncias” de conselheiros. Não é o caso. Estamos falando de cabouqueiros e perpetradores.
Em
primeiro lugar porque, essa apreciação, será feita no futuro. Por assim ter de
ser, para o presente representa nada. Em segundo lugar porque, então, a isso se
dedicarão uns escassíssimos historiadores e poucos mais curiosos. A repercussão
desses «estudos» e «curiosidades» será, obviamente, nenhuma: o que, aliás, não
será nem menos nem mais do que acontece presentemente com a utilidade dada ao
que sabemos sobre o que contemporâneos [vivos] fizeram ou não fizeram há anos,
décadas atrás. Em terceiro lugar porque essas apreciações, volteios e faenas á parte,
redundam sempre em juizos de carácter. Ora sabemos, por experiência, que do
carácter dos que protagonizaram a «emulação democrática» e dos que protagonizam
a simulação deste «Estado de Direito», melhor será não falar. Porque se falamos
de carácter, falamos de qualidade; se falamos de qualidade, falamos do que há
pouco -- integridade, hombridade -- e por isso, temos de falar do que é mais
comum -- cinismo, táctica, velhacaria, dissimulação, mesquinhês, …
Se
assim não fôr, falamos de quê?
Há
excepções? Claro que as há. O problema está mesmo nisso: serem excepções. E, que se saiba, as excepções nunca substantivam a regra.
Em
1985, a D. Quixote, publicou «Cartas
Particulares a Marcello Caetano» de José Freire Antunes em dois volumes, onde
constam “epístolas” – umas «dedicadas», «emocionadas»,… outras «penhoradas»,
de «júbilo», «ao meu bom Amigo» ou «prezado Amigo», «…estrénue …» --… a
maioria delas escritas a hemolinfa.
Dos remetentes fazem parte Diogo Freitas do
Amaral, Eurico de Figueiredo, João Coito, José Mensurado, José Miguel Júdice,
Luis Stau Monteiro, Lurdes Pintassilgo, Mário Castrim, Raul Rego, Vasco da Gama
Fernandes, Henrique de Barros, Francisco Pinto Balsemão, A. H. Oliveira
Marques, entre outros.
Muito
fica explicado e mais outro tanto, justificado.
*Luis Vaz de Camõesdomingo, 9 de junho de 2013
O mundo é assim
«Cessem as
palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, de obras vazios»
Sto. António
de Lisboa [e Pádua]
Do
presente
«Fui das pessoas
que acharam que a criação do euro, mesmo se não foi muito bem feita, foi um
passo para a ideia de uma Europa de um tipo novo. É verdade que isso trouxe
consequências, não apenas positivas mas consequências negativas, mas a verdade
é que eu imagino muito mal o que é que seria outra vez sairmos do euro
[…] estamos
na Europa e é na Europa que nós nos salvamos ou nos perdemos todos
[…] o país já
não tem domínios, outros sítios para onde ir»
e
do futuro
«Portugal sairá
da crise económica […] tem atrás dele quase 900 anos de país independente
[…] Um país
que tem este passado não tem razão para estar em pânico»
disse
Eduardo Lourenço.
O que na boca de uns são
poias, e não merecem senão esgares, na boca de outros é a quinta-essência da
reflexão, do raciocínio. Mas, com mais ou menos competências, de utrários não
passam.
Haja patifes
Sobre
o lastro moral e da presumida superioridade ética de que alguns [muitos] pulhas se
arrogam e por quem a maioria dos meus concidadãos está, até ao tutano, agradecida
e penhorada [mas por quem eu, ao contrário dessa desconforme mole, não nutro
qualquer espécie de sentir ou respeito excepcionando a repulsa], os exemplos são
eloquentes.
Na
entrevista que a 06.06.2013 deu à revista Visão, Pedro Caldeira, relata com
algum detalhe a reunião que, em 1991, teve com Mário Soares no palácio de Belém e na qual, por insistência do Presidente
da República, participou o seu assessor José
Amaral. A conversa que deveria ser
privada, confidencial, até por “envolver” a banca portuguesa, num ápice chegou
ao conhecimento de um alto responsável da banca. O banqueiro dá pelo nome de Fernando Ulrich. Hoje, o banqueiro e o
ex-assessor presidencial, cruzam-se nos
corredores do mesmo banco e sentam-se lado a lado à mesma mesa – o primeiro é presidente
do CA; o segundo é vogal.
Tudo
decorreu sob o alto patrocínio dessa veneranda múmia.
É
esta corja, é esta canalha que aparece a perorar sobre meritocracia, a abjurar
a mediania e a mediocridade. É esta canalha que -- esperança minha -- não será
absolvida pela história.
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