30 de dezembro de 2012

As lágrimas do Gabriel e os Abril em Portugal

Acabamos conforme começámos e, pela parte que me toca e por quanto me é dado ler, estaremos prestes a recomeçar tal como acabámos. Não saem disto.
 
Tal qual diz o outro «em países menos exóticos, organizam-se vigílias pelas vítimas de massacres ou calamidades naturais no Terceiro Mundo». Por cá «o sentimento converge quase inteirinho para» alguns «conteúdos da RTP» [Câmara Clara e Praça da Alegria]  v.g. a intelectualidade e a chinela ou seja,  os intelectuais e o povo. Ungidos pela Santa Madre Igreja no caso da migração da Praça. A propósito:
D. Manuel Martins [bispo emérito de Setúbal], até fez questão de urbi et orbi e gáudio dos descamisados dar a saber da sua [contida] "raiva muito grande" o que, convenhamos, é um átimo cristão mas é um soundbyte pouco católico e nada inteligente. No mínimo esqueceu que no limite, e depois das pratas do Palácio, se vão o ostensório, o cálice, o crucifixo, … nem os manutérgios estão a salvo.

29 de dezembro de 2012

Leituras

Digitar um vocábulo, escrever uma linha que seja sobre esta fotografia ["apanhada" ontem, em Coimbra] de Passos Coelho por causa do livro que a criatura transportava é muitas coisas que aqui não nomeio.
... nem a comiseração devida aos inopiosos, merecem.
 
Vem a talhe de foice dizer que possuo o Mein Kampf do Adolfo [Centauro Editora, Brasil] mas também possuo [e já o reli várias vezes] «Os Espectros» e «Ainda os Espectros» de António Sérgio [Obras Completas, ENSAIOS, Tomo I - Sá da Costa Editora]

«Parece-me que a terra está cheia de espectros e que são tantos como grãos de areia no oceano. E depois, temos um medo tão miserável da luz»
diz Madame Alving nos Espectros, de Ibsen
 
Tenho de me corrigir. Já algumas vezes escrevi não haver pior do que a imbecilidade. Corrijo: há!  1  - os imbecis convictos e 2 - os que acumulam a imbecilidade à velhacaria.

[é por demais evidente que não há profissões específicas para nenhum deles... tanto podem ser professores catedráticos quanto jornalistas, políticos, pivots de televisão,...]
 


28 de dezembro de 2012

Republicano, laico e



socialista
 
Je sais, je sais, je sais
maintenant je sais
 
~ Jean Gabin ~

Nomenclar uma vil realidade




Os regimes caem assim

«Os jornais vêm cheios de artigos de "opinião", assinados pelas mais fantásticas criaturas:pelo director disto, pelo presidente daquilo, pelo dono daqueloutro. A substância e o estilo são sempre de amadores, que resolveram comunicar à Pátria (e quem sabe se ao mundo) a sua irresistível receita para nos salvar.

20 de dezembro de 2012

Postais



"só pensam em eleições" e "não mudaram muito desde Sócrates"

Pedro Passos Coelho

 Verdade, verdadinha. Não mudaram nem mudarão: os do PS e os do PSD. Mudarão, talvez, se os de fora a isso os forçarem e ainda assim, alerta, não vão os de fora exigir coisas que depois, dentro, atirarão às urtigas ou fosse mentira que os de fora, geralmente, exigem mudanças que melhorem a sua situação ou circunstâncias e, fora isso, o que os move não são senão invejinhas do que têm os que estão dentro.
pabula da corvis, dement tibi lumina corvi
[alimenta os corvos para que eles te arranquem os olhos]

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 «Não foi inconstitucional entrar três vezes em bancarrota»
António Pires de Lima
Embrulhem!

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Nogueira Leite "larga" a CGD 

Além de ter feito muito bem só tenho de me render à coerência. No mínimo é distintivo se se considerar a fauna de invertebrados em que nos locomovemos.
Não se dará pela falta assim como não faltarão candidatos a ocupar a secretária. Imagino o tamanho da fila de “prebostes” e a azáfama de Relvas a ponderar os jeitos transactos e a disponibilidade para se porem a jeito no futuro ou seja, a contar as vértebras dos enfileirados.

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O PR promulgou o OE 2013 sem o enviar para o TC

Como disse Seguro, e bem, volta a ser a hora dos deputados. Mexam-se. E se esta ainda não fôr a hora que seja a das corporações com comichões.
O que mais deve haver por aí é gente a engolir em seco. É o que fazem os tretas ao darem-se conta de que os circunvizinhos fizeram o mesmo e que o visado se marimbou p’rás arolas vocalizadas pelos circunstantes.


19 de dezembro de 2012

Uma palavra [não adventícia] pelo Advento



= Miserável =
 
O que classifico, quem qualifico de miserável?!
·      que a esta altura do campeonato ainda se teorize em torno dos que têm vergonha de ser, pobres;
·      os “cerebelos” que têm vergonha de assim se tomarem: por pobres.
... digo eu que, mesmo quando tive [algum] dinheiro, nunca logrei mais do que isso: ser pobre. Daí nunca ter sido proprietário de um Bugatti ou, por isso, serem os meus filhos portugueses
[não seriam, garanto, caso alguma vez tivesse sido rico]
 
Os pobres não se fazem ouvir, não se manifestam ou se se manifestam, fazem-no ao tombar do dia, pela calada da noite, buscando uma sopa quente, tocando a uma campaínha que lhe ceda um cobertor, buscando um pedaço de chão onde se abrigue,… não usam a net, não escrevem em blogs, não frequentam redes sociais.
Muitos miseráveis, sim: têm net; frequentam redes sociais onde exalam piedade e afirmam abraços, solidários e fraternos, por quanto é copain; abjuram comportamentos, procedimentos e opções ou silêncios cúmplices; compõem manifestações contra a pobreza; etc
 
Lamento os pobres; compadeço-me com eles. Dou a mão a um pobre. A miseráveis, não: aos pobres de espírito devoto-lhes efectiva indiferença. Não me condoo com a situação, injustificável ou justificada, de pobres de espírito. Mais: estou ciente que no dia ou quando encontrarem vacina para esses miasmas estarão removidos imensos dos escolhos que vos tolhem os passos e toldam a visão.
 
A pobreza do século XXI é basicamente igual às dos séculos anteriores. Mais côdea menos côdea. Assim fosse a miséria. Não é: está mais disseminada, mais democrática e infelizmente é muito mais elaborada portanto, dissimulada.
 
E é, mais ou menos assim, quase tudo
[no que concerne à choramingada “pobreza” instalada]

«A felicidade é muito inteligente...



e sabe que o dinheiro da ilusão ou é falso ou é "roubado"».
Túrbida pode dizer-se de coisa ou assunto não antecipável, imprevisível,… não fossem netos e sobrinhos [rigorosamente eles] e pouco mais do que nada me causaria senão uma contínua e sonora gargalhada. Como se estivessem a contar-me, com todos os ésses e érres, uma engraçadíssima anedota.
Dos frequentadores
... -- velhos, a caminho de... [onde me incluo], menos novos, novos -- lamento-os. Mas não sem que, sem acinte, os denuncie como perpetradores.