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| Ludwig von Mises Institute |
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A volição dos actos e o “sentido” da pose
O
saber não ocupa lugar e para aprender há sempre ocasião.
Direi
que não fazia a mais pequena ideia de quanto pode [valer
ou] “pesar” um sorriso e se o presente “debate público” já teve virtude
foi, pois, o de me ensinar «quanto vale um sorriso».
A
todos os títulos intolerável a simpatia [denunciada
por um fácies sorridente] de Carlos
Moedas, secretário-de-estado, na conferência de imprensa. Inadmissível,
segundo as mais diversas opiniões dos sacramentados tabeliães do regime, questores
das boas-maneiras e melhores costumes –- Pacheco
Pereira, António Costa, Constança Cunha Sá, António José Teixeira, Frei Fernando Ventura,…
Carlos Moedas não podia ter aparecido assim
ligeiro, afável, prestável, simpático, sorridente. Não! tendo ido ao que foi,
devia ter aparentado a responsabilidade do assunto e expressar a dor implícita.
É
a pose de Estado. A pose de Estado que explica a lágrima fácil de Jorge Sampaio [agora
percebo porque fungava e lacrimejava a criatura a propósito de pouco e nada],
o permanente ar circunspecto de Cavaco,
as múltiplas facécias iradas de Sócrates
, … como explica os múltiplos registos de António José Seguro que medeiam
entre o enfado, o compungido, o cenho franzido e o mais ou menos agoniado [de quem está aflito-para-ir-ao-quarto-de-banho].
A reforma do Estado também passa pela reforma dos modos e das maneiras.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Les jeux sonts faits (III)
Não
é [caso para] crise cardíaca
Entretanto,
no meio disto tudo e antes de se passar à especialidade [é cedo; ainda agora foi atirado o barro à parede],
convém não as esquecer [quem “aprecia” não deve; quem decide jamais o pode
ignorar] ou deixarmo-nos enlear por ais, lamentos, gemidos [de dor, depois de muitos anos de prazer] e outras expressões que tais, das … de todos os géneros e feitios. Tem
sido e é, assim. Descuidando, sempre assim continuará sendo.
Puta
tem sido muita gente boa.
Milhões
de vezes putas têm reinado.
Dido
foi puta, e puta dum soldado,
Tu
Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu
.... não passa por honrado.
Essa,
da Rússia imperatriz famosa,
Que
inda há pouco morreu -- diz a Gazeta --
Entre
mil (suspiros) expirou vaidosa.
...
João
Maldonado
Les jeux sont faits (II)
O
"tumor" está no ventre e não nos membros
É
isso que o governo [todos quantos entrarem na
ponderação do emagrecimento] tem
de encarar. Ainda existem muitas centenas de milhão a cortar nos apelidados “interesses
instalados”.
· o que falta cortar, e pode ainda ser cortado, nas PPP’s -- rodoviárias, hospitalares,...
· quantos milhões mais podiam, e deveriam ter sido cortados, no pouco assisado corte às Fundações?
· quantas dezenas de milhão continuam a custar os serviços [de consultoria, assessoria e quejandos] solicitados às sociedades de advogados?
· o que falta cortar, e pode ainda ser cortado, nas PPP’s -- rodoviárias, hospitalares,...
· quantos milhões mais podiam, e deveriam ter sido cortados, no pouco assisado corte às Fundações?
· quantas dezenas de milhão continuam a custar os serviços [de consultoria, assessoria e quejandos] solicitados às sociedades de advogados?
Muitas outras centenas de milhão, há
· quantos milhões se poupariam em liquidar definitivamente os privilégios do funcionalismo público via ADSE?
· e quantos mais se acabassem as desigualdades existentes entre as reformas que são pagas pela CGA e as do regime geral?
· no que respeita aos transportes públicos -- Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto, Transtejo, Soflusa, Transportes Colectivos de Lisboa, Porto, Coimbra, CP, … -- quantos milhões se obterão em poupança com o que tem de ser feito e se vai arrastando enquanto o mealheiro dos contribuintes é assaltado?
· quantos milhões se poupariam em liquidar definitivamente os privilégios do funcionalismo público via ADSE?
· e quantos mais se acabassem as desigualdades existentes entre as reformas que são pagas pela CGA e as do regime geral?
· no que respeita aos transportes públicos -- Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto, Transtejo, Soflusa, Transportes Colectivos de Lisboa, Porto, Coimbra, CP, … -- quantos milhões se obterão em poupança com o que tem de ser feito e se vai arrastando enquanto o mealheiro dos contribuintes é assaltado?
De
outro âmbito
· para quando a execução, e o arresto dos capitais e bens, aos devedores à Parvalorem?
· e porquê o FMI a fazê-lo? porque não foi uma universidade ou a universidades portuguesas?
· para quando a execução, e o arresto dos capitais e bens, aos devedores à Parvalorem?
· e porquê o FMI a fazê-lo? porque não foi uma universidade ou a universidades portuguesas?
[…]
E
ainda de uma outra forma mais abstracta mas nada retórica
· qual seria a repercussão de uns avos mais de moral e ética [no exercício da política e da administração pública] e outros tantos [de exigência efectiva e consequente] por parte dos contribuintes, do povo? a quantos pontos percentuais de acréscimo no PIB equivaleria isso? e quantas centenas de milhão se transviam por essa insuficiência para bolsos indevidos?
· qual seria a repercussão de uns avos mais de moral e ética [no exercício da política e da administração pública] e outros tantos [de exigência efectiva e consequente] por parte dos contribuintes, do povo? a quantos pontos percentuais de acréscimo no PIB equivaleria isso? e quantas centenas de milhão se transviam por essa insuficiência para bolsos indevidos?
Precisamos
de capitalistas e empresários: de muitos. De parasitas endinheirados, não [já
nos chegam e sobejam os parasitas, pelintras]
(…)
nada de "misturas" com o salsifré das esquerdalhas que por aí pulam e fazem que
avançam. O que eles querem, não quero eu.
Les jeux sont faits (I)
Tomar
o desejo pela realidade
É
sabido que estamos na fase em que o cigano pede 100 e o comprador, indignado,
oferece 10. Daí até haver negócio, ou não, …
A
opiniosa e iracunda torrente que por aí desabou não tardará muito, serão sussurros.
O
relatório encomendado a técnicos do FMI «Rethinking
the State -- Selected
Expenditure Reform Options» é
só isso: uma proposta de trabalho. O destino que lhe está traçado é mais o de
encher o cesto dos papéis do que terminar os dias como nasceu. Das muitas razões
[para que assim vá acontecer] destaco duas,
apenas
1
-- será o governo [e se fôr o actual já nem é mau
de todo] a ignorá-lo [no PSD já há quem fale
em decepar];
2
– no verão de 2006 uma “turma” de liberais [e
muitos outros que nem-por-isso], autodenominada Compromisso Portugal, resolveu estudar isto e propôr reformas. Na
ocasião [sobre as propostas deles] escrevi
«Querem que os leve a sério ou não?»
[sem pôr em causa o empenho e a sinceridade com que o fizeram]
«Querem que os leve a sério ou não?»
[sem pôr em causa o empenho e a sinceridade com que o fizeram]
«(...) alguém com dois dedinhos de testa crê possível uma talhada destas? E barricadas nas ruas e uma guerra civil à porta, não?! não acrescento fim da democracia porque a Europa, embora frágil, não deixaria ir pelo cano tantos milhões de milhões [mais de 75 bi] de euros (...)»
Não os podia levar a sério. Propôr uma redução de 200 mil funcionários públicos, assim, de sopetão -- sei lá, num quinquénio --, não era para ser levado a sério.
Agora, com uma economia em forte retracção há três anos [e a promessa de mais um] sugerir uma redução de mais ou menos 100 mil é equivalente se não pior.Ora, ora…tenham juízo ou na sua falta, proponho:
Não os podia levar a sério. Propôr uma redução de 200 mil funcionários públicos, assim, de sopetão -- sei lá, num quinquénio --, não era para ser levado a sério.
Agora, com uma economia em forte retracção há três anos [e a promessa de mais um] sugerir uma redução de mais ou menos 100 mil é equivalente se não pior.Ora, ora…tenham juízo ou na sua falta, proponho:
ponham a economia a crescer, sustentadamente, acima
dos 4% e então, sim, cortem: à séria.
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