sábado, 1 de setembro de 2012

Deus lhes pague

"(…) desde que me lembro (e conto com o tempo da ditadura) nunca existiu em Portugal um ‘serviço público de televisão’, e para complicar as coisas não existe também um único iluminado capaz de esclarecer sem retórica o que é, na sua essência, ‘um serviço público de televisão’ (…)"
Vasco Pulido Valente
 
simples. O resto são gajos e gajas a jusante, a montante e mais os que estão nas margens como se não fosse nada com eles fazendo contas a "se-a-fatia-do-mercado-já-não-é-grande-para-dois-menor-será-para-três". Entre isto e exigir que, o que quer que seja encontrado para "limpar" a parcela da despesa que directa e indirectamente vai ao bolso dos contribuintes, seja absolutamente transparente há apenas uma cascata de babugem, simplesmente.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Fundamentos







"O país é nosso, os políticos são nossos empregados, e quando alguém não faz o seu trabalho é preciso retirá-lo"
 
Clint Eastwood
 
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Acerca de fama e proveito

Hoje, ao lembrar-me da minha terra e sem saber porquê [nem isso tem qualquer interesse], veio-me à ideia Arne Lindroth * ou melhor, talvez saiba. Ocasiões houve [há e continuará a haver] em que os homens, inteligentes, esquecem as lições que os animais, instintivos, ensinam. Conscientemente não foi mas a esta distância, presumo, terá sido a ideia-força subliminar que presidiu à atitude dos belgas no ex-Congo belga ao invés dos portugueses em Angola.
 
Todos os peixes comem. Todos os peixes desovam. Poucos peixes desovam onde comem.
Arne Lindroth *
 
O resultado -- e esse é óbvio -- é que, desde Leopoldo II da Bélgica, os proveitos deles foram bem maiores do que o dos portugueses. Quanto a juizos que envolvem ética, moral e essas coisas assim ficam a expensas de quem gosta nunca ignorando que sobejam sempre os argumentos-recurso dos calvinistas e dos outros, mais terra-a terra, os cínicos.
Convivem melhor os belgas, franceses, ingleses, espanhóis, holandeses e alemães com a torrente dos pecados que lhes são imputados do que os portugueses com o eflúvio das suas apregoadas virtudes. Se os proveitos não foram (e continuam não sendo) idênticos, ó-lá-lá! … já da fama nenhum deles se livra: são iguais. De estúpidos (e eu lá pelo meio) não os livro.
Mais do que isso não é possível. Já não existe maneira de perguntar a Mobutu o porquê da preferência por Portugal quando, a lógica, apontá-lo-ia a Bruxelas embora -- não carecendo de explicações -- se saibam os porquês da preferência da dama dos Santos por Portugal.

o que quer dizer que a circunstância dos portugueses justifica a pompa dos [alguns, muitos] angolanos. Explicada e justificada a pompa destes, permaneço em dúvida quanto a se, e quando, “os portugueses têm/tiveram a exacta noção da sua circunstância”.  É que, por Soares (e alguns outros) nunca ter perdido a noção da sua própria circunstância e porfiar por alterá-la, nada me diz quanto à consciência dos demais, da massa – estes, tal qual a maioria dos peixes, funcionam por tropismo. Ora as consequências dos tropismos nos “racionais” raramente resulta, bem, como nos irracionais.

*zoólogo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O real e o virtual

Do que não consta nos manuais de óptica daí que não se ensine ou se aprenda na escola

Chegou-me que apesar de andarem todos, por aí, mais ou menos, ó tia, ó tia os do governo, conseguiram [inadvertidamente, claro] ver crescer o mealheiro mensal em 81 euros. Extraordinário isso e a maquia.
Já não é extraordinário eu não m’espantar. Mau sinal!… sou do tempo em que um deputado do CDS * [ainda não era PP] pelo círculo de Vila Real, por entender que o que ganhava para servir o povo era pouco ou por entender que merecia mais, ia virtualmente e regressava três vezes por semana a casa [Vila Real] para lavar a roupa.
As viagens eram virtuais, mas as despesas sempre foram reais.

Ainda assim, para mim, não é isto que foi extraordinário. O extraordinário está em que isto se passou nos anos de 1979, 80, 81…Se “de Lisboa a Bragança são nove horas” [Xutos e Pontapés], de Lisboa a Vila Real eram seis. E mais seis para o regresso.
E tudo rolou conforme os seus interesses até ao dia em que os deputados dos outros partidos (quatro – PSD, PS) lhe puseram fim à lufa-lufa. Ou acabava ou passavam todos a trazer malas mais pequenas. Acabou-se-lhe a roupa lavada, nunca me constou que o homem passasse a andar menos cuidado mas também não teve de repôr as centenas de contos que, por via da ingente necessidade, amealhou.
Realmente sempre houve coisas extraordinárias. Se deixar de haver será extrordinário. Quanto mais seja porque este povo é extraordinário.


* não o nomeio por já não estar entre nós

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sobre cães de guarda


 -- Estava a ver que não!
A coisa já tinha andado lá perto quando o José Manuel Fernandes, Sarsfield Cabral, … fizeram parte de uma comissão de crânios esclarecidos mas, na ocasião, não pegou. Não pegou nem tinha que pegar: ainda era só uma apregoada intenção do governo portanto daí à concretização ia um mundo. Pegou agora e só tinha de pegar agora. Agora é que, constataram, passou da intenção: é um propósito.
Das "soluções" que ouvi e li, são todas coreografias diferentes para o mesmo requiem.
Ora a mim não me interessa peva se o Rodrigues dos Santos vai ter de se dedicar ou não exclusivamente à escrita [porque não faço menção de lhe pagar direitos de autor] ou se a D. Fátima C. Ferreira  terá de se dedicar ou não à academia para ganharem a vida. Se, por uma qualquer daquelas ou de outras razões, levarem um pontapé no cu, desembrulhem-se. É a vida! [ciente que a minha opinião não advém de qualquer tipo de crueldade ou insensibilidade; sustento-a baseando-me simplesmente nas regras com que toda a vida me confrontei. Quando não gostei alcei a caganeta, abri a porta (da frente) para sair. E deixei os cães a uivar.]