Na
conversa mole com que diligentemente a comunicação social nos brinda e para a
qual são, prioritariamente, convocados conhecidos líricos, «lettreferits» e um ou outro cenobita [estes em ocasiões
solenes, obviamente] ou seja os do costume, pouco ou nada
presta.
Sobre
a duração dos ciclos de euforia e pânico que precedem ou se mantêm durante
ciclos económicos de crescimento e depressão ou recessão convém não perder de
vista que as suas durações acabam por equivaler ao tempo que as pessoas
necessitam para se esquecerem da última catástrofe ou seja, o tempo necessário
para a morte dos génios financeiros da última geração e a sua substituição por
outros que, desta vez, disponham verdadeiramente do toque de Midas.
Este
é um dos ensinamentos que a história da Moeda, por exemplo, regista. O proveito
cada um colhe o que pretende.
A
propósito da promiscuidade entre política e finança é eloquente a vida de John
Law, um génio da finança, relatada pelo duque de Saint-Simon nas suas
«Mémoires». A indiferença com que os compatriotas o olharam, os seus êxitos na
França de Filipe, duque de Orleães/regente de Luis XV e o que a sua genialidade
produziu em França. Com a “bênção” de Luis.
Como
soe dizer-se é uma [das imensas que há] «crónica» dos dias do génio, bestial, até
chegar a besta.
Nota: na Wikipédia existe qualquer
coisa sobre o assunto que, apesar de pálida, pode ser útil. Tem a vantagem de não
cansar os olhos em demasia, dispensar mais aturado estudo e permitirá mais uns
tantos grunhidos.