sábado, 29 de setembro de 2012

(O meu) pedido de desculpas



Enganei-me.
Em 22 de Janeiro do ano em curso escrevi
e, em nota de rodapé, acrescentei que «lá mais para o fim do ano conversamos».
Tudo indica que não será necessário esperar pelo fim do ano. Podemos conversar já.

De essa conversa não importa estar a aduzir razões em “benefício ou prejuízo de”? Não. Factos são factos e talvez tenha mais interesse, chegados aqui, abordar o assunto pelo uso “indevido”
(o que nem é absolutamente verdade na medida em que essas utilizações indevidas foram sempre sucessivamente  legitimadas nas urnas ou se não foram, não dei por isso)
que no decorrer destas três décadas e meia o Estado por intermédio dos governos e dos parlamentos fez dos dinheiros da, chamemos-lhe, Previdência.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

As propriedades (e a função) do milho

A comunicação social deu a saber isto (não fez mais do que cumprir o seu dever) e chega-me o fragor das palmas. Não é por nada em especial mas não bato palmas. Guardo as expressões de regozijo primeiro para a notícia do resultado dos inquéritos-crime e depois... depois não há com que me regozijar por não ser feita prova de crime.
Se há coisa que não deve ser exigida às galinhas é que tenham dentes ou sejam inteligentes. Certo é que a visão do milho as põe tolinhas... cacarejam, cacarejam, correm,...
 

De coisas em forma de assim



Tantos trabalhos, cuidados, desvelos, diligências, negociações, subornos, lisonjas, adorações, indignidades, tanto atropelar a razão, a justiça, a verdade, a consciência, a honra e a vida! E porquê? Para alcançar a vaidade de um posto,  um lugar, um título,  um nome, uma aparência"
Pe. António Vieira (adaptação)

 
Não sei que filme estão a ver nem pergunto qual é até porque, se perguntasse, não me respondiam. Mas de certeza, certezinha, que das duas, três: não é o mesmo filme ou se é, é daqueles em que o desenlace corre por conta do desejo do espectador [e de isso não sei eu].

Isto vai dar sarilho; vai, vai. Ai que ‘inda vamos ter saudades destes dias maus.

Olhar para a Execução Orçamental, ontem publicada, é de arrepiar os cabelos. Dando uso exclusivamente a boas práticas de análise económico-financeira e economia política  [o que significa não usar de artifícios engenhosos] há, e mais não é necessário, uma conclusão a retirar:
não poupamos o suficiente nem ganhamos para os juros [quanto mais para o resto].

Em oito meses a poupança conseguida na Despesa Corrente (€147,3 M) pagaram 22,5% dos Juros e outros encargos; isso e mais a necessidade em aumentar as parcelas das Transferências Correntes (€ 1232,6 M), fez com que a Despesa Corrente tenha aumentado (€738,7 M).
Se há por onde cortar? Há [fora e dentro de portas].