quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Qual é a pressa?

Meio assarapantado respondeu, perguntando, aos jornalistas António José Seguro. Se não duas, três vezes. E mais não disse ou avançou.
A fragilidade retórica e a incapacidade argumentativa, a falta de arcaboiço intelectual desta gente chega a dar pena. Roçam a infantilidade. O que seja que lhes apareça de forma inopinada é o bastante para se estatelarem ao comprido. Desde que não lhes seja propiciada oportunidade em ajustar-se ao roteiro é o desastre. A farófia d(est)a rapaziada é toda feita de ideias e palavras estereotipadas. Falta-lhes a vírgula e quando lhes falta a vírgula, vai-se a articulação de tudo o que não seja conforme à metralha oral. A consistência da fímbria discursiva é a do cuspo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cães de Guarda *

«continua em Portugal a praticar-se a censura que não dá pelo nome; logo, cobarde, discricionária, sem regras, impune, ao alvedrio de quem põe e dispõe. Não fosse a blogosfera e metade do que acontece no país não existiria, positivamente, para gáudio dos senhores todo-poderosos que se habituaram a mandar nesta terra como quem manda numa herdade. […] A tentação que os senhores jornalistas têm para servir o poder - outrora eram homens de leitura e escreviam bem - e a inclinação para o espalhafato, para superficialidade e para a excitação das emoções, eis o que é o "jornalismo profissional".»
 
* assim os designa Serge Halimi [jornalista]

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Recolonizem-nos, por favor.


E que tal refundar este estado de coisas?


Já andamos há muito tempo a digerir o custo da fraude, falência e entrega do BPN - as últimas contas somam três mil milhões e meio de euros, mas pode ser muito mais.
Começámos agora a mastigar os 1100 milhões metidos no Banif para o salvar da bancarrota. Bebemos o veneno da fragilização da CGD, o banco do Estado obrigado a meter dinheiro em maus negócios e a delapidar património para salvar a pele de uns quantos perdulários.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A brisa dos dias cinza


Nenhum dos meus leitores estranhará que o que menos me importa é se, de facto, Marcelo mentiu ou se é João Soares que mente. Que um dos dois está a mentir, está. E que ambos nos podiam ter dispensado desses enviesamentos de carácter e personalidade, também.
Tudo isto, da conversa [imaginada por Marcelo] à denúncia pública da sua inexistência [por parte de João Soares] compõe, para desgraça e para infelicidade nossa, a aldeola por onde se espraiam as nossas putativas elites da qual estes dois personagens são referências, referenciadas.

Interessa-me a estória como ilustração. Ilustração da efectiva, e corrosiva, pequenez desta gente. 

Uma saloiada pegada; uns provincianos. Digamos que é por esta e imensas outras razões que nunca perdi de ideia que o prejuízo está em cair no redil ou dele não se conseguir livrar.