domingo, 25 de novembro de 2012

A má erva nasce depressa e tarde envelhece

Fernando Rosas, fundador do Bloco de Esquerda, dirigente (?) [de isto não estou certo], ex-deputado, professor universitário, comentador avençado [se não é com avença, é à peça que vai dar no mesmo; à borla é que não é, certamente], historiador [se mais alguma coisa é ou foi, desconheço], [sapiente] pensador e analista [de isenção intelectual à prova do que queira imaginar] após demoradas, e aturadas investigações, concluiu que «as razões da longevidade da governação de Salazar» esteve «o facto de o ditador ter conseguido captar a simpatia das classes médias para o seu programa de estabilização financeira».
Valha-nos o trabalho aturado que originou tal comprovação porque sem esta nada, do que indubitavelmente era tido como “escora do ditador”, passaria de mais ou menos presunçosa percepção. Palpite, portanto.
De isso tudo há-de [com toda a certeza] ficar agradecida a História [enquanto ciência], os do aprisco [enquanto comunidade], o regime [pelo esclarecimento], etc

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Acuso a recepção






Um amigo enviou-me isto  [sem qualquer nota ou comentário], recomendando-me a leitura.
Sensibilizado com o desvelo mas não devo deixar passar a oportunidade de esclarecer que não domino assuntos cujos precípuos sejam do âmbito da "arqueologia", antropologia, etnologia, paleontologia, filologia,…
Não terá sido engano [no destinatário]? não seria para um qualquer discípulo de Chompolion?


É triste


É triste! talvez seja melhor do que nascer com a sombra de Hitler a 60 quilómetros de Moscovo mas deve ser muito triste, imagino... ter de, aos 71 anos, (d)escrever assim.
 
Fiz, quarta-feira, anteontem, 71 anos. E naturalmente, não sem uma certa perversidade, comecei a pensar no mundo em que entrei. Em 21 de Novembro de 1941, Hitler ocupava a Áustria, a Eslováquia, a República Checa, a Polónia, a Dinamarca, a Noruega, a Holanda, a Luxemburgo, a Bélgica, a França, a Jugoslávia (como na época existia), a Grécia e grande parte da Roménia. As tropas da Wehrmacht estavam a 60 quilómetros de Moscovo e os blindados de Guderian a menos de 30 quilómetros. Na Europa inteira, só os "neutros" tinham escapado e a neutralidade da Espanha, de Portugal e da Suíça era arriscada e mais do que duvidosa. O mundo não servia para se começar a vida. Bem sei que por aqui a classe média (mas não a grande massa do povo) vivia como a dra. Jonet (sem ofensa) acha que se devia viver hoje.

Paying taxes




"Paying Taxes 2013"  é o relatório de um estudo conjunto do Banco Mundial, do IFC e da consultora PwC. Portugal ocupa o primeiro lugar do ranking da burocracia fiscal da zona euro. Em Portugal, uma empresa continua a demorar, em média, 275 horas por ano a pagar impostos – tributação sobre lucros, sobre empregados [IRS e descontos para a Segurança Social] e IVA.
As 275 horas são repartidas, assim: 63 horas para regularizar IRC; 116 horas para acertar os impostos devidos por conta dos empregados [IRS e TSU] e 96 horas para os restantes.
 
A média [europeia e dos países da EFTA] ronda as 184 horas. 

Quaisquer apreciações sobre tais quantificações são estultícia, para evitar dizer pior. Com muito boa vontade, fazendo de conta, remetem-se para as quermesses d [o festival] A reforma do Estado anunciada, urbi et orbi, pelo almoxarife.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cesse tudo o que a musa (antiga) canta /

que outro valor mais alto se alevanta
 
«(…) a proposta de orçamento de estado para 2013 não terá qualquer alteração relevante. O PSD manteve-se por trás do orçamento (…) as promessas de propostas de corte de despesas do CDS revelaram-se vazias. (…) Apesar de nunca ter havido um consenso tão alargado para o corte de despesas, os grupos de pressão voltaram a vencer.
(…) teremos um país mais pobre, em que cada vez vale menos a pena trabalhar e investir, mas apesar disso continuará a haver um politécnico em cada aldeia e pessoas jovens e saudáveis continuarão a receber dinheiro da segurança social. Muitas empresas que seriam competitivas noutros países fecharão, mas continuarão a existir mais de 15 mil empresas a sobreviver à custa dos contribuintes. Muitas das pessoas com menos de 50 anos estão agora a perceber que já não irão receber reformas, mas antigos políticos a continuarão a acumulá-las. Ninguém na classe política teve a coragem de mexer nestes benefícios (…)
É crucial que a estratégia de punição das famílias em favor dos lobbies parasitas do estado falhe, mesmo que tal represente o regresso do PS ao poder. (…) para provar de vez que o esbulho fiscal não pode continuar, não basta que a estratégia falhe, tem que falhar estrondosamente.
 

 
(…) sugestões para quem quiser contribuir para esse falhanço: