quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Seguros de vida




Sempre me pareceu que, no mínimo, quem com a experiência não apre(e)ndeu a realidade e que dessa fazem parte “mágicas” com força igual às de certas ligações químicas, é um observador obtuso.


«Que meios empregasteis vós
foi a pergunta feita à mulher de Condici sobre o “tratamento” que fizera a Maria de Médici.
A resposta foi
 
«Apenas a influência que toda a mente forte exerce sobre uma mente fraca»


 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Equação irresolúvel?

«O desafio é de cortar ainda mais, significativamente, a despesa pública, mas isso terá que ser feito a pensar no modelo de organização do Estado, num debate sério (…) todos os agentes terão de ser chamados a discutir a reforma dos serviços do Estado, porque há escolhas a fazer, e o debate terá que ser sério" porque “apesar da despesa pública ter caído, em dois anos, o Estado manteve-se na sua configuração mais ou menos estabilizada (…) não houve uma transformação de fundo (…) os cortes incidiram, sobretudo, nos custos com pessoal e consumos intermédios, porque havia deficiências e capacidade de ajustar o funcionamento e agora temos que pesar que modelo queremos, porque cortar mais 4 000 milhões de euros sem alterar a estrutura de funcionamento, será bastante mais difícil».
Hélder Rosalino, secretário de Estado da Administração Pública

P’ra já, p’ra já, às cegas, estão dois terços deste mundo, PS, PCP e satélites, BE, etc…, contra; a que se junta três quartos do restante terço, lastro do PSD e CDS/PP, a favor mas só se não bulirem com os seus interesses específicos; …
entretanto, a RTP concedeu-nos o privilégio de ouvir jornalistas, e especializados na coisa, reclamar pelo direito, consagrado e inalienável, do povo à liberdade de imprensa, etecetera e tal… que, verdade seja dita, é a molécula de um compósito que por mais que estude, investigue, leia, me informe, reflicta,... tolhido pela realidade que nunca conheci outra diferente, não auguro alcançar. Bem sei que não sou demasiado perverso, cínico e hipócrita para tanto mas cada um é o que é, e mais o que quer ser. E…
não acreditasse eu, piamente, em pessoas que acima de todas as coisas [apenas abaixo de Deus] põem de forma abnegada o "intangível" dos seus sacerdócios… os da judicatura, os da imprensa, os da saúde, os da política, muitos das letras, os do ensino, os da administração pública,…
entretanto «a Câmara Municipal de Lisboa vai ficar responsável pelas despesas da genial Fundação Saramago.(…) Seja como for, este encargo significa mais 50 mil euros por ano. Coisa pouca, diga-se. Nada que se compare à doação da Casa dos Bicos à Fundação Saramago, depois de ter sido devidamente arranjada com obras financiadas pelo erário público.(…) bem vistas as coisas, tudo isto acaba por fazer sentido: a CML fez uma espécie de habitação social para um génio, e agora tem de pagar as despesas correntes do génio. E, atenção, as declarações da Presidenta da Fundação também fazem todo o sentido. Pilar del Rio anda por aí a dizer que a democracia está morta, que não há democraciaHenrique Raposo
entretanto por cá fica a saber-se que os crânios que se meteram a construir um autódromo no Algarve já somam em calotes mais de 30 milhões.

A diferença entre uns e outros e entre estes e tanta outra coisa, mantém-se. Por exemplo, entretanto, «os holandeses que são gente desprovida de talentos e sobretudo de meios abandonam a ideia de se candidatar a sedear os Jogos Olímpicos [devido aos “riscos financeiros”]»

Como é evidente assim não há sonho que aguente nem o mundo pula ou avança nem  bola colorida que resista às mãos de uma criança.

...mas ainda há paredes em pé

No contexto de uma coisa escrita em 3 de Março de 2008, que titulei “Ardis socretinos - a ausência de coragem e a prática do caloteiro”, citei de A. Camus


«(...) imaginam que tudo está na ordem. Não, vocês não estão na ordem, vocês estão na fila. Bem alinhados, de ar tranquilo, vocês estão maduros para a calamidade. (...) Quanto ao resto não se incomodem, há quem se ocupe de vocês lá em cima. E vocês sabem o que isso dá: os que se ocupam de nós não são complacentes! »
in Estado de Sítio
O que é preciso [antes de qualquer outra coisa] é de uma onda de dignidade acima de qualquer suspeita, abnegada e à prova de bala e que chame ao trabalho muita outra gente de indiscutível valia técnica [que existe]
 
É recorrente, chega a tocar o limiar da repelência e a mim deixa-me os cabelos em pé, a lenga-lenga justificativa do “é extraordinariamente difícil”, “não consegui” [foi, por exemplo, a consequência, espúria, que retirou após seis anos de magistratura o ex-PGR, Pinto Monteiro], etc...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sinais auspiciosos

"Vale mais uma mão inxada... que uma enchada na mão"
(com aquelas esclarecedoras reticências)
Pesquisando no GOOGLE
 -- obtemos 126 links
mas se "Vale mais uma mão inchada do que uma enxada na mão"
 -- obtemos 3 links
Suponho que a diferença nos outputs residirá na qualidade ortográfica da coisa. Suponho.
E fica tudo esclarecido. Quer quanto ao que existe, quer quanto à colheita.
Fosga-se!  é que muitas abelhas destas fazem um enchame gigantesco. Um pavor: é de fugir.

Ora vá-se lá refundar V.Exa.

Quem insiste, alheio a tudo e mais alguma coisa, em ter no governo como ministro um videirinho da estirpe de Miguel Relvas e que, de forma reiterada e amoral, deixa um rasto de excepções [de  todo o género e feitio] como é [entre outras mil], por exemplo, a recentemente noticiada discriminação dos juizes jubilados que saírão beneficiados nos cortes das pensões, não está em condições de sugerir a ninguém a refundação de nada. Ninguém que não se refunde a si próprio em primeiro lugar, está capaz de refundar o que seja exterior a si.
…mas que já nada há [nisto] que não tenha de ser visto e revisto de alto a baixo, não há. E será: não sei quando a não ser que será mais cedo do que tarde,…Ai, ai.