quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Um conclave sob regime de quotas?


Aparentemente, do nada mas disseminada por tudo quanto é canto, da comunicação social às redes sociais e em resultado do anúncio da resignação de Bento XVI, antes de qualquer outra coisa desabou, mãos dadas com as inevitáveis teorias conspirativas um tororó de opiniosas perorações sobre quem deve ser ou melhor, que “qualidades” deverá ter o próximo Sumo Pontífice. Acho que, exceptuando preferências com a idade, as restantes são palermices.
O assunto tem relevante interesse se se descartarem os eclesiófobos.

No concernente às qualidades pretendidas, um ingénuo navegando na web anotaria  o prevalente desejo de que fosse africano ou sul-americano. Ou seja ainda um não resignou e já dois ou três cardeais africanos v.g. negros são discriminados.
Para essa gente [que não é tida nem achada para o assunto] a QUALIDADE está na melanina. Como para mim esse critério é uma forma de discriminação racial mais não direi senão, e pela rama, perscrutar vantagens para a Igreja Católica e cristãos caso o próximo Papa acabe por ser um desses cardeais negros -- Peter Turkson ou Francis Arinze -- ou a escolha recair sobre um dos cardeais sul-americanos ou asiático. Não por serem lídimos “clérigos” mas pela proveniência geográfica ou pigmentação.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

sobre patifes



Que Deus vos abençõe…


Um cardeal terá dito que a resignação de Bento XVI foi um "trovão em céu sereno". Disse, ficou dito [apropriada e linda a perífrase ou metáfora, acrescento].
Ao fim do dia [ou princípio da noite] trovejou sobre Roma e, sinal de qualquer “coisa” [que atendendo à “substrução” do assunto, suponho, terá sido um nada subtil sinal divino], um raio caiu sobre a cúpula da Basílica de São Pedro.
… e eu fascinado com os nexos mais ou menos envergonhados [mas sempre numa relação directamente proporcional à  idiotia de quem o faz]  que, «em pleno século XXI» [homenagem às criaturas que gostam de assim dizer], se estabelecem.
Imagino o que seria dito se, por cima da Basílica, em vez de um raio tivesse desabado um meteorito [por minúsculo que fosse]. Seria, considerando a multivalência simbólica das pedras -- casos da Ka’aba de Meca, a pedra negra de Pessinonte [imagem anicónica da Grande Mãe dos Frígios, Cibele, e que foi levada para Roma durante uma das guerras púnicas], o bom e o bonito.

Quando se arrancam as patas a uma rã, está provado, a «bichinha» deixa de ouvir. Grita-se-lhe, bate-se no chão e … não se mexe. Se não fica surda, fica teimosa ou chateada, não sei.

já que eu devo ter sido amaldiçoado. Isto não é um caminho para o Gólgota, mas é um “calvário”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Da “mitologia” económica


Sobre a Regra de Ouro orçamental  [0,5% de défice estrutural * conjugado com um máximo de 60% de Dívida Pública em percentagem do PIB] que, hoje, irá ser aprovada digamos que do lado de cá, tem de ser perspectivada dentro do «de preferência» ou do «conquanto seja possível». A não ser nessa(s) perspectiva(s)… talvez seja melhor crer que um dia o homem viajará até Marte. Viajará porque o desejou. O único senão é que não é por se dizer «o homem» que os homens lá irão, um dia. Irão uns poucos, muito poucos; os demais ficam, cá por baixo, a babar-se com o feito deles. Mais do que certo que sem outro proveito senão, esse mesmo, babar-se.
É mais fácil dar de caras com o Iéti.

* tecnicamente, por cá, tem de ser lido «muitos anos com execuções orçamentais superavitárias»