«O desafio é de
cortar ainda mais, significativamente, a despesa pública, mas isso terá que ser feito a pensar no modelo de
organização do Estado, num debate sério (…) todos os agentes terão de ser chamados a
discutir a reforma dos serviços do Estado, porque há escolhas a fazer, e o
debate terá que ser sério" porque “apesar da despesa pública ter caído, em
dois anos, o Estado manteve-se na sua configuração mais ou menos estabilizada
(…) não houve uma transformação de fundo (…) os cortes
incidiram, sobretudo, nos custos com pessoal e consumos intermédios, porque
havia deficiências e capacidade de ajustar o funcionamento e agora temos que
pesar que modelo queremos, porque cortar
mais 4 000 milhões de euros sem alterar a estrutura de funcionamento, será
bastante mais difícil».
Hélder Rosalino, secretário de Estado da
Administração Pública
P’ra
já, p’ra já, às cegas, estão dois terços deste mundo, PS, PCP e satélites, BE, etc…, contra; a que se junta três
quartos do restante terço, lastro do PSD e CDS/PP, a favor mas só se não
bulirem com os seus interesses específicos; …
entretanto, a RTP concedeu-nos o
privilégio de ouvir jornalistas, e especializados na coisa, reclamar pelo direito, consagrado e inalienável, do povo à
liberdade de imprensa, etecetera e tal…
que, verdade seja dita, é a molécula de um compósito que por mais que
estude, investigue, leia, me informe, reflicta,... tolhido pela realidade que nunca
conheci outra diferente, não auguro alcançar. Bem sei que não sou demasiado
perverso, cínico e hipócrita para tanto mas cada um é o que é, e mais o que quer
ser. E…
não
acreditasse eu, piamente, em pessoas que acima de todas as coisas [apenas
abaixo de Deus] põem de forma abnegada o "intangível" dos seus sacerdócios… os da
judicatura, os da imprensa, os da saúde, os da política, muitos das letras, os
do ensino, os da administração pública,…
entretanto «a Câmara
Municipal de Lisboa vai ficar responsável pelas despesas da genial Fundação
Saramago.(…) Seja como for, este encargo significa mais 50 mil euros
por ano. Coisa pouca, diga-se. Nada que se compare à doação da Casa dos Bicos à
Fundação Saramago, depois de ter sido devidamente arranjada com obras
financiadas pelo erário público.(…) bem vistas as coisas, tudo isto acaba por
fazer sentido: a CML fez uma espécie de habitação social para um génio, e agora
tem de pagar as despesas correntes do génio. E, atenção, as declarações da
Presidenta da Fundação também fazem todo o sentido. Pilar del Rio anda por aí a
dizer que a democracia está morta, que não há democracia.» Henrique
Raposo
entretanto por cá fica a saber-se que os crânios que se meteram
a construir um autódromo no Algarve já somam em calotes mais de 30 milhões.
A diferença entre uns e outros e entre estes e tanta
outra coisa, mantém-se. Por exemplo, entretanto, «os holandeses que são gente desprovida de
talentos e sobretudo de meios abandonam a ideia de se candidatar a sedear os Jogos Olímpicos [devido aos “riscos financeiros”]»
Como é evidente assim não há sonho que
aguente nem o mundo pula ou avança nem
bola colorida que resista às mãos de uma criança.