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| in Corta-Fitas |
23 de maio de 2013
16 de maio de 2013
Fatiar parte da realidade
Se
se acredita em magia em algum momento ela resultará. O problema é que os seus efeitos se desvanecem de seguida. Por isso me parece que a questão fundamental
não é a magia nem são os mágicos: é a “crença”.
Em parte, assim foi
É vulgar ouvir-se de líricos, nefelibatas, cenobitas e de uns quantos «lettreferits» que o oposto a pessimismo é optimismo. A inversa também é verdadeira. Com excepção da bem intencionada injecção de ânimo aos “fracos” [que até pode ser bonito mas nem sempre faz bem], o contrário de pessimismo é quase sempre a idiotia. Não podia ser diferente já que um dos “selos” da idiotia é a circunscrição da realidade a contrários.
Em parte, assim continua a ser
Um sinal destes tempos de crise é alguém dizer, como na anedota, «caroço de azeitona» e apanharem logo uma bebedeira.
Um sinal destes tempos de crise é alguém dizer, como na anedota, «caroço de azeitona» e apanharem logo uma bebedeira.
Quem
e por que gritam, alguns, «caroço de azeitona»?
A
‘taxa sobre os pensionistas’ pode não vir a ser igual para todos. Ainda que o
tecto máximo [dos cortes] se fixe nos 10%, o Governo admite excepções. Caso das
subvenções vitalícias de titulares de cargos públicos e políticos. Por exemplo,
os deputados e os juízes do Tribunal Constitucional poderão ficar sujeitos a
cortes de 20% [o dobro dos demais pensionistas do Estado]. A comunicação social
faz constar que a medida tem sido muito contestada inclusivé no seio da
coligação governamental.
Em parte, assim é
Porque se bebe a mentira que nos lisonjeia ou que [aparentemente] mais convém a largos sorvos e a verdade que nos é amarga ou se cospe ou se engole gota a gota…
chore aos berros como as crianças. Até se estafar. Verá que depois adormece.
Porque se bebe a mentira que nos lisonjeia ou que [aparentemente] mais convém a largos sorvos e a verdade que nos é amarga ou se cospe ou se engole gota a gota…
chore aos berros como as crianças. Até se estafar. Verá que depois adormece.
12 de maio de 2013
outras lambisgóias
Carlos Abreu
Amorim disse
qualquer coisa de Vitor Gaspar. Verberou as acções e os resultados de Gaspar;
exigiu o desterro de Gaspar. Não admira que tenha dito o que disse, o tenha
feito nesta ocasião e admira menos se se considerar o contexto e o local onde disse.
Carlos Abreu Amorim é apenas mais um
desses espertalhões que se mantêm à tona da água porque, apesar do seu volume,
possuem uma densidade inferior ao do fluido em que estão mergulhados. O resto é
a Natureza que faz conforme explicou Arquimedes.
Carlos Abreu
Amorim foi
anos a fio um «blasfemo» pelas mesmíssimas razões que
outros são «corporativos»,
«ladrões»,… a massa
é a mesma apesar das barricadas em que se acolhem serem diferentes. Da
necessidade de exposição das suas opiniões até às proclamadas preocupações
cívicas com o bem público tudo é instrumento, tudo tem um fito. E somente um.
Enquanto
o predomínio na sociedade for desta sorte de lambisgóias,
nunca chegaremos a porto seguro senão a reboque de algo exógeno -- inopinado e
improvável -- ou de alguém interessado, mas estrangeiro.
«Todo o bom produto gera a
sua contrafacção. A obscenidade é o erotismo dos pobres [de espírito]; a
esperteza é a inteligência dos hábeis [para os que a praticam]; a abjecção é a
admiração para os estúpidos ou para os escassos em dignidade»
11 de maio de 2013
Obtusos, obviamente
«A verdade não é o que é
demonstrável, mas o que é inevitável»
Saint-Exupéry
De que se fala agora? o que desaustina essa gente?!
Sobre a Segurança
Social, a 11 de Maio de 2006 insurgi-me
contra opiniões de «especialistas» que preconizavam o incremento de políticas
efectivas de apoio à natalidade como solução a prazo para a sustentabilidade da Segurança
Social e Caixa Geral de Aposentações. [Nessa ocasião uns farsolas, a nível autárquico e
governamental, atribuiam umas centenas de euros a casais que procriassem. Uma
forma de atirar dinheiro ao charco, uma esperteza, um logro.] Temos
o destino traçado (com o risco, óbvio, de se estarem a
criar expectativas fundadas em “comportamentos” passados) até 2013... Sem
remissão!
Sobre a Caixa Geral de
Aposentações, a 6 de Junho, escrevi que «[…] como a entrada de novos subscritores terminou porque são todos
encaminhados para a Segurança Social, a
vida futura dos subscritores que agora estão entre quinze e vinte anos da
reforma, apresenta-se muito negra»
10 de maio de 2013
Proeminentes lambisgóias
É o que há no ergástulo ou melhor o que predomina no ergástulo. Sobre a maioria delas estou
como soe dizer-se «de tão bons, não prestam». Logram ser
tão impressivos quão impressiva é a pedra que se arremessa,
paralelamente, à superfície mansa de um lago -- toca uma, duas, três vezes e…
Há quem, por ter um poleiro, se ache um canário.
Se os assuntos fossem tratados com propriedade e de forma conveniente o mais certo é que a maioria das lambisgóias tinha de se fazer à vida noutro(s) mester.
Se os assuntos fossem tratados com propriedade e de forma conveniente o mais certo é que a maioria das lambisgóias tinha de se fazer à vida noutro(s) mester.
Assim fosse e no mínimo, não tínhamos de aturar
lambisgóias como o Marcelino da bola [do DN], a Constança não-se-percebe,
a Judite charivari?! o-que-é-isso-dr? [da TVI],…
Como se explica a uma lambisgóia [a alambisgóia é propensa
a aprender alguma coisa?!], por exemplo, que «o problema com os factos é que são muitos».
Perspectivas há de gente de antanho sobre assuntos, coisas, pessoas, razões e que até prova em contrário convém nunca perder de vista pela simples razão de que perdê-las de vista é o bastante para reter da realidade qualquer coisa diferente do que ela é.
Perspectivas há de gente de antanho sobre assuntos, coisas, pessoas, razões e que até prova em contrário convém nunca perder de vista pela simples razão de que perdê-las de vista é o bastante para reter da realidade qualquer coisa diferente do que ela é.
«Não há sacerdotes, há lictores; não há
intérpretes, há verdugos [...] O
adversário, seja qual for, ou dos nossos interesses ou das nossas opiniões, não
se avalia pelos actos, mas pela sua posição relativamente a nós [...] A difamação e a calúnia elevam-se à altura de armas de partido. O
jornalista pode ser impunemente assassino moral» constataram Mendes Leal e Alexandre
Herculano.
Quem passa os olhos pela comunicação social e demais locutórios constata de há uma semana para cá que recrudesceu o charivari. Embora nada tenha sucedido de novo ou diferente na Europa [a que mais directamente nos diz respeito] nem nas planuras e faldas dos Hermínios.
«Um homem que não lê está mais bem educado do que qualquer outro que só lê jornais»
Thomas Jefferson
A que é devido então o acréscimo de decibéis?
Quem passa os olhos pela comunicação social e demais locutórios constata de há uma semana para cá que recrudesceu o charivari. Embora nada tenha sucedido de novo ou diferente na Europa [a que mais directamente nos diz respeito] nem nas planuras e faldas dos Hermínios.
«Um homem que não lê está mais bem educado do que qualquer outro que só lê jornais»
Thomas Jefferson
A que é devido então o acréscimo de decibéis?
termos
conseguido [para já] entrar no combóio onde vão os que compram dívida pública? o
governo ter garantido que a partir de 1 de Outubro entra em vigor o denominado IVA
de caixa? o governo, finalmente, se ter decidido a "aparar" [sem qualquer
garantia sobre a sua efectivação] as unhas a umas dezenas ou centenas de
pançudos das empresas públicas?
Não!
são consequência do desconforto causado a quem por estupidez supôs que a lipoaspiração seria feita à vizinha do lado que, apesar da fama e nenhum proveito, jamais obteve [pela circunstância de ou não dominar a arte ou não possuir competências para em devido tempo, ou logo que tal fosse propício, se resguardar debaixo do bandulho da porca] condição diferente da de pagante líquido.
são consequência do desconforto causado a quem por estupidez supôs que a lipoaspiração seria feita à vizinha do lado que, apesar da fama e nenhum proveito, jamais obteve [pela circunstância de ou não dominar a arte ou não possuir competências para em devido tempo, ou logo que tal fosse propício, se resguardar debaixo do bandulho da porca] condição diferente da de pagante líquido.
9 de maio de 2013
5 de maio de 2013
O que o povo quer
«Por
muito baixa que seja a bitola pela qual os portugueses medem a qualidade dos
sucessivos governos e por muito alta que seja a tradicional amnésia colectiva,
a situação não é normal. Um
atropelado não convida o condutor alcoolizado a voltar ao local do sinistro
para repetirem a brincadeira. Já uma razoável -- e inacreditável --
quantidade de eleitores não só pede a repetição do atropelamento como parece
desejar que o carro duplique a velocidade. Pelo menos a julgar pelas sondagens.
E a julgar por António José Seguro. O dr. Seguro (…) desatou a exigir maioria
absoluta.(…) No congresso, o secretário-geral não escondeu as
expectativas: emprego, emprego, emprego (…) o dr. Seguro não promete
arrependimento, promete insistir na exacta receita que nos lançou na
dependência da caridade (a juros) do exterior. Mal consiga mandar em nós, o dr.
Seguro fará por criar, distribuir, organizar, incentivar, dar, apoiar, fomentar
e estimular tudo o que lhe passar pela preciosa cabeça. O que a cabeça
não admite é um reles facto, aliás provocado por generosidade idêntica a cargo
do antecessor do dr. Seguro no PS: não há dinheiro. Donde, bazófias à parte, o
sustento desta falência a que chamamos País depende da troika, cujo patrocínio
está cada vez mais vinculado à implementação de reformas ditas estruturais e
necessariamente dolorosas. (…) o dr. Passos Coelho anunciou o tipo de
"cortes" no Estado com que deveria ter inaugurado o mandato, há dois
longos anos. Pelo meio, houve hesitações, incompetência e uma sanha fiscal que
mantém os contribuintes debaixo de água e torna os "cortes" difíceis de
suportar e, dada a aversão no próprio Governo a um crescentemente impaciente
Vítor Gaspar (…) Varrer o dr. Gaspar, a quem a troika vem tolerando a
trapaça, é derrubar o Governo. Derrubar o Governo é varrer o dr. Gaspar. Em
qualquer dos casos, o que
sobra? Nada, ou sobra
o dr. Seguro, que é o mesmo que nada e, aparentemente, aquilo que o povo quer.»
Alberto Gonçalves
3 de maio de 2013
2 de maio de 2013
Ó!
Da
leitura ao «Documento de Estratégia
Orçamental, 2013-2017»
Folheia-se
até à sexta página, excogita-se no Quadro
I.5 [em que se “picam” três ou
quatro percentuais, previsionais] e, se não fôr uma obrigação, pode deitar-se para
o lixo.
Ó!
1 de maio de 2013
suopes
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| by Dinheiro Vivo |
Querem
Estado?! empresas sob a alçada do Estado ou na sua "periferia"? comandadas pelos gajos que passam
pelo Estado? que prestam contas aos que, na ocasião, estiverem nas cadeiras do
Estado e apenas a esses? que são os que irão ocupar as "cadeiras" do Estado? que
não gerem o vosso dinheiro como governam o da casa deles? e que por mais ou
pior que façam com o vosso dinheiro são sempre, implacavelmente, sancionados
por uma «coisa» intangível denominada por sanção «moral» e/ou «política», em
minúsculas? cujo mérito [a deles em particular e do Estado em geral], como
muito bem concluiu Stuart Mill, «é», bem feitas as contas, «senão o mérito dos
indivíduos de que ele se compõe»
Aí
o tendes. Paguem-no e que vos faça o melhor proveito.
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