quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Postais



"só pensam em eleições" e "não mudaram muito desde Sócrates"

Pedro Passos Coelho

 Verdade, verdadinha. Não mudaram nem mudarão: os do PS e os do PSD. Mudarão, talvez, se os de fora a isso os forçarem e ainda assim, alerta, não vão os de fora exigir coisas que depois, dentro, atirarão às urtigas ou fosse mentira que os de fora, geralmente, exigem mudanças que melhorem a sua situação ou circunstâncias e, fora isso, o que os move não são senão invejinhas do que têm os que estão dentro.
pabula da corvis, dement tibi lumina corvi
[alimenta os corvos para que eles te arranquem os olhos]

~~~   ~~~

 «Não foi inconstitucional entrar três vezes em bancarrota»
António Pires de Lima
Embrulhem!

~~~   ~~~

Nogueira Leite "larga" a CGD 

Além de ter feito muito bem só tenho de me render à coerência. No mínimo é distintivo se se considerar a fauna de invertebrados em que nos locomovemos.
Não se dará pela falta assim como não faltarão candidatos a ocupar a secretária. Imagino o tamanho da fila de “prebostes” e a azáfama de Relvas a ponderar os jeitos transactos e a disponibilidade para se porem a jeito no futuro ou seja, a contar as vértebras dos enfileirados.

~~~   ~~~
 
O PR promulgou o OE 2013 sem o enviar para o TC

Como disse Seguro, e bem, volta a ser a hora dos deputados. Mexam-se. E se esta ainda não fôr a hora que seja a das corporações com comichões.
O que mais deve haver por aí é gente a engolir em seco. É o que fazem os tretas ao darem-se conta de que os circunvizinhos fizeram o mesmo e que o visado se marimbou p’rás arolas vocalizadas pelos circunstantes.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Uma palavra [não adventícia] pelo Advento



= Miserável =
 
O que classifico, quem qualifico de miserável?!
·      que a esta altura do campeonato ainda se teorize em torno dos que têm vergonha de ser, pobres;
·      os “cerebelos” que têm vergonha de assim se tomarem: por pobres.
... digo eu que, mesmo quando tive [algum] dinheiro, nunca logrei mais do que isso: ser pobre. Daí nunca ter sido proprietário de um Bugatti ou, por isso, serem os meus filhos portugueses
[não seriam, garanto, caso alguma vez tivesse sido rico]
 
Os pobres não se fazem ouvir, não se manifestam ou se se manifestam, fazem-no ao tombar do dia, pela calada da noite, buscando uma sopa quente, tocando a uma campaínha que lhe ceda um cobertor, buscando um pedaço de chão onde se abrigue,… não usam a net, não escrevem em blogs, não frequentam redes sociais.
Muitos miseráveis, sim: têm net; frequentam redes sociais onde exalam piedade e afirmam abraços, solidários e fraternos, por quanto é copain; abjuram comportamentos, procedimentos e opções ou silêncios cúmplices; compõem manifestações contra a pobreza; etc
 
Lamento os pobres; compadeço-me com eles. Dou a mão a um pobre. A miseráveis, não: aos pobres de espírito devoto-lhes efectiva indiferença. Não me condoo com a situação, injustificável ou justificada, de pobres de espírito. Mais: estou ciente que no dia ou quando encontrarem vacina para esses miasmas estarão removidos imensos dos escolhos que vos tolhem os passos e toldam a visão.
 
A pobreza do século XXI é basicamente igual às dos séculos anteriores. Mais côdea menos côdea. Assim fosse a miséria. Não é: está mais disseminada, mais democrática e infelizmente é muito mais elaborada portanto, dissimulada.
 
E é, mais ou menos assim, quase tudo
[no que concerne à choramingada “pobreza” instalada]

«A felicidade é muito inteligente...



e sabe que o dinheiro da ilusão ou é falso ou é "roubado"».
Túrbida pode dizer-se de coisa ou assunto não antecipável, imprevisível,… não fossem netos e sobrinhos [rigorosamente eles] e pouco mais do que nada me causaria senão uma contínua e sonora gargalhada. Como se estivessem a contar-me, com todos os ésses e érres, uma engraçadíssima anedota.
Dos frequentadores
... -- velhos, a caminho de... [onde me incluo], menos novos, novos -- lamento-os. Mas não sem que, sem acinte, os denuncie como perpetradores.