domingo, 28 de abril de 2013

A primeira [de três] estocada fatal


Abstraindo-nos de tudo o resto*, recomenda a seriedade que seja reconhecido o seguinte
i.       o discurso de encerramento do congresso socialista foi bom
ii.    desde que dirige o PS, e pela primeira vez, Seguro está firme. As "provas" de i. e ii. começarão já a reflectir-se nas próximas sondagens
iii.   de ora em diante só a desonestidade intelectual e/ou o proselitismo partidário podem     levar a insistir na arenga de que não têm proposta(s) alternativa(s)

sábado, 27 de abril de 2013

Qual é a “notícia”, afinal?

No passado dia 25 de Abril, face a inúmeros textos de gente que dizia que aquele «tinha sido o dia mais feliz das suas vidas» e outros panegíricos de calibre mais grosso dei por mim a relembrar como o vivi. Sem exagero posso afirmar que foi um dia igual a tantos outros acrescido de dúvidas e alguma expectativa com o que "ia de cá" para além do gáudio de o dia de aulas não ter sido "normal" ou seja, nem houve nem deixou de haver, aulas: foi um dia autogestionado, em de roda livre.

O CM pespega na capa com a “novidade” [ao lado]
... "transporta-me" aos dias subsequentes, aos dias 26 ou 27, de Abril que digo agora, me colocaram defronte a alguns dos primeiros pulhas que tive o desprazer de repartir uns pouquíssimos avos da minha adolescente existência.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Da prédica


Por não o ter ouvido nem em directo nem em diferido e instigado pelo chinfrim que se instalou depois de ter sido proferido, optei (quem quer fazer juizos sem embarcar nos soundbytes dos outros tem de proceder sempre assim) por  ler a “prédica” presidencial.
Nada fora da rotina; tudo em conformidade com as regras da gestão da «coisa» sem assustar os mansos, três  recados e duas prevenções. De novo, inédito, a requerer atenção redobrada ou cautela que «o-homem-está-disposto-a»... uma xaropada, enfim. Ou então é mesmo o que convém. 


Conclusão
Ao certo, continuarei sem saber se é a canalha que encharca os meios de propagação da vozearia que é em demasia, se é da eficácia dos prosélitos, propugnadores e outros que tais. Da efectiva inutilidade da verborreia dos primeiros à(s) consequência(s)  da inacção dos segundos, é tudo para ignorar. Por não ser verdade o que por aí está sendo copiosamente verberado.
O triste de tudo isto é que o Presidente, infelizmente, não merece melhor nem menos; o governo idem, aspas, aspas e a oposição [carmim, carmesim, borgonha, vermelha, rosa, etc…] … Se os anteriores valessem mais do que valem, tinham começado a quebrar a(s) espinha(s) aos últimos, há muito. Não lhes faltou tempo nem ocasiões. Porque não o fizeram nem fazem? Isso, tem outras explicações. Nenhuma é devida ao seu indefectível, inexcedível e inexpugnável apego à Democracia, tout court.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Melhor seriam «apanha-moscas»


Hoje [até à meia-noite] é o dia a seguir ao dia 24 de Abril e, por isso, o anterior ao dia 26. No calendário gregoriano é o quinto dia antes do término do mês que foi, dizem, de facto e simbolicamente, o da Primavera, por excelência. Dizem também que foi e que, hoje, nem sempre o é ... por “rebeldia” da Natureza que se terá resolvido pela não injunção dos factores climatéricos e metereológicos.

A SicN [didáctica e pedagogicamente] providenciou no sentido de nos dar a saber [pela voz da sua profissional, Anabela Neves, um veneno] quem, por lá [na sessão comemorativa], apareceu de cravo na lapela ou não.
Melhor só a apreciação do pediatra Semedo [do Bloco] que comentando o discurso de Presidente da República, o  qualificou como sendo um pronunciamento «de facção». E ainda muito melhor do que tudo o mais [teria de escrever «qual cereja no topo do bolo» que funciona sempre na língua ou pena de qualquer semi-alfabetizado como «o manto» que nunca foi/é  senão «diáfano»] é [por todas as razões e mais as que quiser imaginar] ler no pasquim dos apparatchicks do regime angolano que as «elites ignorantes e corruptas de Lisboa (...) preferem dar as mãos a gente de baixa categoria, que vive da mentira, da difamação e do embuste».

Assim sendo lastimo que, ao invés de proliferarem cravos, não proliferem «apanha-moscas». E que se revelassem tão eficazes com bípedes quanto o são com dípteros. «Democratas» destes… putas que os pariram!

terça-feira, 23 de abril de 2013

«Coisas» enfadonhas


No Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, instituído pela Unesco em 1995, dois livrinhos -- «As cidades Invisíveis»  de Italo Calvino e «A Euforia Perpétua» de Pascal Bruckner -- e a pincelada de um estrangeirado, Verney

 
«Se quiserem acreditar, óptimo. Contarei como é feita Octávia, cidade-teia-de-aranha. Existe um precipício no meio de duas montanhas escarpadas. A cidade fica no vazio, ligada aos dois cumes por fios, correntes e passarelas. Caminha-se por aqueles trilhos de madeira, cuidando nunca enfiar os pés nos intervalos, ou agarrados aos fios de cânhamo. Por baixo são centenas de metros sem nada, de nada, vazio. Essa é a base da cidade: uma rede que serve simultaneamente de passagem e sustentáculo. Tudo o resto, em vez de se elevar, está pendurado para baixo: escadas de corda, redes, varais, casas em forma de saco, terraços, odres de água, cestos, monta-cargas, chuveiros, bicos de gás, trapézios, teleféricos,… Suspensa sobre o abismo, a vida dos habitantes de Octávia é menos incerta que a de outras cidades. Sabem que a rede não resistirá mais do que isso.»
in As cidades Invisíveis