quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Um conclave sob regime de quotas?
Aparentemente, do nada mas disseminada por tudo quanto é
canto, da comunicação social às redes sociais e em resultado do anúncio da resignação
de Bento XVI, antes de qualquer outra coisa desabou, mãos dadas com as
inevitáveis teorias conspirativas um tororó
de opiniosas perorações sobre quem deve ser ou melhor, que “qualidades” deverá
ter o próximo Sumo Pontífice. Acho que, exceptuando preferências com a idade, as
restantes são palermices.
O assunto tem relevante interesse se se descartarem os eclesiófobos.
O assunto tem relevante interesse se se descartarem os eclesiófobos.
No concernente às qualidades pretendidas, um ingénuo
navegando na web anotaria o prevalente desejo de que fosse africano ou
sul-americano. Ou seja ainda um não resignou e já dois ou três cardeais
africanos v.g. negros são
discriminados.
Para essa gente [que não é tida nem achada para o assunto] a
QUALIDADE está na melanina. Como para mim esse critério é uma forma de discriminação
racial mais não direi senão, e pela rama, perscrutar
vantagens para a Igreja Católica e cristãos caso o próximo Papa acabe por ser
um desses cardeais negros -- Peter
Turkson ou Francis Arinze -- ou a escolha recair sobre um dos cardeais
sul-americanos ou asiático. Não por serem lídimos “clérigos” mas pela
proveniência geográfica ou pigmentação.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Que Deus vos abençõe…
Um cardeal terá dito que a resignação de Bento XVI foi um
"trovão em céu sereno".
Disse, ficou dito [apropriada e linda a perífrase ou
metáfora, acrescento].
Ao fim do dia [ou princípio da noite] trovejou sobre Roma e,
sinal de qualquer “coisa” [que atendendo à “substrução”
do assunto, suponho, terá sido um nada subtil sinal divino], um raio
caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro.
… e eu fascinado com os nexos mais ou menos envergonhados [mas sempre numa relação directamente proporcional à idiotia de quem o faz] que, «em
pleno século XXI» [homenagem às criaturas que
gostam de assim dizer], se estabelecem.
Imagino o que seria dito se, por cima da Basílica, em vez de
um raio tivesse desabado um meteorito [por minúsculo que fosse]. Seria,
considerando a multivalência simbólica das pedras -- casos da Ka’aba de Meca, a pedra negra de Pessinonte
[imagem anicónica da Grande Mãe dos Frígios, Cibele, e que foi levada para Roma
durante uma das guerras púnicas], o bom e o bonito.
Quando se arrancam as patas a uma rã, está provado, a
«bichinha» deixa de ouvir. Grita-se-lhe, bate-se no chão e … não se mexe. Se
não fica surda, fica teimosa ou chateada, não sei.
já
que eu devo ter sido amaldiçoado. Isto não é um caminho para o Gólgota, mas é
um “calvário”.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Da “mitologia” económica
Sobre
a Regra de
Ouro orçamental [0,5% de défice estrutural * conjugado com um máximo de 60%
de Dívida Pública em percentagem do PIB] que, hoje, irá ser aprovada
digamos que do lado de cá, tem de ser perspectivada dentro do «de preferência»
ou do «conquanto
seja possível». A não ser nessa(s) perspectiva(s)… talvez seja
melhor crer que um dia o homem viajará até Marte. Viajará porque o desejou. O
único senão é que não é por se dizer «o homem» que os homens lá irão, um dia.
Irão uns poucos, muito poucos; os demais ficam, cá por baixo, a babar-se com o
feito deles. Mais do que certo que sem outro proveito senão, esse mesmo, babar-se.
É
mais fácil dar de caras com o Iéti.
*
tecnicamente, por cá, tem de ser lido «muitos anos com execuções orçamentais superavitárias»
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