quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Psiuuu!

psst, psst... sr.Dr. ... ó sr.dr. Pinto Monteiro



Olhe lá que.. depois prescreve! E o gajo ainda por cima pode "alapar-se" à imunidade não sei de quantos. Faça qualquer coisinha quanto mais não seja para que, no futuro, saibamos que passou por lá, pela Procuradoria.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Fata Morgana

Não, não creio despropositada a comparação. Até porque é este ano que se perfazem duzentos anos sobre aquele outro em que Kutuzov abdicou de Moscovo ao ponto de lhe lançar o fogo, de tudo. Esticou o tempo por forma a que o tempo fosse arma vital. Não creio que tenha enviado a Napoleão uma missiva a avisá-lo. Acho que ninguém melhor do que Tolstoi nos legou a descrição desses dias mas se há, isso, também não interessa para o caso. Do nosso presente, não obstante o exagero, direi que também estamos a ferro e fogo com umas quantas, nada dispicientes, diferenças se bem que sociologicamente, de cima abaixo ou de baixo até ao topo, irrelevantes pois a direcção, no caso vertente, não se constitui em dado relevante e muito menos em variável a concretizar.

Então áqueles, aos russos, lançaram-lhes ferro pelo que responderam com fogo propriamente dito e, no rescaldo do fogo, mais fogo em Borodino; no nosso caso, pirómanos, em trinta anos imolámo-nos por três vezes e, por isso, pedimos ferro. Aqueles tiveram Kutuzov que lhes bastou; nós não temos ou melhor: tivemos Kutuzovs e Suslovs só que, enquanto aqueles foram e regressaram, os nossos foram e perderam-se e com eles os que cá ficaram [por seis décadas e mais outras duas de turbulência.]

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Uma carta

Graças a Deus que até numa latrina de intrigas encontramos gente decente. Vão à latrina, sim, mas não cospem no chão, não borratam portas nem paredes, não urinam no chão mesmo que não cheguem ao mictório,… Haja decência.
Mau grado as fortíssimas razões que justificam a onda de raiva contida que por aí vai, há que distinguir, enfatizando-os, sempre, do ruído (gerado por grunhidos, roncos, gritos, trinados, mugidos, chilreios e zumbidos, uma mistura caótica de onomatopeia e melopeia tanto quanto da restante filáucia tão inconsequente quanto anónima) o grito, comentário, carta aberta,… o que seja, de pessoas que não perdem a noção da urbanidade e da decência, apenas e só porque são decentes.
Daí que depois de tudo, de a ler e voltar a ler, no Rerum Natura, sobejou-me a vontade de a transcrever